PAPO COM RIVAL - Marcelo David (VASCAÍNO)
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00:00:00 Fala, nação rubro-negra, bem-vindos ao podcast Fé na Mulambada, edição especial hoje com um expoente, representante fenomenal do clube que inventou os negros, que radicou a pobreza, que acabou com a fome no mundo, nosso querido Marcelo Davi. Da outra vez foi mais tranquilo. Ficou estil deposto. Pode ser incrível para vocês, mas eu continuo sendo o Leno Lopes. E aqui é o Juan Lucas, Saudações Rubro-Negras. Primeiramente agradecer por mais uma audiência maravilhosa de vocês. Muito obrigado. A gente recentemente teve o nosso papo com o Rival, que foi o maior sucesso com o Rafael, que veio do Setu Sul. Agradecemos aqui no último programa. E desta vez, voltando a esta casa, nosso convidado, Marcelo Davi, que vai ser
00:00:53 apresentado daqui a pouquinho. Antes disso, para vocês que estão chegando agora, está o podcast Fé na Mulambada. Estamos disponíveis nos mais variados tocadores de podcast, nas mídias sociais, no Twitter, arroba Fé na Mulambada, no Instagram, arroba pode, underline Fé na Mulambada, no TikTok, arroba Mulambada, underline Fé. Falar e agradecer os nossos parceiros de sempre maravilhosos, Lha Samburg, molante da história da Zona S, que está mandando papá para nós aqui hoje, casa estarregada. Dessas burgas, você, Bangu, Padmiguel, Realengo, Magalhães e Afins, faz lá o seu pedido. Você, como a gente, pede direto, entra no plano de fidelidade, cinco pedidos, valor mínimo de 50 reais. No sexto, ganha um descontinho de 20 reais.
00:01:40 Nosso outro parceiro, Dom Caça, a melhor pizza da Zona S, do nosso Dudu Caça, vascaína do Dudu Carca que já veio aqui, já trouxe as pizzas e daqui a pouco estará conosco de novo. Você faz o seu pedido no Instagram, cupom Fé No Mengo para ganhar um descontinho de 10%. Boi, quer pedir a pratinha agora ou a gente bota o convidado para se apresentar antes? Não, educação antes de mais nada. Por favor, meu irmão, se apresente. Muito difícil que as pessoas que estejam aqui não te conheçam, mas para quem não te conhece, Por favor. Gente, boa noite, primeiramente, amigos e irmãos. É sempre um prazer estar aqui. A gente está sempre junto, mas tendo um microfone entre nós é uma... É uma situação... E registrando.
00:02:29 E um vídeo, né? Um pouco perigoso. Um pouco perigoso. Perfeito. A gente não pode repetir o que a gente diz cotidianamente um para o outro, né? Mas, enfim, é um prazer estar aqui. uma honra poder voltar ao fé. Agora a fé na mulambada, né? Eu vim ainda no Fé no Mengo. Fugindo do processo. Sempre, sempre. Importante também. Fundamental fugir do processo. Amigos que estão em casa, que estão ouvindo, boa noite. É um prazer estar aqui trocando essa ideia com vocês. Serão horas muito divertidas, às vezes um pouco desconfortáveis, olhando já deu a deixa no início. Bom, meu nome é Marcelo Macedo. Taís está falando que você está com voz de meditação.
00:03:16 Mas dormi não. Meu nome é Marcelo Macedo, sou vascaíno acima de qualquer coisa. Se tem algo que não vai mudar isso, também sou beija flor. Isso também não muda. Sou jornalista, sou roteirista. é recentemente tive uma experiência como em redista de carnaval pesquisador de carnaval é uma experiência de três anos na portela é ter experiência de roteiro com tv cinema internet é mais acima de tudo sou um cara que que gosta de rua gosta de gente gosta de conhecer histórias de conhecer pessoas Gosta de rua, de cerveja? É, cerveja nem tanto. Tô diminuindo. Mas é, enfim, é um prazer estar aqui. Inclusive isso aqui também é um dos prazeres que eu tenho de conversar, trocar ideia, conversar com o diferente, né? Parar de ficar pregando pra convertido, como muitas vezes os podcasters,
00:04:20 principalmente do Vasco, fazem. Então eu já dei uma primeira espetada também na noite. Perfeito. Gostei. Dei meio amistoso. É... Mas é isso, gente. É um prazer estar aqui. Estou muito feliz de estar aqui. Estou muito animado. Já abrimos o nosso Guaraná. Então... Com certeza. Cara, importante, fundamental pra vocês, né? Que estão chegando pela primeira vez. Vocês que estão sempre conosco já sabem como é que funciona. Pra vocês darem essa moral gigantesca pro nosso projeto autônomo. independente, pinga uma pratinha pra gente pra dar uma moral. Já deu caminho, né? Nós estamos num programa aqui seríssimo, um programa antes de um Flamengo e Vasco. Vocês sabem, vocês vão arriscar perder um clássico de R$ 5,00, R$ 10,00, não vão perder.
00:05:05 Então, pelo amor de Deus, pinga a pratinha pra gente emanar boas energias a um desfalcado Rubro Negro no domingo pra gente, né? Pegar mais uma vitória em cima deles, né? Como de praxe. Então, lopes.leno.yahoo.com.br lopes.leno.yahoo.com.br Pingo uma pratinha lá pra gente pra dar essa moral. Boi, explique, por favor, como funciona. Sempre é importante lembrar aos senhores que por termos, não termos aceitado ser roubados pelo superchat do YouTube... Perfeito. ...com taxas draconianas, umbralinas, mefestílicas... É pouco dinheiro, né? Gostou? Essa tudo. Estudou. Fantástico. Abriu o dicionário hoje? Porra. Eu fico tomando expor da Luísa aqui, o draconian está muito repetitivo. Tem que abrir a caixa de ferramenta aqui, então.
00:05:55 Excelente. Quando você for pingar, por favor, manda... Caso você queira também. Se você não quiser, sinta-se à vontade. Mas quando for pingar, por favor, para a gente interagir, manda mensagem, acrescenta na pauta, fala que está maravilhoso, fala que está uma merda, puxa alguma coisa do seu bolso, do seu coração aí. E é isso. Vamos seguir. Na pauta de hoje, na verdade não existe uma pauta de hoje, se normalmente já é no improviso que gerar um programa de hoje. Alguns temas são simbólicos e a gente vai abordar aqui por tudo, né? Que apesar da diferença de time, mas tem muita coisa, muito mais coisa que nos aproxima e que nos afasta. Então alguns tópicos a gente naturalmente vai abordar mesmo antes de a gente começar
00:06:41 de fato fazia aqui né porra uma publibo para o zico caralho humildemente hoje estreando nos cinemas zico ou samurai de quintino nós vamos agradecer ao nosso rafael perfeito a fã ferrer nosso rafael ferrer muito obrigado pelo kit que mandou pra gente isso aqui dentro da bolsa tem uma faixa aquela faixa que é É a faxinha do filme, né? Dá aqui pra mostrar. A gente teve o privilégio de estar na pré-estreia do filme, né? E a gente falou aqui na última gravação. Cara, o filme sem babaú, eu tava falando até isso com o Marcelo agora aqui antes da gravação. Esses documentários, normalmente são imagens que a gente já viu em outros momentos, então, narrativa linear pode ficar um pouco cansativa. E a gente foi meio nessa expectativa, claro.
00:07:37 É maneiro de ver e tal, mas de ser uma coisa como outras coisas. Nesse caso não foi. Foi surpreendente para mim. O filme é muito bom, muito bom, muito bem contado. A história vai e volta em inúmeros momentos de infância. De ele no Japão, dele na Itália, no tempo de hoje, toda a trajetória no Flamengo. Eu estava conversando até isso com o Marcelo, tem uma parte lindíssima numa homenagem ao Roberto Gennamitti, que era muito amigo do Zico. Então, pô, estreando hoje nos cinemas, já no Bangu Shop está. Está lá um banner pra você poder tirar foto do lado do Galinho de Quintino. De camisa do Flamengo, você paga meia entrada. E recebemos a informação de que é pra, rapaziada, atacar o foda-se no cinema mesmo, né, Bambu?
00:08:23 É isso, é pra virar arquibancada. Pedido inclusive do Galinho. Ele pediu pra quando vocês forem ao cinema, fazer da sala de cinema arquibancada. Se o homem pediu, você vai ter que fazer. Exatamente. Porra, Deus está pedindo para vocês. Por favor, atendam. Então é isto. Rafael Ferré pediu para a gente também reforçar o pedido. Para a galera se conscientizar. O primeiro final de semana é muito importante. Exatamente, Rafael. Para que o filme continue em cartaz. Então, por favor, se mobilizem. O nosso galo merece. Aproveitar esse feriadão, né, bui? Exatamente. Você não vai fazer porra nenhuma mesmo. Então, e se fosse fazer, você teria que arrumar um espaço na agenda prestigiar o nosso Zico, nosso rei. Então, por favor, apareçam para que tenha
00:09:09 muito tempo em cartaz para que todo rubro-nego possa ir até o cinema e ver a história do cara que transformou a história do nosso grande amor. E reforçando, já falei aqui, mas vale reforçar, de camisa do Flamengo paga a meia entrada. Então, não esqueça deste detalhe importantíssimo, que o programa o cinema tem sido um pouco caro, se tornou um pouco caro, então dá para você poder levar sua família, poder estar junto. Então, Matt Branca, a gente teve esse privilégio de estar na pré-estreia e certamente voltarei para ver, porque o filme é lindíssimo, lindíssimo, mas imagens são muito bonitas, é um acervo incrível que disponibilizaram, então um beijo, muito obrigado pelo carinho de vocês mandaram esse kit lindo pra gente e guardado a experiência no coração.
00:10:01 Foi um dia inesquecível. Então, Samurai de Quintino nos cinemas a partir de hoje. Dito isto, Bui, começaremos. Marcelo, eu no papo com o Rivaldo Rafael, tenho um... Ótimo, inclusive. Muito bom. Vai ficar odada também? Vai ficar boneco? Ele encheu até a tampa hoje, eu me senti desafiado. É brincadeira, filho. Marcelo, a gente abriu o papo com o Rafael com aquilo que faz o link da gente. Onde começa a sua relação com o Vasco da Gama? Juan, antes de responder, quero endossar essa importância do filme ser visto na primeira semana, porque como já trabalhei no audiovisual isso é fundamental mesmo isso define o sucesso ou o caso de um filme né então também é desnecessário pedir pra torcida do flamengo ver um filme sobre o zico né acho que eu acho que ela vai
00:11:05 acho que vocês vão inclusive então um bom momento do filme o filme todo excelente mas talvez um dos ápices seja a amizade dele com o abertinho que Ele sempre falou muito bem, de forma muito bonita do Roberto. E o Roberto quando vivo também fazia isso com ele. Então eu acho que a gente vai se aprofundar nessa coisa. Eu quero me aprofundar muito nessa coisa de como a gente lida com as paixões na rede social hoje em dia, sabe? Em tempos como esse, eu acho que essa relação entre o Zico e o Roberto, ela é um grande exemplo de como a gente pode ser mais decente, mais civilizado nas relações assim então é Zico merece, merece a Ida. Dito isso vou pagar inteiro inclusive. Tem uma camisa emprestada. É, não, agradeço mas não. Você perguntou sobre o que mesmo?
00:12:08 Sobre como começou a sua relação com o Várzea. Ah, é verdade. Puta que pariu. Esquecido, é que eu fiquei com o filme na cabeça. Amigos, assim, é uma relação desde o berço, né? Meus pais eram vascaínos. Então é um destino incontornável, minha irmã também é. Então era impossível não ser vascaíno. Era uma época, nasci nos anos 80. Em 82, vou fazer a Glória Maria, não. Nasci em 82, então era uma era uma época Em que o Vasco tinha uma constância de disputa. Não é o que essa geração vê hoje, infelizmente. Então, os debates no colégio eram sempre equânimes, era sempre numa mesma linha. Então, me tornei vascaíno desde sempre, mas aquela parte da nossa vida, que é o início da adolescência, fim da infância, início da adolescência, em que a gente começa a prestar mais atenção no futebol,
00:13:16 ela, pra mim, foi muito marcada pelo Valdir. Então eu falo muito que eu sou vascaíno por causa dos meus pais, mas por causa do Valdir Bigode também. É um ídolo que eu tenho pessoal, eu acho que idolatria é um conceito muito pessoal, fora esses grandes nomes entre Zico e Roberto. mas depois deles, das unanimidades, idolatria, sempre um conceito muito pessoal. E o Valdir sempre foi um ídolo muito forte na minha vida. Quando eu comecei a me interessar por futebol, o cara fazia gol toda semana. E isso com o Vacho ganhando, sendo bi e tri campeão carioca, como foi de 92 ou 94, por exemplo. E essa época, que coincidiu com a Copa de 94, então foi exatamente aí que eu comecei a me interessar e prestar mais atenção no futebol. E a partir daí o Vasco também envereda
00:14:11 pelo período mais vitorioso da história dele, né, que é a partir de 97 até 2000. Então foi uma adolescência muito... que provocou em mim um enraizamento do que é ser Vasco muito forte. E aí você já tinha uma relação de arquibancada, ou ainda não? Ainda não. A minha primeira vez na arquimancada foi em 89. Foi num Flamengo e Vasco, que meu pai me levou, na estreia do Bebeto, pelo Vasco. Que é engraçado, porque esse jogo foi 2x0 Flamengo. Mas até outro dia, mano, até, sei lá, anos atrás, eu achava que o Vasco tinha ganhado por 2x1, porque o meu pai mentiu pra mim. O que é o certo, né? A gente contou isso aqui no programa do Rafael, que a primeira ida da minha filhada ao Maracanã foi num Flaflú, e é o Flaflú do Creu, né?
00:15:08 Foi 4 a 1, Fluminense. E é um Flaflú, foi um Flaflú marcado, porque assim, acabou a luz no Maracanã, caiu um dilúvio, aí o jogo foi interrompido e tal, só que começou uma festa e a gente tava... Na época não tinha rolado essa reforma atual, né? Então a gente tava no anel inferior. Quando começou a chover, todo mundo entrou. E aí a galera cantando ali embaixo aquele som acústico, uma chuva batendo, uma criança com a cara pintada de vermelho e preto e tal, pra ela foi uma festa absurda. Então ela saiu do estádio com a convicção de que a gente tinha ganhado aquele jogo. Eu acho fantástico. Perfeito. E mas também brinquei, fazer assim, não volta mais. Depois teve que voltar num Flamengo Friburguense pra poder tirar a carta.
00:15:48 Não, tem que testar a positividade da criança. Com certeza. Mas eu acho que é fundamental mentir pra criança
00:15:59 Em determinadas situações E essa é a principal delas A gente tem que mentir pra criança quando... Você está de acordo da criação vascaína recentemente, né? Porque isso... Recentemente... Me perdoe isso aqui, não é um espesiamento Mas o Vasco está fudido há mais de 20 anos Então há 25 anos tem pais Você vê que eu estou com um sorriso que só o desespero dá, né? Perfeito. E o Domec também. Mano, só dei dois goles, ainda não aconteceu. Há 25 anos o Vasco segue a sua desdita e há 25 anos existem pais vascaínos colocando o momento bom da história do Vasco para criar os filhos. Você está de acordo com esse tipo de criação. Isso é fundamental. Não só está de acordo como acha bonito. Eu acho que isso tinha que ser uma política melhor construída e discutida.
00:16:51 Isso tem que acontecer, gente. Porque se não, falando sério, um pouco sério só, as pesquisas de Bop, eu não gosto muito dessas pesquisas de torcida, sabe? Acho que todas elas são em alguma medida enviesadas, assim. Mas dá pra gente tirar uma outra coisa dali, sim. E um dado que me preocupa muito é que na faixa mais jovem, principalmente, essa pesquisa eu já vi tem uns 4 anos, 3, 4 anos Mas entre os adolescentes de 15 a 29 anos, os jovens né, há uma diminuição da torcida do Vasco Então a torcida do Vasco, que é a segunda do estado, que é a quinta maior do país, nessa faixa ela cai muito Que revela... E aí você está falando do futuro, né? Exato Que revela que não tá... que não há uma renovação da torcida, que a torcida não tá indoçando a escolha dos pais, enfim
00:17:54 Isso é preocupante Por isso também que eu acho que a mentira é válida, sabe? A gente precisa... porque se a gente for só contar com o resultado esportivo é assim que grandes instituições tendem a acabar não só no futebol no carnaval também por exemplo é então eu acho que a gente brinca mas eu acho que em alguma medida isso também é importante assim não vai fazer mal para criança né a gente tem que ser sincero com a criança sempre mas em algumas situações não Um dos meus negacionismos assim é... São poucos. É que o Vasco ainda mantém a quinta maior torcida do país. Nas últimas pesquisas vem em sexto, né? Palmeiras passou... Não, Palmeiras era... É Flamengo e Coríntia, palmeiras São Paulo e Vasco. Algumas pesquisas aparecem, o Grêmio, se eu não me engano.
00:18:49 Então o meu negacionismo... Perdão, falei errado. O meu negacionismo é que o Vasco tem a terceira maior torcida. Isso nos anos 90 era. É que tem a margem de erro, né? Mas o Vasco sempre esteve em terceiro, quarto, terceiro, quarto. Isso, exatamente. Aí também a gente... Terceiro é o São Paulo, no caso. Exato. Que também naquela época começava a ter um grande sucesso da história, né? Esses processos de torcida... Desculpa, desculpa, pera aí. Processos de torcida a gente estava recentemente, acho que até com o Abraão falando sobre isso, porque lá atrás, na década de 70, por aí, o que se dizia era de que a torcer do Fluminense era a segunda maior do estado. No momento, né, muito também, né, pela política institucional, né, de muito passando por Eurico Miranda.
00:19:38 O rubro negro, Eurico Miranda? Eurico Angel, o doutor, saudoso doutor Eurico Angel. E... Bem é mérito o rubro negro. Perfeito. Porque votava no Flamengo mesmo. Claro que votava, pô. E ele calçado. E mais coisas também que eles faziam no Flamengo.
00:19:53 E nesse contexto a gente estava falando porque você pega... É que a gente quando fala, né, de isso, de pesquisa, de torcida, a gente está falando de um retrato. Qualquer pesquisa é um retrato só. E a gente acompanhando o filme, você vai vendo um Fluminense que vai se enfraquecendo, especialmente na década de 90, que enfraquece... Meados da década de 80 já para frente é um momento de queda do Fluminense que coincide com o momento de ascensão do Vasco, esportivo. E aí começa a acarretar isso. A torcida começa a não se renovar e a cada momento a torcida do Vasco fica mais... Tanto é que a torcida do Vasco é muito grande nessa geração, né? De décadas de 80, de 90, muito grande. Então, é porque no Rio de Janeiro você é muito sensível, né?
00:20:45 Porque o Vasco é a segunda maior torcida. É fato. Você consegue lidar com isso normalmente. Inclusive, eu cresço cercado de vascaína na escola. É muito comum. Muitos amigos da minha adolescência, inclusive, fizeram parte da... É raro a gente estar em espaços em que a maioria é vascaína. Não é raro, definitivamente. Todo mundo só tem um flamenguista, só tem dois. Isso não é incomum. Aliás, aproveitando essa pauta, era uma coisa que estava no meu peito há três anos atrás. eu dissertei sobre encostei na pauta e eu não falei não aprofundei a a grande graça para pelo menos para mim eu acredito que seja para tudo rubro negro também a grande graça do flamengo e vasco é que o vascaíno num primeiro momento sempre apareceu sempre esteve do outro lado e
00:21:39 diferentemente da relação que a gente tem com tricolor bota foguense que olha a gente de baixo para cima? Vocês nunca olharam a gente de baixo para cima? O Vascaínu sempre olhou a gente tete a tete, como muito bem falei agora. Aparecia, dividia o estádio, ficava aquele clima maneiro. Quando vocês atacavam, tinha o grito do Vasco, a gente respondia, tinha o grito do Domingo. Hoje as novas gerações de Vascaínus tratam a gente como se fossem tricológeos, como se fossem botafoguenses. Você sente isso, que Para além da torcida do Vasco, está caindo em números, decrescendo, as novas gerações não têm nenhum clube um tamanho menor do que o Vasco realmente tem. Tem um exemplo que eu acho que eu odeio há três anos aqui.
00:22:30 Não me lembro, mas eu sempre falo dele assim, porque eu acho que ele é revelador. O Tien Hiei Henry deu uma entrevista anos atrás em que o Lid era que ele ouviu o hino do Vasco no vestiário antes do jogo. Um brasileiro que jogava com ele no Arsenal deu essa planta para um jornalista, ele foi lá e fez uma matéria sobre isso e aí ele falou, ah eu gosto do hino, eu gostei do Vasco, eu acompanhei o Vasco no Mundial, em 2000, não sei o que, eu gosto do hino e tal, é isso. E aí eu lembro que na rede social os vascaínos mais jovens ficaram atarantados, assim, meu Deus O céu, o Henrique, olha do Vasco. É conhecido, Vasco é conhecido, é da Europa. Gente, vai se foder, sabe? Que sorte do Henrique conhecer o Vasco, né?
00:23:21 É... Então eu acho que isso é muito dessa... dessa molecada, assim. Acho que isso é muito da geração... Geração que idolata Bernardo. Que idolata... o pai de todos, né? Da Salsimerang. É... Um grande ser humano. Bernardo e tem mais um que é sempre... Tá vivo, né? A vida tem mistérios, né? Meia hora estava assim, agora a gente tem que... Um desses mistérios é estar vivo até o dia. Então, ele é impressionante, assim, impressionante. Pediram ele, do outro dia, ele fez dois gols na Varsia. Aquele recorte do gol em cima do Fluminense é de 2011. 2011. Ou 2011. 2011, é. Naquele momento ali, ele chegou perto da Lua Branca. Chegou. Como diria a Cazuza, viu a cara da morte e ela estava viva. Salvo pelo Wellington, jogou no Flamengo, né? O lateral.
00:24:12 O Wellington, o Silva. Foi. Ele viu, ele viu. Ele viu. Mas enfim, a rua, né? Como eles diziam. A rua tem seus códigos, pô. Perfeito. E ele não quis, não quis. Ele conheceu isso da melhor forma. Ele conheceu, conheceu, exato. A Petá Gojê tem várias vias também. 22 anos, 5 filhos, imagina. 300 por hora. disse o Juan no último episódio, a pedagogia do apavor de vez em quando ela funciona. Ela funciona. A diplomacia também ela tem os seus limites. Isso também, isso é freiriano né? Perfeito. A gente precisa entender que o apavor é freiriano. É isso. Mas eu acho que, mas eu acho isso assim, é uma molecada que idolatra ídolos de barro, idolatra com todo o respeito do mundo, não queria falar de nomes assim, mas... Tem que falar de nomes.
00:25:07 Do latranene, do latra Martin Silva, que são importantíssimos pra história do Vasco, principalmente pra uma história de vacas magras, né, de situações de série B. Então, a gente costuma abraçar jogadores que embarcam num projeto que nem sempre é um projeto que dá mais visibilidade pra ele. Mas a gente precisa colocar tudo tudo em perspectiva, em uma perspectiva mais ampla e uma perspectiva geral da coisa toda. Sabe, Martin Silva não é um ídolo do Vaz comparável a Barbosa, a Carlos Germano, isso não existe. Nenê não é comparável a... e de mundo, pessoalmente não é meu ídolo, mas não dá para comparar, assim, são graus de comparação e de entrega em campo e de vivência com a torcida que são graus Mas um jogador, o Redmundo, que você pontuou, não sei se é o ídolo pessoal,
00:26:04 isso é natural também, né? Em clubes você vai ter vários jogadores que são muito grandes, historicamente falando, e que você não cria, não desenvolve uma grande relação. Mas é um jogador histórico do clube. Fundamental, exato. Foi o melhor do mundo em 97, ponto. Sim, foi melhor. Ah, Marcelo, que loucura. Foi melhor que o Ronaldo? Foi. Foi melhor que o Ronaldo. Naqueles seis meses. Entre julho e dezembro de 97 ninguém jogou mais bola que o de Mundo não, mas ele também só jogou ali. Cara, essa é uma história contada muitas vezes. Eu era muito novo, né? Eu comecei a acompanhar, eu sou de 91, comecei a acompanhar a Flamengo do 98. Então assim, acompanhar assim, de ter ideia, ter noção, né? Então assim, eu vivi esse período ao horrodo Vasco, mas não tanto assim, né?
00:26:56 Já lembro mais assim do tricampamento do Flamengo 99 para frente, aí resvala em 2000, a Mercosul 2000 e a João Avellano. Que é um corte dietário mesmo assim. Sim, sim. Mas por exemplo, o recorte do Edmundo, eu lembro que na minha cabeça de criança o Edmundo sai e ele volta. E eu lembro que ele volta, a reestreia dele é num Flamengo Várzea. Sim. Eu não sei se era uma... se a reestreia num jogo normal ou se é uma final de Tassari, ou uma porra assim. Eu sei que o Vasco ganha, que é... Acredito que seja 99. Ele sai em 97, final de 97, joga 98, volta em 99. 99, 99. Eu acho que é um 2 a 0 Vasco, uma porra assim. Eu tenho isso na memória, assim, a volta dele, com essa camisa, inclusive. Isso, é. E então, a minha visão do Edmundo no Vasco já é essa.
00:27:54 É desse recorte, tipo ele voltando aí e daí em diante. Mas na João Velanjo ele já não tá, né? Não. É o lance do Cruzeiro, né? Que ele briga com o rubro negro e o Eurico. E o Vasco aí no Romário. Por conta da tal braçadeira de capitão. Na dividida Edmundo e Romário, você é o Romário? Eu sou o Romário. Fez mais pelo Vasco? Com certeza. Absoluta. Absoluta. Caralho, questão... O Vasco é conhecido no mundo inteiro por causa do Romário. Mas tu diz pelo... Já nessa volta. Não lá de trás. Não, já nessa volta. É que assim... Por esse recorte aí, tipo Mundial de Clube, Mercosul, coisa assim. Principalmente. Eu acho que as pessoas elas... conhecem o Vasco por causa do Romário, porque o Vasco é o clube formador dele. Então, formado no Vasco, tem isso. E também tem o que ele fez na volta dele
00:28:53 depois do caso de Caxias do Sul com a rainha da uva. Incrível, incrível. Isso aí é o futebol, né? Isso é o futebol vivido. Você pensar que um dirigente, né? O Romário fez uma cagada transcendental, sim. saiu depois do Flamengo tomar um pau com prego da juventude em Caxéia do Sul e foi pra festa da uva? Sim. Com a rainha. Porém, porra, você pensa se um dirigente falar, tenho que dar uma resposta para o meu torcedor. Vou demitir ele. E foi exatamente nessa que o Flamengo ficou 20 anos pagando ele. Não, perfeito. Para além dele ser o craque do time, o Flamengo ficou 20 anos pagando essa decisão de merda que o dirigente tomou. O grande dirigente, o grande presidente histórico que é de mundo santo-sino sabe se ela como não foi preso é que o filho eu vou cara
00:29:45 acredita que teve eu tive um recorte há poucos anos eu acho que eu não aguentei essa porra podcast né fazer por você só que estava numa de uma de uma situação uma uma um evento num shopping tal uma festa de criança e aí a gente estava aguardando era no fechou mal Aí parados, sentados assim do nada, pô, passa um senhor, né? Aí sabe quando dá aquele estalo de você, pô, já te vi em algum lugar? E essa parada pra mim, mano, é muito forte, assim, porque cara, gravar fisionomia, eu sou muito bom, mas às vezes o nome me falta. E ele assim, e ele de fato envelheceu bastante. Então eu olhei e falei, cara, mas eu fiquei, só que eu fiquei agoniado, porque eu falei assim, não, eu conheço, conheço mesmo. Aí levantei, tipo assim, vou dar um migué, eu vou olhar com mais atenção de outra posição.
00:30:36 Então, porra, quando eu me liguei que era, eu entrei em trânsito, eu falei o que ele está fazendo aqui pelo amor. Aí acho que era a neta estava no mundo dos encarnados. Perfeitamente. Não era sob choc. Mas é a vida com os designas de Deus. É o que acontece. Exato. Mas, cara, e nesse recorte do final da década de 90, início dos anos 2000, que, por exemplo, como eu falei, é o momento em que nasce, se desenvolve, vamos dizer assim, a minha paixão pelo Flamengo. E é curioso, falamos isso aqui no programa quando gravamos, já falamos várias vezes, que a minha rivalidade com o Vasco foi menor porque nesse período a gente ganhou. Então mesmo quando... criança e tal, com o Vasco ganhando os títulos principais,
00:31:27 o fato de eu ganhar os jogos, os nossos campeonatos ali, né, regionais, essa rivalidade eu nunca desenvolvi muito, mas sempre vi como o clássico, mas, assim, especialmente de arquibancada, de fato, a gente sempre falou sobre isso. Foi a única vez que eu estive no Maracanã num clássico meio a meio, meio a meio de fato, que foi Flamengo e Vasco, 2010, que o Vasco estreou, era Felipe, Carlos Alberto não, não Carlos Alberto não. Carlos Alberto já estava. Felipe, caralho, eram quatro. Ed e Luiz, talvez? Eles chegaram, é, isso, eles chegaram juntos. Fílipe, Ed e... Eram quatro jogadores de frente. Que era a base do time que ganha a Copa do Brasil no ano seguinte. Isso, perfeitamente. E que é o jogo que o Praz, no final do jogo, que é o jogo da caneta do Felipe no...
00:32:23 No Borja. No Borja. E no final o Praes fazendo 300 mil defesas com o Juan, com o Juan lateral. Foi a única vez que eu fui ao Maracanã e eu vi o Flamengo não estar na maioria clara, absoluta no estádio. Então assim, isso nunca chegou perto de acontecer em nenhum outro clássico, nenhum outro clássico. Então assim, acho que de arquibancada no Rio de Janeiro isso não se perdeu. Apesar dos pesares de uma diferença técnica nos últimos últimos décadas, vamos dizer assim, mas na hora do confronto, normalmente é um contexto mais parelho. Agora vocês estejam ameaçando não aparecer no meu. Não, tem isso. Vou chegar lá. Mas eu acho que tudo isso, ele tudo isso é uma é uma é um reflexo da trocação que havia nos anos 90 2000.
00:33:15 Sim. Isso que você falou de quando você começou a acompanhar o Flamengo ganhava os campeonatos regionais em cima do Vasco, foi tricampeão carioca no tal do Trivici. Mas o Vasco ganhava e tem vitórias históricas nesse período também, 4 a 1, 5 a 1. Final de Taça Guanabara. Exatamente. Então eu acho que isso vai criando na gente uma memória de trocação mesmo. Assim, mano, a gente perdeu o campeonato carioca, mas a gente foi campeão brasileiro, na semifinal a gente eliminou botando 4 a 1 os caras. 3 dois de mundo. Aí no ano seguinte, aí teve o chocolate de 2000. Foi. Aí teve mais um 4 a 1 em 99. Foi um período em que havia uma trocação franca e que isso cria no torcedor essa lógica de, pô mano, estamos aqui na mesma posição, que se foda.
00:34:07 Tem um jogo que eu acho, eu não sei se é a estreia do... Rei estreia, no caso, entre muitas passagens, do Zagallo, que o Flamengo ganha de 4 a 0. Eu acho que é na João Avelante, inclusive, que o Vasco... Que eu é campeão. Com Adriano, novinho, com o Pety, fazendo gols e tal, que é um jogo que rola meio que uma briga, uma confusão no próprio Flamengo. O Flamengo estava na merda total, aí golei o Vasco. E o Vasco é um timaço do cara. Sim, timaço. Tanto é que termina campeão, né? Sim. Então era muito comum, de fato, né? E aí tem um recorte temporal ali 2001, né? Que João Velano dormiu, né? É que termina no início de janeiro de 2001. De 18 de janeiro. E aí 2002 já começa ali uma uma queda, né? Porque 2001 o Flamengo é campeão estadual, né? É o Tri.
00:34:55 Mas o Flamengo já faz uma campanha no Brasil, na sequência de campanha merda no combate brasileiro. 2002 já começa uma queda dos dois, né? De fato, técnica, né? que é um período ali bem complicado, 2003 é o de letra do... 2003 é o de letra do Leo Lima. 2002 é quando o Eurico... 2001 é o Vásco desmontou o Timasso, que tinha. Sobram alguns nomes só.
00:35:25 É numa décima que o Juninho vai para o Flamengo, né? É, exatamente. 2002 eu acho. aí o Vasco sobe vários atletas da base, Leo Lima, Sousa Caveirão, o Rubro Negro Rubro Negro, Sousa Caveirão, que fez o... Chovem Fá, Chovem Fá Exatamente Estourou o portão lá em Mênoa É uma amação A assistência do gol do título em 2003, do gol do Leo Lima dá de letra, o Sousa dá assistência e o Cadu faz o gol do título Bangoense e dizem as mais lingas rubro negro também. Ou seja, um gol Flamengo. Exato, perfeito. O canto do sigo do Vasco é 2003, foi quando ele conquista o título, é quando ele conquista o carioca em cima do Fluminense. Tem Marcelinho, né? Beto, né? Pet também. É verdade, verdade. Beto Cachaça. Eu não lembro se é nesse time ou se é depois.
00:36:20 ou é... também não lembro mas Marcelinho era? o meio era Marcelinho e Pat é, é, a vez e o Marcelinho jogou bola, tá? jogou jogou bola no Vasco Pat também é... mas o Vasco começa o canto do cisno Vasco é aí e aí o Vasco começa a embicar pra baixo de um jeito que... tá que pariu o Eurico também nessa época ele além de desmontar o time, ele desmonta o material esportivo o Vasco passa a vestir a marca VG que é uma marca feita pelo tem tudo para dar certo tem tudo para dar certo né é o aí eu chamo o Iurico de rubro negro as pessoas ficam putas comigo
00:37:06 isso foi o grande problema do Vasco as pessoas... Mas você ainda tem a final da Copa do Brasil né? Tem a final da... tem o Flamengo e Vasco na Copa do Brasil que foi foda foi gol de Edilson na semifinal 20 anos depois é o mesmo técnico que incrível pra você ver como a gente corre atrás do próprio rabo né a grande cena de Valdir Papel incrível tu ficou puto porque o Renato não deu num porradão? foi só um empurrão? eu fiquei incrédulo porque assim o Vasco se classifica tem a semifinal e ai para pra Copa vocês lembram? é e ai muda de técnico. Mas as... Sim, e o Vasco estava melhor. Sim. A venda dos ingressos dia de volta são antes da copa, ela acontece antes da copa, os dois ingressos. Então a gente compra os dois jogos e começa a Copa do Mundo. E aí
00:37:58 você fica naquela tortura inominável de ver os dois ingressos ali na porra da gaveta, pensando ter uma final de Copa do Brasil para depois da Copa do Mundo e é só contra o Flamengo, pô. É... E aí depois acontece tudo que acontece, né? Maracanã em obra, né? Eu não lembro o que aconteceu, você pode descrever pra gente. Você tem Google, você tem celular, você tem Google, você é uma pessoa informada. Nós compramos, compramos... Tem uns amigos no chat... Cedemos pizza, está chegando hambúrguer, você não vai tratar as pessoas com essa deselegância. Manda procurar no Google. Eu fui nos dois jogos e eu lembro que o segundo jogo muita gente desistiu. É... Ainda não é... Ou nunca vou te abandonar é um mote de 2008. Então acho que é você não sabe.
00:38:46 Na época ainda estava abandonando. É. Aí muita gente desistiu, enfim. Tem muito oba-oba em final, né? Muita gente que nunca vai vai, enfim. Mas aí eu fui. Aí eu entrei no estádio, tava com meu sogro da época. Que era o Vasco Ayrino Pacaceta. E a gente tava lá, vendo o jogo. E aí o Valdir Papel faz o que faz. né? E eu vejo, eu fico incrédulo assim, o Maracanã antigo era, a gente ficava muito longe do campo né? Sim. Lembra que a gente ficava lá na arquimancada lá em Simão? A gente ficava longe pra cacete, era muito longe, parecia outro mundo. Tu viu o jogo na Força? Eu via, é, eu via perto da Força na época. E aí eu vejo, eu fico assim, incrédulo, porque até então mano, como a gente tem na memória essa coisa de, naquela final o Flamengo naquele momento era melhor.
00:39:33 O primeiro jogo foi um a zero, né? Dois a zero. Foi dois a zero. O segundo que é um a zero, que é o pôr do Juan. Ah, é o Bina e o Luizão, né? O Bina e o Luizão é o primeiro a zero. Perfeito. Mas a gente ainda tinha na memória essa coisa de trocação. Então... E aí veja, antes da Copa o Vázquez era melhor. Depois da Copa o Flamengo... Durante a Copa o Flamengo se recupera e chega a decisão melhor, tanto que domina o primeiro jogo. Se foi dois a zero poderia ter sido mais. Cara, a gente estava tão na merda que a gente quase é eliminado pelo Patinho e traz o técnico do Patinho. O Patinho, foi jogar futebol. Traz um técnico, traz o pacote. O Camisa 10, Walter Minhoca. Walter Minhoca, ele é o medeiro. Diego Silva, tinha um cabeça de ar.
00:40:14 É porque eu não lembro se o Paulinho veio... O Paulinho era o cabeça de ar, um baixinho que o short ficava gigantesco. Pô, Paulinho Pretinho? É. Mas eu não lembro se o Paulinho chega no... Chega no... Corria pra caralho, bô. Nesse pacote, eu chego depois. Corria bem. É foda. Cara, o Paulinho... O primeiro título nacional do grande dirigente Marcos Braz. Puta que pariu. Mais essa no ar do Vasco. Pra você ver que toda a bênção tem a sua desgraça por trás. É foda. Como oral que o cara dorme. Toda a bênção tem a sua desgraça por trás. E a gente falou o Copa do Brasil 2006, são muitas vitórias acima do Vasco. É importante lembrar. 2004 tem o título estadual. Tem. O recorte que as capas do Globo viam assim. Felipe é o novo Garrincha.
00:40:56 O futebol Felipe destruiu o... Qual era o nome dele? O Coutinho. Não era o Coutinho, não era o Volante. O Volante era. Cara, era um negócio maluco. Ele tinha uma magia aqui. E o time do Flamengo era uma merda. O Flamengo é campeão com três gols de Giã, né? Incrível, cara. O Giã, tu é doido? O Giã, tu é doido. Incrível. Meu pai, ele lidou de Giã um pé, né, Abba? Que é a... Que depois foi pro Vasco, né? Foi pro Vasco. Jogou bem. Jogou bem no Vasco, inclusive. Esse time aí, o Bom de Bola, 2004, 2004, o Júlio Céu já tinha saído, eu acho, né? Já. Era Diego Bracé. Saiu esse ano, Júlio Céu. Júlio Céu saiu, acho que é 2003, 2004. 2004 aí, a Tiso não tava. Tiso foi um pouquinho antes o canto do cisne dele, eu acho que em 2004... Não, 2004 ele tava no elenco.
00:41:43 Que o último jogo foi o Flamengo Cruzeiro. Mas ele não era titular. Não era titular. Fabiano Eler. Porra, tinha um cara nesse time que eu era apaixonado, que era o lateral de direita, Rafael. Subestimadíssimo. Metia muito L, metia... Ele pede nada e se pica. Cara, esse time era muito ruim. Muito ruim. O Felipe... É mais romântico, né? Tempo mais romântico. Morro de saudade desse tempo. E o Felipe, ele... Eu lembro que o debate na época era de, meu Deus, o Felipe jogou fora de posição a vida toda. Sendo que o Felipe jogava pra caralho já, mano. Na lateral. Bom, o Felipe entortou... No mundial. É o melhor jogador no Váscoa e Real Madrid, né? O Felipe foi o melhor em campo. Foi melhor em campo. Foi melhor em campo. Ele ametece aquele golaço que ele aposentou o Panucci, né?
00:42:28 Sim. Ele ametece um golaço absurdo. Cara, e é um recorte... Eu sonho com essa bola. Eu lembro desse recorte muito foda, porque na cabeça das pessoas... Cabeça das pessoas, porra. Tinha toda a razão, todo o fundamento de ser. A identificação do Felipe com o Vasco era um bagulho absurdo. Sim. Então assim, cara, e não é que ele foi para o Flamengo, ele foi para o Flamengo, que saiu o camisa 10 e ele de fato foi emblemático. Sim. Ele só não teve um destaque maior dali em diante.
00:42:57 Se eu não tiver absurdamente enganado, o Felipe chega a jogar um finalzinho de 2003. Ele não joga só um ano. Ele já tinha chegado no finalzinho e depois ele vai para a seleção. Ele vai em litígio para o Atlético. Não tem uma parada dessa que ele fica seis meses sem jogar, porque ele briga com o Iorico. Ele briga em algum lugar e ele vai para o Atlético. Acho que do Flamengo ele vende um clube árabe, que ele ficava assim... Na época que o clube árabe não pagava salário. Hoje, cara, eles pagam... Os deles pagam valendo o poder. Porque a Petróleo é coisa nova. Mas eles são malandros. Eles têm dinheiro e às vezes eles não pagam mesmo assim. Sacanagem, perfeito. Tocou russo, Canárias. Que isso, cara? Mas... Cara, e é um momento muito emblemático.
00:43:40 Porque é isso, né? Nessa vivência de... A gente estava falando no papo com o rival do Rafael, A gente bateu muito nessa tecla da importância dos estaduais, que hoje, para as gerações mais novas, é algo subestimado, mas que fortalecia muito. Muita coisa. Porque era uma época em que o estadual, por exemplo, era disputado, Taça Guanabara e Taça Rio, fase de grupo, semifinal final. Então, para além da semifinal, para além da final do campeonato, que era o campeão da Taça Guanabara contra a Taça Rio, você já ia pegar duas semifinais ao longo da trajetória e duas finais. É o regulamento mais fácil e mais atrativo da história. E era assim, cara, e nisso daí, vários jogos muito marcantes aconteceram. Sim. E, tanto é que você vai ver as imagens, o Maracanã entupido de gente e tal, a importância que o jogo tinha.
00:44:35 Tu tinha uma semifinal, uma final de Taça Guanabara num sábado de carnaval, bicho. Era muito comum. Isso era comum todo ano que acontecia. Aí era um jogo na... Era uma Taça Guanabara no sábado de carnaval e o jogo de volta ao A Taça Rio na quarta-feira de cinzes. Eu lembro disso muito forte na minha memória, porque o jogo era quarta-noite. Tinha apuração e tinha o jogo. Então assim, aí você mobilizava a cidade. Os turistas que estavam aqui já iam pro estádio. Hoje em dia é muito difícil um turista ir pro estádio. é primeiro porque não há o atrativo né a gente não tem mais isso segundo porque a cidade de fato ela acho que ela se remodelou para ela atrair essas pessoas para outros lugares para outros espaços
00:45:21 terceiro porque o sócio torcedor come a maior parte dos tickets né dos ingressos cara São jornauário deve ser diferente mas no maracanã tá dando gringo pra caceta é é um estágio pra isso também parece que eles estão se reproduzindo eles vão todos iguais a maioria do Brasil. Vocês também são contra a quantidade de turista que chegou e permaneceu no Rio? Você já é um xenófono? Eu estou fazendo uma pergunta. Cara, eu acho que em algum momento nós vamos ter um contato com o alastrado, esse sentimento um pouco ruim em relação aos nossos forasteiros. É. Que já não é mais turista, eles são forasteiros. Sim, exato. E vão permanecer aqui. É não, vira e mexe a gente tem, né? Acompanha algum caso de ver um turista ficar preso 30 dias porque cometeu alguma...
00:46:16 né? Desinteligência. Não, mas esse aí, aliás, estamos tratando com muita candura. Entendi. Tá faltando um pouco de grosseria. Eu acho também. Um pouco de desinteligência. Tá um pouco foda realmente. Porra, aliás, falando falar sobre isso, nossa querida gaviões da FEL tratou com muito respeito e carinho que ainda tem que ser tratado com o mínimo de elegância, né? Botou os cara do Penharol, nego no grupo, os corintianos do nosso grupo de amigos estavam falando assim estão dando um comidinha para mais tarde chamar todo mundo de macaco de barriguinha cheia. É isso? É isso mesmo. Pior que isso. Põe Uruguai e pica, irmão. Uruguai não tem essa porra não, filho. Nossa, e se tiver que cagar na mão e passar na cara de todo mundo ali, a gente vai fazer.
00:46:59 E, irmão, o que a torcida do Penharol, especificamente, né, fez no pré-confronto com o Flamengo em 2000 e... 24. Foi? Não, foi... na verdade... 24 é Botafogo. É, 24. É isso, não foi o confronto com o Flamengo. Que teve aquele rebuceteu aqui na barra no recreio. Porra, sabe que eu fico... Na verdade, o Penharol tira o Flamengo e os Libertadores, elimina. É verdade. O Flamengo perde no Maracanã e empata lá. Foi. E aí vem a semifinal, é Botafogo-Penharol. E aí, quando eles vêm pro Rio, eles simplesmente devastaram a Orla. Sim. Saquearam a Orla. Queimaram o moto, porra. Queimaram o motor. Moto de trabalho, trailer de comida. Só que aí os caras decidiram que iam matar ele. Os caras conseguiram reunir os trogloditas de três organizar.
00:47:51 Foi assim, porra, o jogo é com os caras. Sim, mas você não vai fazer essa porra na minha cidade não. Cara, e isso foi um pouco bonito. O bagulho que mais me dá ódio nessa relação toda, essa história toda, é entrar no Twitter e ver o Uruguai e o argentino falando assim, porra, a gente tem que entender que o Brasil é muito hostil. Falei, caralho, você vem para cá, chama a gente de macaco, rouba as paradas e você não quer nem ser prego. Tu não quer entrar na porrada, tu não quer ser xingado e não quer ser preso. Tu tá de sacanagem. Eles claramente não alcançam o tamanho do problema. Queria entender, assim, o projeto... Não vamos entrar nessa, não, porque senão a gente vai pela casa do caralho também. Mas o projeto de enbranquecimento da população argentina é um projeto bem sucedido pra cacete, mano.
00:48:36 Sabe? Porque apagaram não só as pessoas negras indígenas do território, mas a história também. Não se discurso. Os caras que... O fenótipo é de indígena. O cara trata a gente como se nada. Como se nada. Na Argentina os indígenas são chamados de Tino, né? Eles chamam de Tino. É. Como se fosse a orientação dos tineis. Exatamente. Exatamente. Cara, mas assim, essa relação de... aí pegando esse gancho, eu ia caminhar num lugar, mas agora... Qual é essa pauta que você vai falar aí? Porque tem uma guardada no meu coração aqui, já vai bater 50 minutos de programa. Você acredita que nós já estamos a 50 minutos falando? 50? que já tá no emblemático, só que agora a gente entrou numa pauta aqui bancada. É pra eu beber. O quê?
00:49:21 É pra eu beber. Não, você diz que você vai, porque você não sabe. Não, é um problema. Perfeitamente. Não, eu tenho certeza. É o dia do trabalhador. É verdade. Com pronunciamento, presidente Luiz Inácio. Que eu não vi, quero ver. É amanhã ou foi hoje ou é amanhã? É amanhã. É amanhã. Eu tenho uma grande questão no fundo do meu coração. Cara, antes de fazer a pergunta pra você. a Mariana Vascaína e torcedora do Porto botou aqui Leno, você vai fazer uma live na quarta que vem da briga da Jojo Todim no Largo de Bangu Ela falou comigo Cara, que porra você tá falando? Que que é isso, cara? É o embate entre Malévola e Jojo Todim, não tá sabendo Ah, gente, é sério? É sério, pô Elas estão combinando as claras via Instagram É uma briga, aí a...
00:50:11 Pera na frente do chá farisez, jovem bem. A malévola... A última que eu tive foi que a malévola chamou a Jujô pra porrada. Aí a Jujô, pô, beleza. É, sexta-feira, três da tarde, no Largo de Bangu. Você vem... Só que a malévola, eu acho que ela tá em São Paulo. Ela falou, passagem a gente compra. E tá vindo, pô. E pronto, acabou. É porrada minha, é porrada franca. Porrada maneira, é, exatamente. É porrada de rua, não tem ingresso. Não, não. É Largo de Bangu. É aqui no Largo de Bangu, família. Sem garrafa, sem nada. Mão. É mão, é mão. Eu espero que seja. Eu acho mais bonito. Como nos velhos tempos... Como nos velhos tempos... Só os dois, só os dois. Não se mexe não. E se alguém amassar muito o outro, aí tu intervém.
00:50:51 Isso. Parou, parou, beleza. Se alguém juntar, é isso. Se alguém sacar alguma coisa. Aí não, aí não. Aí se mexe. Perfeito. Exato. Igual o caso lá do casal de chineses que foi... Que cometeu racismo com o cara lá em São Paulo. Vocês viram isso? Não. Aí o cara foi pra dentro do chinês. Perfeito. E embrulhou ele de porrada enquanto destruía ao mesmo tempo o box dele. Ah, eu vi isso. E aí o chinês em determinado momento sacou um facão, tirou um facão do Lu. A Pelô perdeu. E aí o que aconteceu? Todo mundo juntou, que é o certo. Correto. Não, a Pelô perdeu. Que relato bonito, mano. Lindo, né? Quando a rua acontece, eu acho que a gente precisa... Não. ...trazer. Perfeito. E o chinês jamais puxará o facão novamente. Porque a pedagogia dá pavoro.
00:51:41 Foi suficiente. Excelente. Mas, vale a pergunta, finalmente. E é uma pergunta que me dói porque... tenho ciúmes. Toda vez que vocês demonstram sentimentos as claras assim, eu fico, não, gente, não. E eu, que sou o malvado? E eu, que sou a semente de todo o mal do universo? Mas nos últimos anos, a gente viu... É... Não vou falar o alvorecer, porque já tinha essa rivalidade entre vocês. Só que agora, talvez... Dudu, Dudu Cássia ficou puto. Que a Rafael chegou aqui e falou assim, eu odeio Vasco. É... Dudu mandou mensagem, falou, que eles não param de falar do Vasco? Cara, talvez o maior ódio da torcida do Vasco hoje seja em relação aos tricolores. Eu acho que é o contrário.
00:52:31 Você me cortou e eu gostei do seu sentimento na voz. Eu acho que é o contrário. Pode falar. Eu acho que é o contrário, mano. Desculpa te cortar, inclusive. Você quer completar a pergunta? Não, o espaço é seu. Se você puder interromper ele, todo o momento, agradeço. Dei evitar que ele fale. Eu queria saber do seu sentimento, em primeiro momento, e saber quando começou este ódio explícito assim. Foi, eu acho que, vendo de fora, eu acho que o ponto de partida foi a questão do Maracanã, né? Do lado do Maracanã. Eu acho que, eu não sei se o ponto de partida, mas foi um elemento que reforçou muito, aprofundou muito esse porradeiro. Cara, assim, eu lembro que o Flá-Ful era o grande clássico do futebol carioca e eu acho que o brasileiro também, né?
00:53:24 E o rubro negro-oríaco, ele é o principal responsável por essa ressignificação, trazendo o Vasco como grande rival do Flamengo. É uma construção do oríaco. É um relógio parado que, como todo relógio parado, costuma funcionar duas vezes por dia. Eu acho que nesse caso também tem uma tentativa tricolor de se colocar como um rival, o Vasco como um novo rival dele. Porque eu não me lembro do Vasco ser um rival tão fratricida. Essa rivalidade não era violenta. rivalidade é violenta nos últimos anos. Eu acho que é um movimento para colocar um novo rival em evidência. E você diz do caso do Fluminense. Do Fluminense, eu acho. Eu acho. Eu nunca me detive muito nessa discussão, principalmente nessa lógica de quando começou.
00:54:40 Eu só me assusto, virou até piada que em semana de Vasco Fluminense o Trump teria vergonha das coisas que são ditas no Twitter. Como é que é o nome daquela... é Trivela ou não? É Peligia, clássico Peligia, né? Quando vai Vasco Fluminense o cara começa, po, não sei quem inventou o negro, não assista caralho. Mano, é absurdo, assim, é o gabarito do código penal de cima a baixo, de baixo pra cima também. E aí entra muito também no que eu costumo dizer de do terreno da rede social ter virado algo insuportável. Você não consegue mais tratar um jogo de futebol como o que ele é de fato, sabe? Você pode passar da conta, o futebol também traz isso, né? O futebol ensina tanta coisa pra gente que ele também ensina como a gente precisa lidar quando a gente extrapola, exagera, passa da conta.
00:55:36 Eu não defendo o futebol acéptico, limpinho, não sabe? Eu acho que o futebol é onde a gente se suja mesmo. Mas eu acho que tá demais, mano. Eu acho que tá demais, assim. Eu acho que essa rivalidade entre Vasco e Fluminense virou num ponto, num jeito que já deu, assim. E eu acho que a tendência das coisas entrarem para um lugar que elas não deveriam ter ido é principalmente quando a gente traz outros elementos que não são esportivos pro debate. Por exemplo, quando você começa a discutir racismo, algo sério, ou qualquer outro assunto igualmente sério, a partir de uma lógica esportiva de três pontos, ou de valentácia, foda-se. A invenção do negro é uma piada, mas quando alguns tricolores fazem essa piada, é sempre
00:56:30 com um grau de virulência muito pesada. Às vezes o Flamenguista também, o botafoguense também. Quando alguém aponta os casos de racismo que aconteceram no Nilton Santos pela torcida do Botafogo, que foi mais de um, é sempre com um grau de violência, sempre com um grau de virulência que a torcida do Botafogo também responde. Então assim, eu acho que... É o ciclo, né? É, então a gente é ao ciclo. O problema do ciclo é que muitas vezes ele gira tanto que a gente deixa de perceber quando ele começa. Que aí ele já deu tanto giro, ele já vem de tão longe e já aconteceu tanta coisa, e tanta gente já se fudeu nessa. Que a gente já não consegue mais entender quando começou. Eu acho assim, eu lembro quando o Rafael
00:57:14 tava aqui e ele disse que que ele odeia o Vasco e falou do da resposta histórica, que o Vasco não abordava esse assunto até outro dia. Eu tava em casa e eu falei Cana**! Eu pensei, po**, que... Mano, que bom, né? Que bom que... Que... Que aborda. Que bom que em algum momento isso aconteceu, né? Que bom que o Fluminense também fez um resgate de seus ídolos negros. Da torcida ou não, né? Chico Guanabara. Grande Otelo. Cartola. Jorge Lafon. Cartola. Lafon era tricolor? E... Nilopolitano, tá? É mesmo. Nascido em Nilópolis. E beija-flor de Nilópolis. E beija-flor... Nilopolitano... Primeiro beija-flor, depois tricolor. Por favor, né? Vamos lá. Então eu acho um movimento bonito, cara. Eu acho que, mano, assim... Eu sou preto, mano. Eu acho que é muito foda quando um clube torna o seu espaço mais agradável,
00:58:13 mais confortável pra uma pessoa negra. Independentemente de ser o meu, não. Agora, quando é o meu, me acho de orgulho, pô. É óbvio. Óbvio, claro. Então assim, que os anos 10, 20, 30 eram racistas, pô mano, beleza, água molha também, né? Pelo amor de Deus, assim, a gente vivia numa sociedade de 40 anos. A escravidão negra tinha sido abolida 40 anos antes, assim, é óbvio. Se os Ecos sobrevivem até hoje, eles são muito barulhentos, imagina o que era naquela época, né? O futebol era um esporte elitista, era um esporte que praticava violências contra pessoas mais pobres. Sim. É... E há uma série de ações daquela época que promoveram a popularização do esporte. E o Vasco é um ator fundamental nisso. É o grande legado pra mim desse momento da história
00:59:12 que o Vasco conta, que é uma verdade, né? O primeiro time a ser campeão com um time majoritariamente negro. Só que o grande legado é trazer, por meio do futebol, porque o futebol na época não era profissional, também tem essa questão, o Vasco profissionaliza os caras. Mas trazer o suburbano, né? Um cara da rua. Porque até então o futebol era coisa de playboy. Os três primeiros anos, ou os quatro primeiros anos do Flamengo, o ataque é de médico. Os caras que tinham dinheiro estudaram fora, sabe o que é? Então, para mim, o grande legado do Vasco, que é um pouco romantizado, sim, e faço das palavras do Rafael um pouco minhas também, porque sempre foi uma questão para mim assim, nós somos aqui geração 90. E aí, Juan, você com certeza viveu a vida inteira dentro do estádio gritando contra
01:00:10 mulambos, gritando silêncio na favela. E aí depois da queda do Vasco em 2008 ou 2007? Depois da primeira queda vem a tona, que é uma coisa muito bem feita, um resgate da história do Vasco. Está na história, tem que ser contada, mas como eu estava falando aqui, para mim romantizada. em algum momento virou a tábua de salvação do orgulho do clube. E se apegaram a isso e tomaram... E isso tomou uma dimensão como se fosse uma imensa verdade, né? A gente estava falando aqui sobre a consciência racial dos portugueses. Eu não sei se isso foi dito agora ou se eu estou... Eu vi o episódio, o primeiro episódio que você veio aqui. Espetáculo. Já está, sim. Terminei... Eu terminei meia hora antes de chegar aqui. A gente tem uma hora de programa.
01:00:59 Perfeito. Uma hora e um minuto. Perfeito, fantástico. Mas, como eu estava falando,
01:01:07 os portugueses de hoje não têm essa confiança racial, assim como a imensa maioria dos... Eu ia falar a imensa maioria dos brasileiros, mas espero que a imensa maioria tenha, que seja uma pequena parcela, que seja escrota, filha da puta racista. Não é tão pequena assim, né? Claramente não é, mas... É, enfim. Vamos embora. Mas sempre me incomodou, porque quer queira queira não, quando essa história ganha volume, ganha uma projeção muito grande, chega até a ser falada em narrações, independente do canal, o time que tem a história mais bonita, o time que abriu as portas para o negro no futebol. E aí isso descamba para o verdadeiro time do povo, sendo que o Flamengo desde os anos 30, 40 passa, Assume a pecha porque era o que era. Era uma mácula, era uma mancha você ser o time do pobre,
01:02:02 o time do preto. E um século depois isso é bonito. Mas aí os anos que a gente, entre aspas, sofreu sendo sacaneado, sendo humilhado, ninguém liga. E depois que isso foi romantizado, talvez seja seja um dos primeiros momentos de pós-verdade, o Vasco, pra alguns, realmente é o clube do povo, é o verdadeiro clube do povo. E não que não seja um dos clubes do povo. Ele é um clube do povo. Ele é um clube do povo. Innegável. Mas eu acredito que dentro dessa história toda, da inclusão, da resposta histórica, tenha muita romantização e passa por ser uma tábua de salvação do orgulho vascaíno. Tem... Não acredito. Eu tenho assim, eu acho... Eu já, assim, já briguei, sei lá, incontáveis vezes e já me prejudiquei pessoalmente por causa disso.
01:03:07 Eu já fui uma pessoa mais ativa em rede social, né? Hoje eu sou menos.
01:03:15 Enfim, não enche barriga de ninguém, eu acho que só te traz dor de cabeça. Às vezes as pessoas confundem o que é dito e o que é feito em rede social como se pudesse trazer aquilo pra vida real, né? É... apontar o dedo. Inclusive você tava num grande momento em que... O cara foi te cobrar na rua. Uma vez que o cara veio me cobrar, exatamente. Então assim, eu hoje tô meio de saco cheio e não me... É... não me exponho tanto. Mas eu já me estressei muito com essa coisa de mulambo, festa na favela, que são expressões
01:04:02 muito racistas, inegavelmente racistas. E quando você discute sob o viés do clubismo, aí a gente volta naquela discussão que a gente tava tendo,
01:04:14 quando a gente discute algo sério sob a lógica clubista, quando você mexe com a paixão das pessoas, quando as pessoas têm que discutir algo sério, a partir do que elas sentem, a partir do que elas são formadas, isso vira uma merda colossal. Porque elas não aceitam ter a paixão delas questionada. Quando eu digo que nos anos 20 houve uma decisão racista por parte dos clubes da Zona Sul, é porque houve. E foi. Houve, ponto. Isso não quer dizer que a paixão das pessoas é racista. Eu não estou dizendo que o Flamengo é um clube racista, nem o Fluminense, nem o Botafogo, mas as pessoas entendem assim. Quando o Vasco, ele tem na sua história, dentro da sua torcida, cantos racistas como o Mulambo festa na favela, isso não caracteriza a história do Vasco como uma história racista.
01:05:14 Só que uma história centenária, ela vai ter momentos em que alguma coisa que não te agrada vai acontecer. Nesse caso específico do Mulambo, eu lembro muito que eu já entrei numa... Eu lembro que a Força Jove, uma vez, tentou puxar uma campanha para impedir o uso de alguns termos, principalmente homofóbicos. E a galera meio que nessa linha do ah, porra, mimimi, Nutella e tal, aí a força deu pra trás e parou. Mas eu falava, gente, mulambo é racista. Não usa, não precisa usar. A gente consegue achar dez palavras muito melhores pra poder espesenhar os caras e não precisa fazer isso. E durante algum tempo na rede social, teve uma campanha de gente tentando ressignificar o termo mulambo. e dizendo que Mulambu é alusão a roupa feia.
01:06:12 Ah, não fode, né, mano? Ninguém aqui é idiota, né? Aí eu ficava puto, aí os caras vinham. Ah, não, porque você... Pô, por eu conseguir dialogar com alguém que não torce pro meu time, eu sou uma pessoa vendida. Ou, ah, mano, tá com os caras. Prefere estar lá, mano, não fode, assim. Vai se foder, sabe? Então, tô falando palavrão pra cacete também, né? Caralho, mas você está em casa, pô. Exatamente. Você já está até com o pé no estúdio como se você fosse a Maria Betânia. Mano, eu estou mesmo. Exatamente. É como...
01:06:46 Que domínio de palco, né? Cara, impressionante. Daqui a pouco tu vai estar expondo o Renan. Maria Betânia é foda, né? Maria Betânia é massa. Parou, parou, parou. Está errado. É foda. Então, eu... Eu... Mano, eu fico muito irritado, assim, porque... tudo isso é um debate que poderia promover a melhoria desses espaços para todo mundo né a gente poderia discutir raça classe poderia discutir gênero poderia discutir
01:07:15 Como o arco e bancada pode se tornar um espaço melhor para a população lgbt que ia apanhe mais mas a gente não consegue porque as pessoas não conseguem sair da página 2 mano Então elas entendem que aquela porrada ela tá sendo uma porrada no coração delas e não tá sendo mano. O Vasco de fato ele promove a democratização do futebol que era antes um esporte elitista quando ele traz ao time principal 12 jogadores que são negros e operários. Isso é um fato mano. A associação na época que era comandada pelos clubes da zona sul e pela américa cria uma série de entravas para o Vasco não disputar o campeonato e o Vasco vai burlando, driblando tudo isso, até que a Améa vira e fala não, só pode jogar pode jogar, a gente não vai mais pedir para excluir ninguém não, mas
01:08:14 só vai jogar o campeonato principal quem tiver o estádio e o Vasco não tinha porque o Vasco jogava no campo onde hoje é o Iguatemi, ali no Vila Isabel É o Campo da América, né? Era, o antigo Campo da América, onde eu joguei o shopping. Jogava no outro, lá na Campo de Salles. Enfim, jogava onde hoje é o Hospital da Marinha. Tinha um campo ali que o Vacho também jogava. Então assim, o Vacho não tinha lugar pra jogar. E aí a associação usou isso como desculpa pra excluir o clube. Eu acho que não, beleza. Aí fez uma campanha de arrecadação e ergueu o São Januário. Por isso que a gente fala que São Januário é uma resposta também. pra além da carta que foi escrita quatro anos antes, né? E aí quando eu falo tudo isso é
01:08:58 é que é foda né? Porque às vezes fica parecendo que é uma imposição moral que é uma imposição daquilo que porra só presta o que a gente fez e que não é verdade e a rede social ela é também algoritmo mas também é muito a o comportamento das pessoas que é moldado pelo algoritmo também de se colocar como uma paladina do que é certo, mano. Eu sou o dono da virtude e só o Flamengo fez o que é bom. Ou só o Vasco fez o que é bom. Isso é angustiante. Isso é muito desesperador. Aliás, isso é um sintoma dos nossos tempos, né? A burrice extrema e as pessoas com orgulho da própria burrice. Total. Eu lembro que quando a gente era criança, a gente humilhava o burro. Exato. Constrangia. Não é, mano? A gente humilhava o burro.
01:09:51 Cara, e nessa... Me perdoe, bui. Esse tipo de atitude... Eu amo muito, eu amo muito, não posso criticar. Essa é uma ideia totalmente estúpida. Eu falei, não, irmão, as coisas não são assim. Pelo contrário, se você ama, cada vez mais você tem que estar vigilante, então cada vez mais você tem que ser crítico. Sim. Eu estava falando a respeito do Vasco, mas o Vasco sempre foi o meu rival. Eu nunca nutri ódio contra o Vasco. Eu tenho o ódio do Fluminense. talvez seja um ódio de classe, mas eu refletindo sobre isso, rescricionando eu comigo mesmo. Pô, rescricionando... Rescricionando você usa bastante, mas também é um petardo, né? Rescricionando é bom também. É fantástico. E a gente já disse tanto que já virou verdade.
01:10:37 Pois é. As próximas edições do Aurelio tem que vir. Tem que vir. O verbo rescricionar. Mas eu estava rescricionando... Você nem precisa explicar o que é a palavra de pessoas, já entendem exatamente. Não, já entendem. E a língua é viva, né? Graças a Deus, né? Que bom. Eu e meu eu, como diria o seu diretor de... Amunia ou carnaval? Não vai nessa nada. Não entra nesse beco, não. Esse beco foi escuro? Ele ficou. Mas... Aproveitar mandar um beijo pro meu Vascaína, né? Meu Brian Klein. Querido, ó. Bota no rabo dele qualquer coisa. Caralho. O coisa do passado. Brian, amo muito, tá? Esse vagabundo. Amo muito, Brian. E aí não tem como, aproveitando o gancho, se fala do Brian tem que falar do meu companheiro de departamento cultural, de companheiro de vida, meu Thiago Tuzio, mandou um beijo para
01:11:26 você. Amo também. Thiago um dia me confidenciou que falou assim, cara, eu ouvi o programa com o Marcelo e foi assim, cara, eu fiquei encantado ouvindo e tal, porque no primeiro programa aqui eu falei, né, a gente conheceu o Marcelo porque a gente tinha um projeto que eram os mortadelas e tal, enfim, tinha na época já uma, como eu vou dizer, uma receptividade do público. Isso era pandemia, né mano? Aí chegou na pandemia e viraram as lives. E a gente ia trazendo convidados, Marcelo era do Voz da Comunidade, né? E a gente fez o convite para que ele estivesse lá. Conhecemos o Marcelo de fato, um programa, porra, maravilhoso de fazer. E assim que a gente teve esse contato. E aí o Thiago falou, cara, quando eu vi que ele ia lá, porra, ouvi.
01:12:11 E ele falou, cara, vocês fizeram na época, três anos atrás. Programaram a Vila-Vila, então eu mandou um beijo para os meus... Beijo imenso, Thiago. Vascaínos de uma cidade independente para o Vila-Vila. Espero que tenha a decência de ouvir esse. Mas, voltando, o Vasco nunca foi meu inimigo. Nunca me fez nutrir ódio. Porque sem a gracinha de a gente ter vencido muito mais na minha vida. Não vou falar sobre isso. Isso aí é outra parada. Perfeito. São fatos também. O meu ódio em relação à Fluminense. Talvez seja um ódio de classe, mas, como eu estava dizendo, reescricionando eu comigo mesmo, eu e meu eu, eu acho que esse ódio também é um reflexo de enxergar no Flamengo do muro para dentro o que eu acho que é o Flaminense.
01:12:58 Deu para entender? Foi claro. Eu acho que a gente, enquanto a instituição do muro para dentro, tem muito da aristocracia que a gente reclama do Fluminense. E o Fluminense hoje enquanto clube, enquanto político... É o mais democrático aí. Exatamente, sócio torcedor vota. Então talvez seja um espelho. A torcida tem voz ativa. O ex-presidente da Young, que é um homem preto, ele tem livre acesso ao clube, ao Fluminense. E ele consegue imprimir dentro do clube ideias, como o do comentário do Chico Guarabara, por exemplo. Sim. Então assim, essa abertura eu não consigo... Cara, assim, passa muito pela minha... Pra eu entrar na pauta aqui, a pegar esse gancho aí. Mas passa muito só pra fechar esse tema. Fechar nesse tal é entreaberto.
01:13:55 Mas, cara, eu vejo muito todas essas questões da forma como você falou, assim, pra mim o que mais importa é que bom que isso se discute hoje. Total. É, eu falo muito sobre o monopólio da virtude, né, o problema do monopólio da virtude, que aí que tá, né, o mal do debate da coisa. Agora, você usar as falhas do passado, aproveitar as falhas do passado para poder corrigir para que você tenha um clube cada vez mais democrático, cada vez mais inclusivo. Para mim é sobre isso. E valorização, obviamente, de personagens que construíram essa história e ficaram apagados por alguma razão. Exato. Então, seja lá o que deu causa a isso, para mim a chave de tudo é qual o reflexo. dessas ações. Então se você consegue tirar do apagamento personagens históricos do clube,
01:14:54 por exemplo, da época, a gente fala, tudo sobre perspectiva, um dos movimentos direcionados do nosso incrível José Baspadilha, presidente histórico do Flamengo. A vô de Baspadilha do... Trofa de elite. Trofa de elite? Perfeito. É mesmo? É, pô. O que dá o nome ao eustade da Gávea, um dos movimentos de popularização do Flamengo na época foi contratar os três principais jogadores negros do futebol, que eram Fausto, Fostro, Fostro, Leônidas, Domingos da Guilha e Domingos da Guilha e Leônidas. Então assim, o tempo vai passando, esses personagens, são jogadores que não foram campeões mundiais pelo Brasil e tal, na época, então de alguma maneira esses nomes já vão se apagando com o passar das gerações. Então quando você reforça isso, a importância
01:15:50 do... Eu lembro que pra mim é muito sintomático a gente fala assim, os maiores ídolos da história do Flamengo e tal, e eu sempre vou lembrar do Quirino me falando assim, cara, você não tem noção do peso que tem um vídeo, um recorte do Adílio comemorando o gol na época. Então assim, porque tem toda uma identificação, né, sobre e os ídolos, ninguém, normalmente, né, no Gruço, as pessoas vão lá, os maiores ídolos da história do Flamengo, normalmente vem Zico, Junior e Leandro, normalmente é isso, né, a ordem vai dali. E ele foi o primeiro cara que eu vi falar pra mim, assim, de tipo, po, o Adílio pra mim tá no top 3, por uma identificação, e completamente injusta, né, Adílio... E o que a gente falava de idolatria também. Perfeito. Mas você vê a
01:16:40 importância dessa representatividade, né? Isso, pra mim, é o que a gente consegue extrair de melhor. O que a gente faz daqui pra frente. Exatamente. Quando a gente fala assim, as diferenças, e concordo muito com o que você falou, do lance de o futebol não é também um espaço pra você não poder exercer a sua rivalidade, a sua diferença de alguma maneira. É fundamental. Cara, no programa do... Eu sempre falei que o meu maior rival era o Fluminense, porque eu... Falei isso inclusive no Setor Sul, talvez tenha me espalhado... Olha que loucura. Quer café? Olha que loucura. Cara, falei isso no Setor Sul inclusive, porque eu... Talvez tenha exagerado um pouco na minha fala, mas eu fui orgânico. Eu fui natural comigo mesmo.
01:17:29 O que você fez, cara? Tenho ódio de classe pro Fluminense. Tenho, de fato. Você falou isso no Setor Sul? Falei, falei. E, inclusive, no corte que viralizou, os caras me estricularam. Porque o meu... Na verdade, a minha fala vem assim... Mande lá! Tem a expressão. Porra, pega ele. Tem a expressão, o Flaflú e tal. Na fala, quando eu estou sob, eu sou uma pessoa pior, mas nesse dia eu estava. E até que deu certo. Aí eu fui falando e tal, não sei o que, não, a expressão, o antagonismo e tal, não sei o que lá. A luta de classes. E aí tem um comentário na porra se editou geralmente. e eu falei, não, essa porra é minha. Falei, Fluminense, teve um filho da puta que falou assim, luta de classe. Falei, ele pescou detalha.
01:18:08 Só ele pescou, só ele ouviu. Mas agora, falando sério, não que eu estivesse brincando. Falei, a verdade, sobre Fluminense, a verdade. Quem pega, pegou. Perfeito. Mas na dinâmica daquilo que a gente entende, como eles do Seto Sul, enfim, todos nós aqui, a gente tem muito mais coisa que nos aproxima do que nos afasta. Mas a rivalidade é fundamental. Fundamental. Você poder ter o direito, e o que eu citei de positivo nisso na época, é que o Fla-Flu foi o classe que me inseriu na arquibancada. Porque eu tenho um tio muito tricolor, que é pai do meu padrinho, que foi quem me mobilizou, fomentou o rubro negrês em mim. Então a gente ia para o Maracanã, parava o carro na uérgia, e se separava. Ele ia para a torcida do meu tio, ia para a torcida do Fluminense,
01:18:55 e a gente ia para a torcida do Flamengo. Cara, e isso jamais se perdeu. Assim, a gente pode conviver pacificamente, harmonicamente, beleza. Porra, na hora do estádio, irmão, você vai pra lá, eu vou pra cá. E ainda assim, o Maracanã, que é uma das poucas coisas que o Rio de Janeiro também consegue exportar de bom, que tá foda também, é a cultura da torcida mista. Que fizemos uma vez. Um bom momento. Lembra? Foi o jogo 3x2, né? Foi o 3 a 2. Caralho, dentro do meu ciclo de amigos deu uma merda. Caralho. Lino, quantas vezes você já foi questionado por minha causa? Mas você também, né? Porra! Eu já tomei umas cinco cerduras. O seu amiguinho! Hoje teve. O seu amigo! Teve um comentário assim, falou assim, cara, acho muito foda a iniciativa de levar rivais
01:19:53 Ah, eu vi. Pra poder debater, mas falar assim, mais um revisionista foda. Pior que o meu Thiago estava plen de razão nessa aí. Aí todo mundo viu, eu não citei nome de Leno Jacita, foda-se. E eu não tô revisando nada aqui. Revisando não, revisionando. Revisionando, perfeito. Re-cri-sionando. Ah, cara. Mas, cara, e aí eu quero pegar o gancho. De tudo que eu falei aqui pra pontual, que vocês estavam conversando, mas... Marquibancada, a gente tem um fenômeno no gancho, era isso que a gente tava conversando recentemente, porque nisso, no que pode pegar no torcedor e tal, não sei o que, na torcida do Flamengo tinha o gancho da torcida do teatro. O Eric Lobbio botou aqui, ah, é ele! Ele reconheceu o Marcelo agora!
01:20:43 Uma hora e vinte, parabéns Eric! Você vai bem! Xinga ele, cara, xinga ele! Não sei como você tá, mas você vai bem! Ele está vendo a live aqui, o celular dele está aberto. Pode humilhar ele que ele está lendo. O cara é muito foda, porque toda hora que eu faço um movimento brusco aqui, eu agrido essa grande arte do 6 a 1. Porque a arte fica aqui, do 6 a 1, em programas aleatórios. E hoje a gente está com o Vascaíno e não deu a visibilidade que essa arte merece. Que são todos os jogadores que empurraram no Vascaíno naquele histórico 6 a 1. Acreditável. A arte de Lucas Bolzão. Aniversariante da última semana, mas nós vamos mandar um beijo especial para você segunda-feira. Agora, voltando. A gente tava falando sobre isso, né? Sobre o que machuca o torcedor e tal, não sei o que.
01:21:23 De fato, mexe em alguns no brilho... Eu cabe pra essas porras, não me importa realmente. Mas mexe no brilho de alguns, o lance da torcida de teatro, a torcida do Flamengo é muito grande, a torcida não canta e tal, não sei o que. Eu não ligo pra essas porras porque, pra mim, primeiro que historicamente isso nunca aconteceu, ao longo do tempo do antigo Maracanã e tal. Eu acho que se tornou... E a gente fala sobre isso no programa que a gente teve aqui. O processo de mudança do perfil da arquibancada, eu tenho até uma leve divergência com o Leno, uma das poucas que a gente tem sobre o mundo, vamos dizer assim, e era isso que a gente estava falando na semana passada, porque o Leno bate muito na tecla de que a
01:22:09 mudança de perfil do torcedor na arquibancada passa exclusivamente, não exclusivamente demais, mas tipo assim, passar mais pela elitização, pelo aumento do preço, dos ingressos e tal. Eu defendo, na minha visão, minha humilde visão, é de que a elitização é um dos grandes problemas, mas a gente luta contra a elitização, inclusive do corte que foi postado ontem aqui, que a gente estava falando sobre o lance, que o Flamengo simplesmente abriu uma política de parcelar o ingresso. Em vez de abaixar o preço do ingresso, Flamengo abriu a possibilidade de você parcelar. Mentira. E as pessoas acham isso maneiro. Tipo assim, caralho, tu vai pagar em três vezes pro Flamengo e o Vasta dia do domingo. É sério? Abriu agora.
01:22:52 Foi na última gravação que eu falei.
01:22:56 Gente, isso é um absurdo. É isso. Infelizmente, o homicídio é crime. Não parece fluminense. Não parece com a ideia que você tem do fluminense. Mano, é, é, é, exato. Mas aí entende. É isso, mano. É complicado. Mais o meu ponto. Dá uma mudança do perfil. E aí que era o nosso debate. Eu acho que a gente luta contra a elitização da arquibancada pela nossa visão de mundo que é natural porque eu quero que as pessoas estejam no estádio. Porra o Flamengo claro é natural. Flamengo vai para o mata mata de libertadores. Ainda que o Flamengo recentemente esteja ganhando bastante mas sempre vai ser um jogo que você vai rentabilizar mais como qualquer coisa, como qualquer evento. Uma escola de samba que vai rentabilizar mais da final da despreza de samba do que
01:23:36 primeiro. É óbvio, é normal. Mas se você vai rentabilizar mais o final, porra, você permite que no início, então, as pessoas que provavelmente por questão de grana não estarão no final, que estejam no início. Então, o mote do debate recente era o Flamengo vitual na Copa do Brasil. Porra, é a fase antes das oitavas de final. Nem oitavas de final da competição era. Flamengo vai entrar com o time misto primeiro era era o início do feriadão era no meio do feriadão entre 21 e 23. Porra, cara se você não conseguir botar a tua margem de lucro no mínimo possível para que as pessoas estejam nesse jogo as pessoas vão quando? E aí que está a chave, isso daí a gente defende, luta contra a elitização por princípio,
01:24:24 por visão de mundo. Mas o meu ponto é que a mudança, e aí que eu vou te passar a palavra, a mudança do perfil dark bancada pra mim é um fenômeno social hoje. E isso pra mim é muito problemático porque cara, eu detesto ser fatalista, você dizer assim, esta porra não tem salvação. Eu detesto, porque a partir do momento que eu falar isso, ah foda-se, eu nunca mais falo sobre o assunto. Se não tem salvação, por que a gente está debatendo isso? E a gente tava falando porque tinha tido um jogo, Corinthians talvez, não lembro se era o Corinthians ou do Vasco, enfim, ou outro clube. E a torcida tava questionando o próprio comportamento da torcida, tipo assim, porra, mas São Januário mudou, as pessoas não cantam do mesmo jeito e tal, não sei o que, paraná, paraná.
01:25:11 O Corinthians teve recentemente, passou o preço por essas coisas, tô sendo Fluminense agora mesmo o Fluminense bem, o Fluminense não consegue encher o Maracanã e tal, o perfil das pessoas, dá uma sensação e aí eu tenho um, eu toco o fatalismo em alguns momentos, porque eu não consigo ver uma solução num curto prazo. Você que é um cara que todos nós aqui que vivemos o ambiente do Carnaval, por exemplo, isso se reproduz bastante. É uma dificuldade gigantesca, você não ensai de rua, que as pessoas vão se mobilizar, o caralho é 4, todo mundo vai pegar o seu celular e muito a prioridade é documentar que está naquele lugar e não ser parte daquele lugar. E essa porra pra mim é um fenômeno social. E quando as pessoas, né, tem vários torcedores
01:26:01 que ficam putos com isso, torcedores do Flamengo e tal, não sei o que, mas cara, pra eu fico muito tranquilo porque eu acho que, tranquilo de uma forma negativa, que eu acho péssimo, que E isso se reflete em todas as torcidas. De uma forma muito ruim. As pessoas não se sentem parte daquele espetáculo, sabe? De alguma maneira. Daquilo de tudo que a gente fala sobre pertencimento e tal. E as pessoas, a prioridade é documentar que está ali. E aí, eu não sei, vai te passar a palavra se você concorda ou não, mas a Torça do Flamengo, por exemplo, uma das técnicas que a gente sempre bate é assim, eu tenho um problema muito grande de estar no setor que é o setor das organizadas no Flamengo Maracanã quando eu vou é não por isso porque eu cresci ali eu estava eu
01:26:46 sempre vi jogo na antiga verde amarelo sempre estava lá só que hoje a sensação é de que aquilo virou um grande raio então assim não é sobre ver o jogo é substar no setor norte então a pessoa vai para o setor norte ela o jogo é 9,5 está bebendo desde meio dia chegou alucinada chega lá dentro uma porra de uma cerveja que é 14 reais, a pessoa vai tomar mais 10. E ela vai e volta 300 vezes no meio do jogo. Aí escanteio contra o Flamengo, filho da puta levanta a bandeira. Fala, pô, não é possível. Aí o cara fala assim, não, mas aqui é o espaço do organizador. Fala, não, beleza, mas aí sempre foi o espaço. Mas nenhum idiota não escanteia contra o Flamengo e levantava a bandeira, porra. Tipo, caralho, a gente não vai ver o que vai acontecer, não escanteia.
01:27:23 A crítica que na torcida do Flamengo existe, que acredito que passe para outras também, a playlist das músicas, né? Que as músicas têm uma sequência. Então assim, foda-se. Se o time está jogando bem, está jogando mal, o cara vai cantar na mesma hora. Você não sentiu o jogo. Você está cantando uma música que não tem nada a ver com o que está acontecendo no gramado. E aí você começa a ter um distanciamento da parada. E você vê que o espaço começa a ser cada vez mais ocupado. Aí não acho que seja só uma questão geracional, não. Pode ser até um erro meu. Mas eu acho que é um momento social mesmo, da gente, como um todo. Cara, isso vai gerando um afastamento até de você viver a arquibancada. Não sei se você tem esse sentimento.
01:28:04 Eu acho que tudo hoje é performance. Perfeito. Eu acho que, ironicamente, pensando... Tipo, dando um cavalo de pau do caralho. Perfeito, fica a vontade. Eu acho que inclusive a performance ela também existia na maneira como a torcida do Vasco era a que cantava pra caralho os 90 minutos E aí a transmissão na TV é... encensava isso, é... tipo festejava, aplaudia E aí no jogo seguinte a torcida do Vasco ia lá e escaralhava de novo E aí a torcida começou a ser reconhecida e entendida mais recentemente como essa torcida que sempre vai E que sempre canta. Encher São Jonor é fácil pra torcida do Vasco. Porque a capacidade máxima é 20 mil pessoas. Então... Me perdoe te cortar em relação a isso. O sócio torcido do Vasco tem xequim?
01:29:03 Hoje não mais. O xequim caiu em 2020... Ou em 2021. Eu era xequim. Mas acabou. E quanto que é o sócio mais caro do Vasco? Hoje o xequim, tem xequim, mas o xequim hoje é o plano dinamite Que é 700 reais 700 e quase 800 Caralho, caro pra caralho Pois é Mas tem... O plano, o gigante ele acabou assim, o gigante hoje ele é um plano É... Elitista Defasado É, que não entende a dinâmica do que tá acontecendo em campo Porque eu acho que o plano de sócio torcedor precisa entender isso. Total. É... Essa... Sobre o gigante, o gigante até 2020... Cara, acho que até depois, assim, em 2022, assim... É... Era um dos melhores, assim... Eu lembro que eu pagava pro check-in 70 reais por mês. Imagina você pagar 70 reais por mês e ir a todos os jogos...
01:30:08 Imagina. E ir a todos os jogos... É isso. Dois, três jogos no mês. Mas hoje não tem mais isso, hoje dobrou esse valor e aí a gente paga 70% de desconto no valor do ingresso. Eu acho que hoje tudo é performance, eu acho que quando a torcida do Vasco vai ao estágio pra gritar pra caralho, pra cantar, pra apoiar o time, também é por causa da performance. O torcedor vai pra fazer parte desse momento também. Pra poder chegar... Se exaltar. É, e pra poder chegar na rede social e falar, eu tava lá. Pra poder na hora de trocar ideia com os amigos e falar que tava lá. Acho que a torcida do Flamengo, ela vai pra um outro lugar. Como o Flamengo é um time que ganha tudo há alguns anos, o Rubro Negro hoje, ele quer fazer parte disso pra caralho.
01:30:57 Pra contar. Então ele entende pra contar. E ao mesmo tempo vira uma cobrança exacerbada também. Porque ele não aceita que o Flamengo não ganhe. Não ganhar. É, pô. Na minha vez, quando eu vou, o Flamengo não ganha, que pô essa. Perfeito. Cara, teve uma coisa, um fenômeno assim, absurdo pra mim, que gerou o termo Flá, desfrute, na internet, depois. Flamengo é... Um grande termo. Bicampeão brasileiro... Olha que loucura. Flamengo é bicampeão brasileiro em 2020. Porra, talvez as pessoas hoje não tenham dimensão da dificuldade que é você ganhar um campeonato brasileiro. Imagina dois seguidos. É um absurdo. E uma parcela significativa da torcida do Flamengo... Não comemorou, mas a gente dependeu do Cássio. Irmão, foda-se.
01:31:44 Foda-se, a gente ganhou dois campeões da Brasília em seguida. E passa muito por isso que vocês estão falando aqui, que no final das contas é a mesma coisa, é o clientelismo, né? Você não é mais torcedor, você é cliente. Então ganhar já não basta. Tem que ganhar da forma que eu quero que ganhe. Irmão, me perdoe, me perdoe. Nós estamos tendo uma conversa tão civilizada até aqui, Eu vou usar um termo ruim. Mas a gente tá entre amigos, ninguém tá vendo a gente. É isso aqui, ninguém vai ver essa merda aqui. Nós somos amigos? Irmão, na minha vivência de Flamengo, eu raspei o cu com a unha a vida inteira, pô. O cara reclamar que eu estou comemorando um bicampeonato brasileiro é sacanagem. Flamengo e Paraná. Eu falo... O ouvinte é antigo, já ouviu essa história 200 vezes.
01:32:27 Eu estava no Flamengo e Paraná, que o Flamengo perdeu o time do Paraná. Queria adiar o jogo porque... Estava se cagando. Os 11 jogadores tinham 7 ou 8 com caganeira, pô. Imagina o tamanho da cagadinha para os caras quererem adiar o jogo. Porra, eu já fui eliminado mata-mata de carioca por resende, porra. Sabe qual é? Estreia do carioca, 3 a 0, holaria. Eu estava lá, rodada dupla no Maracanã, depois Fluminense Madureira, Fluminense... Porra, Celso Barrinho enchendo de dinheiro, Romare de mundo, Ramon, porra toda. Irmão, eu não vou comemorar. Vocês estão de sacanagem. Que mundo vocês estão vivendo nessa porra? A gente falou mais cedo da molecada que não entende o tamanho do vascaíno, que não entende o tamanho do vasco.
01:33:11 Mas tem muito flamenguista que não entende o que o flamengo passou pra chegar nessa situação de agora. Porque não viveu também, né? Acho que é muito por isso. E que não se importa com a história do clube também, né? Não, perfeito, claro. Vamos lá. Porque isso daí, cara, muda a sua relação com o esporte. Eu lembro que teve um dia aqui, tem um tempo já isso, mas não muito tempo, que eu entrei no... Aqui é o nosso divã, né? A gente sempre traz como nosso divã. Porque em vários momentos a gente fala coisa aqui que talvez eu tivesse pensado esporadicamente, mas não achei que fosse falar em público, mas na hora fazia sentido. E eu falei assim, cara, eu preciso mudar a minha relação com o Flamengo. Porque o que aconteceu?
01:33:50 Chega num determinado ponto. Eu me vi nisso, né? Depois de muito tempo, eu falei assim, cara, tem alguma coisa errada aqui. Porque eu não sentia mais prazer nas vitórias do Flamengo, eu sentia alívio. Então era um bagulho assim, ah, ganhamos. Porra, show. Então a gente fica na televisão e sai. Isso é quando? Agora, recente. É recente assim, tipo, sei lá, 2024, 23, uma coisa assim. E isso pra mim era assim, porra... Cara, no ano passado aconteceu uma parada... Então tem dias simbólicos, né? Momentos simbólicos. Flamengo... É... A gente tava brincando aqui no tempo recente, na última gravação. No tempo recente, nessas três libertadores que o Flamengo ganhou... Agora, de 2019 para cá, Flamengo ganha de formas completamente distintas.
01:34:36 Por incrível que pareça, não parece vendido para as pessoas, mas a maior campanha é 2022, que é a do Dorival, que é um atropel. Flamengo ganha 12 jogos e empata 1. 2019, claro, tem a misca de você poder voltar a ganhar o time histórico de 2019 e tal, não sei o quê. E 2025. A campanha de 2025 é muito difícil, porque Flamengo passa em segundo, quase é eliminado No último jogo contra o Deportivo Tati. Uma bola, muitos jogos ruins na libertação. Muitos jogos ruins. Foi a última bola no último lance do último jogo da fase de grupos. É, Deportivo Tati. Oitava de final. É o mata-mata mais tranquilo do Flamengo, que é o Flamengo Inter. Que é um jogo, é um confronto controlado. O Flamengo joga melhor até fora no beirarrito do que no Maracanã.
01:35:19 Ah, foi o jogo do... É, que é o grande jogo do papel picado. Pica. Foda. E... Os caras picaram o papel. Fantástico. Os caras ficaram uma hora pra tirar o papel. tirar papel. Chico Freire tem papel dessa porra até hoje, guardado histórico. Carapicaram papel pro time classificado. Ah, o cara acionou o papel na entrada. Incrível. Ah, gente. Coisa de gênero. Isso daí pra também participar de um carnaval do Rapalhito. Se alguém descobrir o nome dele, eu vou entrar. Se ele não for do carnaval... Se ele não for do carnaval do Uruguaiã, talvez ele trabalhe. Pensei em três nomes aqui. Perfeito. 3 da meia que eu falo.
01:35:58 Cara, mas eu falei isso aqui. O Flamengo estudiante de 25, que é a classificação do Flamengo nos pênaltis, cara, eu me reconectei com o Flamengo de uma maneira que eu não tinha estado há anos. Porque, assim, eu achei que eu ia ter um AVC, que era para ser um jogo tranquilo, entre aspas. O estudiante tinha sido humilhado no Maracanã na bola, o Flamengo tinha sido roubado pra caralho, o jogo acabou 2 a 1. Num lance que era 3 a 0, Os caras não dão um pênalti no plato e tal, aí expulsam o plato, que é a expulsão que é revertida. No último lance, que é o contra-ataque, os caras vão jogar a bola na área 2 a 1. Então o jogo que era pra ter matado com o fronto virou assim, fudeu, vamos com a bola na janela pra Argentina.
01:36:35 Mas o Flamengo tinha amassado os estudiantes naquele dia. Tipo assim, em 15 minutos o Flamengo fez 2 a 0, em 8 minutos eu acho que o Flamengo fez 2 a 0. Pô, fudeu, vou meter 5 a 0 nos caras e tal. O jogo lá, caralho, é o pior jogo do Flamengo na Fase Group, na Libertadores, é o jogo na Argentina. É desesperador, fã. Não jogou porra nenhuma. Toma, perde de um a zero, vai para o Espênalti. Cara, na classificação do Espênalti, eu gritei sozinho vendo o jogo em casa de uma maneira que eu não comemorava assim há anos, há anos. Já teve título do Flamengo, eu comemorei menos do que aquele momento ali. Ornagem, ou não? Parecia que você estava com vontade de mijar muito apertado e mijou. Ele viu assim. Estava no engarrafamento no ônibus.
01:37:19 Incrível. Pô, não vai dar. Foi assim, piloto, entra na seletiva, pelo amor de Deus. Isso não vai terminar bem, mano. Voltava do Valqueira ali... Voltava do Valqueira ali no 746, pegava aquele engarrafamento na praça do canhão, e estava em Malé ainda, assim, vou me mijar. Vai dizer aqui mesmo. Não, fala assim, pô, mas essa bermuda aqui é escura. Não vai aparecer. Tu já começa a pensar cenário. Fala assim, se eu mijar, tem alguém no ônibus que é conhecido? Pô, será que essa te enxerga bem? Se eu descer do ônibus e me mijar na calça, for andando pra casa, ninguém vai ver. Perfeito. Não, ir pingando é sacana. Aí você prende, chegou, desceu no ponto, chegou até em casa... Efeito, mijo, esse é o alívio. Foi essa sensação de prazer.
01:37:57 A vida é isso. O corpo humano consegue te fornecer esse sentimento. Você pode ter o dinheiro do mundo inteiro, você pode viajar o mundo, mas as melhores sensações do corpo humano ainda são as primitivas. Caralho, Manoel! Que profundo! É comer quando você está com fome, é beber quando você está com sede, dormir quando você está com sono... berimbolar quando você tá... Exatamente, exatamente. É isso. Ahn? Cara, você não dá nada, né? Você não dá nada. Você tá levado, hein? Você tá levadinho pra caramba. Cara, e assim, e isso me reconectou com o Flamengo. E é curioso, porque assim, provavelmente, né, num ano histórico, o Flamengo, né, mais uma vez ganha o Libertadores e Brasileiros no mesmo ano, cara, o jogo que mais me conectou
01:38:41 na... Pra além da final, obviamente, que tinha todo um simbolismo, né, Flamengo e Palmeiras de ter perdido em 21, que ser o primeiro teta campeão e tal. Mas foi esse Flamengo Estudiante. Já que eles não odeem também, na bolha. Não, eu fiquei odara no bagulho assim, porque eu falei, cara... Caralho, maluco. Falei assim, a gente foi para os pênaltis, tipo, passou. Sabe assim, pô... Cara, a classificação nos pênaltis é uma das classificações mais foda que tem no futebol. Não tem como. Porque é o momento que você fala assim, puta que pariu, fudeu. Agora fudeu. Porque você... Aí você... Cara... Flamengo perdeu um mundial nos pênaltis. Depois de ter feito cobrança absurda no Flamengo Estudiante, as cobranças são inacreditáveis.
01:39:20 Aquela porra daquele goleiro com cabelo ceboso. O Paquito Safonove. Paquito nunca mais pegou um pênalti na vida dele. Vai tomar no cu, mano. Prêmio Nobel da paz de 2025. Que loucura, cara. Cara, a vida... Agora, tu tocou no... Eu lembro que todo mundo falava, é um frangueiro... Eu lembro da gente do jogo. É um frangueiro, jogou dois jogos na temporada. Não, fode esse, mano. que os caras assim, jogou dois jogos na temporada, filha da puta, pegou 42 pinhos. Foi inacreditável. Cara, no pênalti que o Dembélé dá uma ciscada assim, e dá-lhe a madeirada pra fora... Que ele batia de direita, mas o Dembélé é canhoto, né? O obsessor me tocou. Falou assim, é nosso. Aí naquele momento eu tive uma paz assim, se ele peidou nós ganhamos.
01:40:01 Perfeito. E por que a gente falou isso? Foi um momento muito triste agora. Eu tava falando de felicidade e eu lembrei uma parada. Foi o Marcelo que quebrou essa porra. Mas é isso, né? É um agente do Satanás, um agente do mal. Ah, mas eu queria perguntar uma coisa, assim. Pergunte. Ah, você veio com pauta. Eu te pedi pra você não vir numa condição passiva. Mas não há ninguém... Não há um agente passivo aqui. Uma hora e quarenta e você ainda não puxou uma pauta. Finalmente. Bem-vindo, boa noite. Meu nome é Leno Lopes. Ele se chama Juan Luke e nós somos do podcast Fera Mulambato. Eu não tô numa... A gente tá conversando. Nós estamos todos numa conversa civilizada, né? Você vai agir como um tuiteiro agora? As pessoas estão elogiando nossa civilidade.
01:40:43 Estão elogiando? Que bom. Não criticaram a civilidade? O nosso grupo estão criticando. E Lena é refém da audiência. Se alguém criticar a civilidade, ele vai te mandar tomar no cu. Falar em grupo, eu lembro... Sabe quem ficou odara na final da Libertadores também? Que eu encontrei depois? João Vitor Silveira. Porque teve mini desfile. Exatamente. Eu estava lá na cidade do samba, ele foi pra lá depois. É raro, boi. Ele ficou andando. De camisa do Flamengo e faixa de campeão pisando em nuvens. Absolutamente enlouquecido. Perfeito, perfeito. Tava andando Bob Marley. Sim. Impressionante. É que ele é do reggae, cara. Ele é, ele é. Cara, em Quintino agora dia 23, ele chegou numa condição, na hora que ele teve o contato
01:41:28 comigo ali, o primeiro, que eu achei que ele tinha descido junto com o São Jorge. Quase que ele roubou o cavalo do São Jorge. São Jorge foi pra igreja e ele desceu. Falei, não, vou pra festa. Ele tem esses momentos. Perfeito. Mas o que eu ia perguntar é o seguinte, vocês acham, a gente falou muito dessa relação do clientelismo, né? Do torcedor que enxerga o futebol enquanto produto e se enxerga como cliente. Você acha que isso contamina o time em campo? Você acha que os jogadores, eles agem dentro dessa lógica também? como se eles tivessem que entregar. É uma relação de trabalho, é uma relação profissional que eles têm com o clube. Mas essa relação deles com a torcida. Cara, salvo engano, nesse programa que a gente fez,
01:42:15 a gente fala sobre isso, que uma das grandes críticas que a gente tinha é o Flamengo vitorioso, então se tornou mais vitorioso ainda, mas era como os jogadores, o time histórico, não tinha depois de muito tempo, os times seguintes tiveram jogadores que eram formados na base. O de 19 não tem. No time histórico, na escalação histórica. O Lincoln não era? Mas era banco muito bom. Ah, o Zona Seresidista. Estou falando dos principais. Por exemplo, 22 tem João Gomes, título lá e tal. Enfim. Como não havia essa identificação, pregressa, vamos dizer assim, se tinha um deslocamento nos clássicos regionais. Porque a gente falou isso muitas vezes aqui. O Flamengo entrava nos clássicos regionais de uma maneira totalmente distante da movimentação.
01:43:07 Entrou no estúdio nesse momento nosso patrocinador do Dúdio Casco Vascaim. Ou seja, neste momento estamos em maioria sim. Chegamos 3 a 2 aqui porque na presença de Renan. Agora, pelo amor de Deus, eu vou fazer questão de apertar a mão. Mas nesse recorte, o que fazia diferença era de que, pelo menos na nossa visão, essa falta de pertencimento de alguma maneira implicava nos clássicos regionais a tratar um FlaFlu, um Flamengo Ivax, Flamengo Botafogo como se fosse um Flamengo Cruzeiro, Flamengo Interrassonal, coisas distantes. Jogos com a sua relevância, mas um jogo como qualquer outro. os elementos que o cara... E ao longo destes anos a gente via, como é normal num clássico, né? É até a tradição do clássico time que tá num pior momento, entrar com uma gana muito maior e tal. E a gente
01:44:01 via assim o Flamengo ganhando a maioria dos jogos, beleza, mas normalmente na atuação vendo um rival jogando final de Copa do Mundo e a gente um jogo normal. Só que para o torcedor que cresceu dentro daquela rivalidade, aquela porra geral vem um cômodo tipo assim cara, por que vocês não estão levando essa porra sério? Então assim, como se estivesse jogando em Sacanagem, era isso? Sim. Mas o algo amargo não tinha. Sim. E eu acho que era um reflexo de um Flamengo já muito vitorioso, somado a uma falta de pertencimento dos jogadores que estavam ali, de não ter sido criado uma base e tal. Por exemplo, o Fluminense especialmente, que tem, costuma revelar muitos jogadores e tal. Para o Flamengo? Perfeitamente, para jogar no Flamengo, correto.
01:44:43 Porque é evolução da espécie, não tem jeito. É nessa condição que você desenvolve isso, a rivalidade desde cedo. Então, o seu confronto é diferente quando você chega no profissional. E eu acho que aconteceu isso com o Flamengo. Hoje, sinceramente, eu acho que a gente está até conseguindo recuperar isso. Hoje eu não acho um problema como foi atrás. Talvez porque são jogadores consagrados, mas que são rubro-negros, né? E que vieram jogar no Flamengo para realizar um sonho assim. Eu perguntei isso, porque enquanto você falava isso me bateu aqui na cabeça como uma dúvida. E isso é algo que me irrita muito no Vasco. Porque eu acho o Vasco um time de... Não acho outra palavra, é um time de frouxo. Eu acho o elenco do Vasco historicamente...
01:45:36 Não, aí não. Não, aí sim. Grosseria, tô... Tô errado. Tô exagerando. Depende do que você vai falar depois. É porque assim, eu acho que o elenco é um elenco que... Mas tá falando hoje? É o elenco, é o elenco. Eu acho que é um elenco que não consegue... tem derrotas e derrotas, né? Eu não acho que... Acho que o futebol é feito de... apesar desse torcedor de rede social hoje tá sempre ensinando pra gente que a gente só pode ganhar que se a gente perder é uma tragédia absoluta, estamos fodidos, acabou, perdeu. Eu acho que o futebol é feito de resultado, de vitória, derrota, empate. Mas eu acho que a maneira como o Vasco perde é uma maneira sem luta e isso me irrita. A ausência de luta. O Vasco 26. O Vasco 26. Mas eu acho que isso aconteceu também em outros elencos de anos anteriores.
01:46:39 E eu acho que isso também é um reflexo do que é o clube, da zona que é o clube, ou do clube saneado, ou do clube se impondo como um clube é forte financeiramente. Eu acho que o campo ele reflete muito o que o clube tenta colocar no cotidiano administrativo dele, sabe? Você terminou a fala ou você ainda vai compreender? Não, eu quero te ouvir. Não terminei não. Me surgiu uma questão aqui. Que merda de fala. Eu quero te ouvir, é foda. É a pior coisa que você pode falar pra mim. Eu não terminei, mas eu quero ouvir. Isso é... Me surgiu uma questão que não tava na pauta. Ruan, civilidade. Cara, quando rolar a primeira crítica, falar assim, po, vocês são muito cordiais. Ele vai mandar vocês se foder imediatamente.
01:47:28 É refém da audiência, né? É inadiante. É inadiante. As pessoas que elogiam. Galera tá aqui elogiando, caralho, que programa de alto nível, coisa fantástica e tal. Aí ele tá sendo... No abismo, loja. Não, eu... Acabou de surgir uma questão aqui, uma pauta do vascainismo Talvez seja até o Alexandre já conversando comigo e eu dando passagem Ah, o... O obsessor Eu quei Alexandre Eu quei Alexandre, meu Deus É... Você acha que... Aliás, melhorar a pergunta, ampliar Qual a sua opinião a respeito do iouriquismo que pra mim, vendo de fora, é o grande câncer do Vasco. Eu acho que... Só pra eu complementar aqui, o euroquismo em termos em relação a Flamengo e Vasco, eu prefiro ver o Flamengo perder do que o Vasco ganhar.
01:48:23 Eu acho que o euroquismo, enquanto um conceito mais amplo, que é o que ele de fato era, e é, né, porque ele infelizmente não morreu, o euroquismo, no caso... Diferente do Eurico? Ah, o Eurico tá com... Tá disputando? Tá juntinho lá Com o Kirk É... Eu acho que o Eurico Ele serviu, ele cumpriu Um papel importante É... Principalmente naquilo que a gente falou mais cedo Do... Do Vasco enquanto um rival Exatamente, do Vasco enquanto um rival forte um rival importante, colocar o Vasco num lugar diferente do que ele tinha antes do Eurico chegar. Mas eu acho que o Eurico se perde completamente a partir dos anos 90, final dos anos 90, principalmente depois da eleição dele para deputado federal, em que ele começa a enxergar o Vasco e ele próprio como o centro do
01:49:28 mundo. Eu sou assim, quando o nosso clube é o centro do mundo a gente tende a ganhar tudo, isso é fantástico pra gente né, mas a longo prazo isso é ruim. E eu acho que isso ficou claro com o que o Eurico promoveu dentro do Vasco. Mas eu acho que todo projeto megalômono e individualista como é o eurequismo ele tem um prazo de validade muito firme, ele é muito datado. Eu acho que o eurequismo serviu muito pra gente ganhar tudo na segunda metade dos anos 90, ele serviu pra gente se colocar enquanto a segunda torcida do do estado e a quinta maior do país ou uma das cinco né porque na época era terceira, quarta, mas ele também é o principal responsável pelo Vasco estar na situação que está. As pessoas lembram muito, a gente teve essa conversa
01:50:30 recentemente mano, e as pessoas lembram muito do SBT na camisa do Vasco na final do brasileiro de 2000, mas eu acho que isso é um detalhe assim uma gota no balde. Eu acho que o grande problema é a maneira como o Eurico se relaciona com a Globo antes disso. Já era uma relação violenta, já era uma relação dura, já era uma relação difícil. Tem episódios de impedir o jornalista de entrar? Eu lembro, eu lembro, assim, eu aprendi a ler em jornal, eu gosto de ler jornal, até hoje eu sou assim. Então eu sempre li muito impresso. Principalmente o dia e o lance. E que coincidentemente eram os dois jornais que o Eurico impedia, mas impediu de entrar em São Januário. E também era uma coisa que hoje em dia a imprensa não pratica.
01:51:24 Enquanto jornalista eu me sinto muito à vontade de falar isso. Há uma covardia nas redações que antigamente, por exemplo, na editoria do Vasco, tinha uma mordaça no início de cada texto. No dia e no lance. Hoje em dia é impensável qualquer coisa nesse sentido. Tudo muito chapa branca. Tudo muito chapa branca. As pessoas não querem perder os acessos, as pessoas não querem perder caminhos, contatos, não querem perder o café. Estou falando de futebol, mas isso também vale ir muito pro carnaval, por exemplo. Futebol, isso às vezes se reproduz em comentários sobre jogos. Você vê que até os comentários são excessivamente polidos. Exatamente. Especialmente no momento em que você tem uma avalanche de ex-jogadores na televisão.
01:52:22 Todos se relacionam entre si. Você de alguma maneira traz jogadores que não estão jogando mais. e eles estão reinseridos naquela dinâmica do público, dos holofotes, né? Então você não vai, porra, queimar a tua ponte ali, né? Falando uma coisa. Também tem o que se chama hoje de neimarsismo cultural, né? Onde as pessoas não aceitam crítica. Isso é um fato. Se você critica, você tá macetando a família dele inteira, né? Você tá com inveja. Você tem inveja, exatamente. É... Imagina. Teve uma vez que eu... Eu falei isso de um jornalista, de um setorista do Vasco. Eu critiquem o setorista do Vasco. Porque setorista hoje em dia não é um setorista de grandes... Você não vai dar nomes? Vou dar, vou dar nomes. Foda-se. Agora sim nós chegamos.
01:53:17 É isso. Tem um advogado aqui, porra. É isso que é foda. Ah, caralho. É... Eu... Porque você sabe o nome, você é safado. Cara, foi o seu canto do Cisne no Twitter. Foi. Depois disso você abandonou. Exatamente. Foi exatamente isso, mano. Não foi por isso, mas foi muito nessa época. Eu lembro que eu fiz uma crítica profissional ao Pedro Rosa e ele veio, e ele tem um fandom. Eu chamo até de fandom porque parece mais diva pop do que um profissional que ele é de fato. E aí ele veio, os caras vieram e aí ele falou, pô, você tem inveja. Pô mano, por Deus, assim, todo o respeito do mundo, assim, é um jornalista que já tem um nome, já está com uma carreira consolidada, mas pô, se eu tiver que ter inveja, vou ter inveja do Caco Barcellos.
01:54:18 Perfeito. Inveja do Lucas Pedrógio, né?
01:54:25 Aí foi isso. Ah, muito pica a resposta foda. Aí foi isso e depois disso eu fiquei meio de saco cheio. E o teu fome gerado desse é a devida desimportância. Que serve pra todo mundo. Fundamental. Pra todos nós. Todos nós, gente. Nada é sobre... Quase nada e eu diria que nada é sobre nós. Rapaz, ontem... O Munique botou aqui e fez ele chorar. Ele falou que chorou? Ele chorou, mas não foi por vergonha, não. Foi tu que botou pra chorar? Não, ele chorou, mas foi... Porque ele tava sendo muito questionado assim. Ah, sim. Foi um gatinho. Cara, ontem teve um episódio. Munique é canália, não entra nem lá. Como se diria que os mais antigos, né, foi trocando de culpa a bunda. Teve um episódio ontem na pauta carnaval. A pauta era sobre a UPM, né, a saída da Carnavalesca.
01:55:15 Mas não entrando nos meandros da saída, até porque as pessoas não têm acesso ao que aconteceu. Sim. Mas uma página no Twitter, meteram um fio, eles estavam chegando lá em casa para a gente ver o jogo ontem. E aí não deu para depois comentar sobre isso, que eu tinha acabado de ver. E assim, na hora chegou, saiu o assunto, mas cara, aquilo me chamou muita atenção. O último tweet do fio era assim, inclusive a informação da saída do outro carnavalesco, parece que criou um ambiente hostil para ele, saiu desta página. Muito foda, muito foda. Eu falei e falei, caralho, você acha que essa porra dessa informação não circulou em momento nenhum? Isso é absurdo. Que a UPM descobriu através deste tweet aqui, tudo que aconteceu nos bastidores.
01:56:03 E é uma regra da rede social que a gente estava falando antes? Autostima é delirante. Não, total. Mãe, pegar essa autoestima e engarrafar pra vender na fila fica rico. Se fizer cápsula eu compro em cartel. Não, eu compro. Em caixa. Eu compro. Eu compro. É um negócio que eu gosto. Como diz um grande amigo que eu acho uma expressão fantástica que as pessoas precisam ter um pouco mais de timidez. Eu acho isso lindo. Isso é maravilhoso. Faltou timidez. Quando acontece uma parada dessa a pessoa fala assim, cara, você deveria ter sido mais tímido nesse momento. E você lembra que a gente falou muito de como a gente ridicularizava o burro, mas a timidez também era um artigo... Total, total. Em excesso, né? A gente tinha muita timidez no todo, assim, as pessoas... nós éramos muito tímidos.
01:56:46 O Goiabá da Cascão encaixa, né? É, mano, é dessa época. Tempo bom, né? Tempo muito bom. Cara, mas teve esse recorte do Pedro... eu não lembrava disso. Teve esse recorte do Pedrozé. Eu devo ter vivido acompanhando, eu ia apodido. O Marcelo que é um bom profissional, assim, ele tem os seus momentos, as suas falhas, como todos nós temos. Não, mas é um bom, bom profissional. E ele é um bom repórter, é um bom jornalista. Não é um cara de cavada, de ficar inventando notícias. Ele crava, exato, ele não dá barrigada, ele tá... Mas ele não aceita crítica, assim, eu acho que isso é um problema. Eu acho que isso é um problema de gente que ainda não envelheceu. Sabe? É... Então, eu também não quis muito... Carruminando isso, porque é isso, ele vai envelhecer, ele vai entender o que importa também.
01:57:32 E que isso não implica em diminuir o profissional que ele é. De maneira nenhuma, assim. Mas quer dizer que você já envelheceu? Ah, um bocado, mano. Incrível. Até disse o ano que eu nasci no início da live. Cara, antes de a gente passar pra pauta carnaval, a gente tem que ir caminhando. Carnaval não. A gente... A gente... Calma aí. Quem quer falar dessas porras todas que ainda estão aqui? Claro. Vamos sair daqui amanhã. Mas ainda tem tempo. E o Pedro Azean nem foi o único jornalista dessa geração com quem eu tive o ruído, mas outro foi o Vene. Mas aí... Aí foi tudo bem. O Vene... Aí foi bem. Eu estava muito mais coberto de razão do que compreendido. Normal também, pelo amor de Deus. Tem mais duas pautas aqui, você falou como se tivesse mais cinco, dez.
01:58:20 Não, dá tempo. Quanto tempo tem? Duas horas. Cara, não parece porque nós somos agradáveis. É verdade. Isso é verdade. Me faltou te medir nesse momento, que acabei de falar. Percebeu? Que altestima é essa? As pessoas estão tendo o privilégio de haver um microfone Perfeito. De ouvir a minha voz, os meus pensamentos incríveis e fantásticos, a minha linha de raciocínio construída aqui de uma forma completamente... Genial. Era a papo de você, Aston e Tesla. Só. Na história da humanidade. As vezes, eu me assusto com a qualidade do meu raciocínio. Muito pico. Exatamente. Quando as minhas palavras saem pela minha boca, eu falo assim, caralho, eu fui capaz de construir essa história. Quando tu escreve e tu lê depois, tu...
01:59:01 É coisa de maluco. Como é que a ABL não me encontrou aí? Não, exatamente. Como é que eu ainda não sonho mortal? Eu fico foda, né? É incrível. Cara, mas você é o Roche. Não, você é o Roche. Por favor, fale sobre a Sabe. Não, é. Um ponto que a gente tinha... É porque eu ia entrar num... Que a gente acabou... Mas eu vou deixar isso na hora da transição, porque essa é mais curta. Esse programa tem que ter 6 horas, 7 horas, ou tem que ter outras partes assim. Cara, a gente uma vez entrou num fudêncio grande, desde que a gente foi fazer um programa pré-eleição do Flamengo, trouxemos aqui o nosso incrível poeta Ture, nosso Ture Rodrigues. A gente fez um intervalo, Toco ao Titanic, no cinema, vocês saíram do cinema, voltaram pra segunda parte.
01:59:42 Go Mal com X, com Danza Washington, que eles viram duas fitas. A gente chegou numa hora e falou assim, irmão, então, ó, tem tempo pra caçada, a gente não falou metade das coisas, tem que falar. Tem que comer a gente sair, pedir uma comida e voltar. Beleza, a gente fez isso, chegou a comida, a gente comeu lá fora e voltou e gravou. Cara, o Nolan, que chegou a roncar aqui... Não, pegou uma coberta. O Nola que estava aqui no notebook, ele deitou no sofá com a cobertinha. Saiu 3 horas da manhã do estúdio. Em loucura. Mas esse dia, pelo amor de Deus, não vai se repetir. Mas agora, a gente no programa que você esteve, há 3 anos, que você falou, tinha ali uma questão da Saf. Era uma questão recente, se eu não estiver enganado.
02:00:24 Acho que ela estava... ou tinha começado, ou estava em via de ser implantada. E agora há uma modificação. pergunta por ignorância mesmo da minha parte como você tem acompanhado primeiro como você agora já dá para dizer três anos depois né como você acompanhou esse fenômeno esses esse processo todo e como você vê a perspectiva dessa mudança né aparentemente uma mudança de controle e aí pergunta de curiosidade mesmo para além disso como você enxerga o pedrinho gestor porque eu vejo assim eu Eu sigo, né? É isso que a gente fala. A gente tem a capacidade do diálogo. Aí fudeu. Eu tô aqui pra isso. Aí tu vai falar com os olhos. Aí fudeu. Aí acabou. Acabou pro grão. Mas eu vejo opiniões assim muito contrastantes, entendeu?
02:01:14 Até porque as coisas também não são só o branco e preto. Tem ali o cinzento da coisa. Mas aí isso me desenvolve curiosidade. De assim, como é que as pessoas de fato enxergam o que tem acontecido. porque assim quem vê de fora você vai falar porra o Vasco não conquistou títulos beleza mas se você contextualizar com o que o Vasco estava nos últimos anos né quem vê de fora vê um Vasco pelo menos mais estável né não sei se é uma visão errada da minha parte mas por exemplo um Vasco hoje que não convive com o atraso de salário né que a gente está vendo por exemplo o Botafogo que acabou de ser campeão brasileiro da Libertadores e 24, rifando o clube todo. O Atlético está se livrando do maior ídolo recente. Para ir para o Fluminense.
02:02:00 E porque ele disse, disse em entrevista que ele não recebeu tudo que foi acordado com a diretoria. Sim, e muitos clubes grandes de novo, de volta com isso que era um problema lá atrás. E a gente, pelo menos quem está de fora, não visualiza o Vasco mais nesse contexto. Um VAR que chegou muito perto de voltar a ser campeão no ano passado. Ano retrasado também, que foi semifinalista. Sim, também. E deu pro Atlético, né? Foi. E como é que você enxerga aí, sim? Esse processo da SAF, os últimos anos, essa transição agora, né? 777. E a transição a partir do Pedrinho para chegar em tese, né? A aproximação da Crefias, enfim que seja. Como é que você viu tudo isso? Ruan, eu lembro que três anos atrás, eu não lembro se eu falei aqui, mas eu fui uma pessoa muito cética
02:03:01 e ao mesmo tempo muito eufórica com a possibilidade da Saf. Porque isso mexe muito com a nossa paixão, né? De novo, falando de paixão. Mas isso também instiga muito o nosso lado racional, porque a gente fica assim, po, mano, é tudo muito fácil, assim, os caras vão chegar aqui, vão aportar uma fortuna e tudo vai se resolver e pronto, acabou. É claro que tem ônus. E eu ficava muito incomodado com isso, eu falava, gente, isso não é assim, a gente A gente precisa discutir isso, a gente precisa discutir essa adesão a Safi. E o processo como ele foi cumprido dentro do Vasco foi tudo muito violento. Eu tinha contato com um coroa, que o avô foi presidente do Vasco, ele é benemérito. E aí eu perguntei pra ele, falou, você votou a favor ou contra?
02:03:59 Falei, claro que eu votei contra. Falei, que isso? Ele falou, você votaria a favor de um contrato que você não leu? Ninguém leu. Eu falei, que isso, cara? Como assim? Ele falou, irmão, foi lendo? Olha só. Dentro do Vasco, de todos os sócios, de todos os conselheiros, eu acho que três ou quatro pessoas leram. Apenas tiveram contato. E eram 350? Não lembro agora, mas é por aí, né? 350. E de 13, se você fizer a conta, 1% leu. Isso é muito grave. É absurdo. Isso é muito grave. Você está vendendo, vendendo um clube de futebol, porque é isso que está acontecendo. Era muito dinheiro e era a proposta também assumir a dívida do associativo, que é a que entrava todo o processo cotidiano de um clube de futebol. É... Mas o meu...
02:04:59 Eu falo zoando, mas é sério, as pessoas confiaram na proposta, confiaram na ideia de um cara que usa terra em boné, e que ninguém sabe de onde veio, mano. Ele só chegou aqui e falou assim Pô, eu tenho 700 milhões pra investir e mais 700 milhões pra pagar a dívida do clube, e eu vou resolver tudo. Aí todo mundo, porra, é isso, vambora, vai ser foda, gente, vamos conversar, vamos entender, vamos discutir, vamos fazer uma audiência pública, não só com os conselheiros, eu na época tinha esse... Essa energia, sabe, eu vou usar essa palavra. Eu tinha essa energia de chegar e dizer que vamos puxar alguma discussão, uma audiência pública, uma assembleia aberta para a torcida. Vamos fazer aqui em São Januário, vamos fazer não sei aonde, vamos fazer em algum lugar, vamos fazer em um lugar neutro.
02:05:57 Porque tem isso. Eu falava desse lugar neutro porque em algum momento o clube associativo fez força publicamente para a compra acontecer. É... Usou a rede social do Vasco Fazendo uma graça com a 777 Eu fiquei maluco com aquilo Eu falei, gente, vocês são malucos Vocês são malucos, vocês não podem fazer isso Vocês são profissionais De comunicação, caralho Aí veio uma galera no meu comentário Me marretando, dando porrada Daaa... Aí quando deu merda na 777 Eu vire e mexe e recebo notificação Assim, caralho, ele sabia ele veio do futuro. Eu não vim do futuro. Basta ter três neurônios, né gente? Eu também não sou tão brilhante assim. Exatamente. Desimportância, né? Vamos nos dar. Então eu acho que hoje a torcida é mais escaldada do que era há três anos.
02:07:01 Ela entendeu a importância de hoje a gente sentar e conversar e entender até onde vai a proposta, quais são os limites dessa proposta que eu acho que isso que a 777 não enfrentou. A gente só aceitou o que eles propuseram e foda-se. Então hoje a gente consegue sentar minimamente assim também. não é uma coisa que se diga, meu Deus do céu, que foda, que discussão de primeira linha. Mas eu acho que hoje a gente consegue, com essa proposta que parece que está sendo gestada, a gente consegue promover uma discussão melhor, a torcida consegue entender que isso precisa a ser melhor entendido, depurado, porque o Vasco corre um risco seríssimo. A gente tem algumas informações de bastidor que o que está acontecendo com o Botafogo
02:08:05 hoje era muito grave. É muito grave, mas o Vasco estava numa situação ainda pior. Na época da 777. Antes do Pedrinho intervir. Antes do Pedrinho intervir. E aí, entrando no Pedrinho... Que merda. Fica à vontade. Fica à vontade. Obrigado, mas não. Entrando no debate do Pedrinho, eu acho... É que o Pedrinho gosta muito de carnaval. Gosta muito de carnaval. Não, ele é, né? Ele adora. Tudo que é popular, ele gosta. O samba que ele mais gosta é do Stasio 93. As bruxas negras casarão com as atanas. Macum, ele adora. Aí é com ele mesmo. É com ele mesmo. O Pedrinho, ele... O pedrinho, ele... O pedrinho, ele... O pedrinho, ele... O pedrinho, ele... O pedrinho, ele... O pedrinho, ele... O pedrinho, ele... O pedrinho, ele...
02:08:49 O grupo jurídico do Pedro é um jurídico de primeiríssima linha, dos melhores do Brasil. Então ele é um jurídico que anteviu o que vai acontecer e conseguiu tomar o controle da SAF que a insolvência da empresa tragasse o Vasco junto com ela, porque é o que tá acontecendo com o Batafogo. Esse recorte temporal, qual é o ano que o Pedrinho é surdo? Ah mano, eu sou péssimo de dar até 23, né? Quem vendou o Vasco? Foi o Salgado? Foi o Salgado. 24. A venda é 22, 23, né? 22 quando tá a série B. É isso, 22 na série B. E a venda é do Salgado, o Salgado que vende. É isso. O Salgado é um idoso muito mais pra lá do que pra cá, né? Então acho que nem cabe muito a gente ficar... Cara, muito pica a gente, a gente é de barroquinha, enxenofobia.
02:09:53 Agora vamos começar a agredir idosos. Muito foda. Não, eu tô... Não, não, é. Pois é. Tem chance de tomar estrago por causa disso? Não, né? Não, dá merda. Isso é Brasil, cara. Se falar de guerra, fodeu. Se você não está na questão do estreto de Ormuz, talvez der meada. Vamos fazer isso. E falar do Salgado. O Rafael mandou tacar uma bomba nuclear no estreto, aí é foda também. Aí ele enlouqueceu. Aí foi pica. Quer acabar com a porra do projeto. Exato. Mas eu... Mas para mim é isso, gente. Mas pra mim é isso, gente, assim, resumindo. Eu acho que a torcida entrou numa empolgação, numa devoção cega 777. Teve gente tatuando 777. Pra além da Umbanda, pra além de religião, assim. Tendo uma devoção cega à empresa. Agora eu que entendi, para além da religião.
02:10:50 Por isso que eu nem enredi. Muito foda, mano. Ué, você tá muito na frente mesmo. Foi genial, Eso. Estamos, nunca estaremos sozinhos na frente, tá? Por isso que o Corriu com o cara lá vó. É! Não, e a portela paga bem mesmo. Não, paga. Todas as escolas pagam muitíssimo bem em dia e acima do mercado. É isso que é forte. Exato. Concursado. Perfeito. Por isso que eu nunca fiz concurso, pô. Pronto, acabou. Entendeu? É, o Vasco, ele passou um veneno, um perigo absurdo, Mas naquela época também não tinha como o clube sobreviver sem a SAF. Eu acho que foi uma injeção fundamental. A gente tem jogadores até hoje que são da SAF, que eram da SAF, da primeira contratação. A gente tem o Jair, tem o Piton, tem o Jardim, o Puma.
02:11:42 É, o Puma é foda, mas... Puma fez gol hoje, né? Cara, vai escanil não. Pegamos o Olympia, aliás, pegamos o Olympia e ganhamos hoje. tratado com muita cordialidade. Teve jogo no baixo da gama hoje? Teve. Então começa, não. Fica na moral. Você não é um profissional. Mas você não está entendendo a gracia dele. O meu nome é Trabalho. Perfeito. Você não está entendendo a gracia dele. Pegamos o Olímpia. Quem fez essa porra? Teu tio. Teu tio. Caralho. Isso que é foda. Cara, mas... O cara que disse que a Lady Gaga não entende. Ela não vem mais. Muito pico. Tô muito empurrado por dentro da Luana. E que a Luana Piovani bateu e que ficou cagado pra tirar foto do... Perfeitamente, correto. E ficou dentro da condição dele, que é isso, tem que ficar cagado mesmo.
02:12:29 Mas... Agora eu ia falar alguma porra, você interrompe o Marcio Cine falando sacanagem e depois pra eu voltar é uma pica. Mas é isso, acho que tu vai lembrar. Vou voltar aqui. Eu acho que o Vasco passou um perigo imenso que foi saneado em parte pela Saf, mas que poderia ser uma proposta melhor. A pontuação era que a Camila Vascaína, se a gente discutisse melhor, que é porrata de São João Anoara, é apaixonada por Pulmita Rodrigues. Não sei lá por que caralho. Dezenas de jogos com o Camila. Exatamente. Apaixonada. O Pulmita Rodrigues faz um gol de pênalti, ela fala assim, ele é um gênio. Você é um gols idiota. Talvez seja porque a Pulmita foi o último jogador do Vasco a fazer um gol da vitória em cima do Flamengo.
02:13:17 Que é um gol do caralho. Cara, minha fatiada é belíssima. Eu estava amaracana. O Getúlio foi antes ou depois? Ah, foi antes, é verdade. Aqui não é zero o Getúlio. Não é zero o gol do Getúlio. E é o que eu pensei a mesma porra. Foi bem antes. É? Getúlio vai até a polvenda. E depois de Domex, no plural? Cara, mas você está aguentando... Você é da rua, né, Vivido? Cara, você é imediaturista, você é sujo. Exatamente. Já está porra. Você quer baixada fulvilente, rapaz. Pelo amor de Deus, a dose incorporada... Eu vou até botar o banheiro. Que é como ele é no Cerve. É beija-flor de Nilópolis. Incrível, cara. Incrível. Cara, passando... Embora eu não seja o host, eu vou passar o próximo ponto da pauta aqui. Porque ele que faz...
02:14:00 Ele que constrói brilhantemente a nossa pauta. Brilhantemente. E o próximo ponto... Quem é a gente? Eu estou falando o próximo, mas... Até de xerar pó de milco. Porra! Entrar no cérebro. E eu gosto de realizar desejo. Se você quer, segunda-feira você vai xerar aqui pra todo mundo. Eu não tenho ideia, caralho. Calma aí, calma aí. Pelo amor da puta, seu merda. O próximo ponto da pauta que o Juan tinha posto aqui, expectativas para o clássico, mas antes disso, faz o que a gente fez com o Rafael. Quero saber... E tem o carnaval também. Não, o carnaval é o final. Três Flamengo... Três clássicos, três Flamengo Váscoa. Espera aí. Eu quero ouvir o Leno sobre a Portela. Ah, você quer ouvir? Era isso que eu tinha falado, que a pauta ia ser mais curta,
02:14:39 que era para que a gente... Eu acho que no nosso primeiro programa não teve isso, né? De falar dos emblemáticos. Não teve. A gente tentou fazer. Na verdade, no outro pagamento, a gente sequer falou. A gente tentou fazer. Nesse, por exemplo, a gente só falou mal e porcamente do jogo de domingo, porque você citou uma mágoa sobre o time atual. Mas sobre o jogo mesmo, foda-se. Ninguém falou. Falaremos. Que meu rascadito está sem ombro, que não vai jogar. Ou a rasclavícula que eu ouvi ontem. Incrível, incrível. Royalta sem nariz. A rasclavícula é muito... Por que vocês se irritaram tanto com a rascaneta? Arrasca a pênalti. Arrasca a pênalti. Eu não me erretei, não. Sou campeão, né? Mano, isso é muito poerio, mas você sabe que, pô,
02:15:21 muitos flamenguistas... Ficaram putos. Pegaram ar absurdo. Ontem teve alguém, acho que foi o João Guilherme, né? Que falou assim, ah, não sei o que lá, pô, vocês agora estão felizes. Chamou de babaca. É, eu falei, cara... Ao vivo. O João Guilherme, ele está se perdendo um pouco. Eu fiquei assim, urgente, uma provocação besta. Mas eu peguei ar, eu peguei ar, porque não é provocação, né? Se partisse de você, Parti-se do Vascaim não era uma provocação. Não, tem um perigo na narrativa que é o Marco Pênis. O do Palmeirense? Não, tem uma narrativa. Ele é São Paulino, foi o Tirônia, se não me engano, que construiu o Rasca Pênis. Sim, no Pó de Bola. O Caça confirmou. Não, mas tem uma questão de narrativa. No final das contas, eu falo sempre,
02:16:06 falo sempre essa porra aqui. o paulista e o paulistano, antes de ser clubista, é barrista. Os caras se defendem entre eles, mas para começarem a se porrar, a disputa tem que estar em São Paulo. Enquanto a disputa não está em São Paulo, o inimigo em comum é o Forasteiro. Isso sempre foi assim. Exatamente. E aí não é só uma provocação, é uma tentativa de construção de uma narrativa para prejudicar o Flamengo. No final das contas, tudo é político. interrompiu, mas corroborando. E a gente, como é muito fraco nos bastidores, e eles muito fortes, a gente tem que combater essa porra. Mas você não era um sistema. Ah, isso aí, fulmar. Isso é uma provocação. Perfeito. Você está entendendo a diferença. Então, é um negócio assim,
02:16:55 a gente no ano passado falou muito sobre isso. O Palmeiras faz, nessa disputa, nessa disputa Palmeiras e Flamengo, de muitos anos, do tempo em que a disputa era Palmeiras e Palmeiras, porque o Flamengo estava começando ali e o Palmeiras ganhava assim, ah lá, ganhamos de novo. Fala, pô, mas vocês estão muito na frente. Quando o negócio começou a ficar parelho, isso vira em 18, que o Palmeiras ainda é campeão, o Flamengo vai ser campeão brasileiro em 2019. Em 18, o momento quando o Flamengo aproxima do Palmeiras, na época o presidente era o Galhotis, a gente foi enganado, mas não era o Anderson Barros ainda não, tinha algum dirigente de futebol famoso e o Palmeiras começa a fazer as coletivas, os pós-jogo
02:17:39 assim com dirigente. Então, sempre que o Flamengo encostava, eles faziam os tardalhaços do caralho e tal, não sei o que lá, arbitragem, o bagulho esfriava, eles... Pá, Flamengo caiu, obviamente não estava ainda na mesma prateleira deles, que já haviam mais consolidados do que a gente. E a coisa arrefecia ali. Ano passado foi a primeira vez que eu vi o Flamengo institucionalmente disputando o campeonato fora do gramado. Não, porque inclusive ao longo de temporadas, uma das críticas ao time do Flamengo, aos jogadores, é que o time do Flamengo não discute de arbitragem em campo. Então assim, tem uma porra de marcação do time do Flamengo, ele não aperta o árbitro. Tipo assim, nós somos muito bons, nós não vamos debater,
02:18:19 eu não cobro o árbitro de marcar alguma porra. O cara não marcou foda-se. Ano passado foi a primeira vez, depois disso reconhecido pela primeira torcida, tipo assim, aconteceu abafo árbitro. Acabou o jogo. Dirigente vai falar. O Flamengo ganhou, pra mim foi fundamental a participação de o extracampo do Flamengo, foi fundamental no ano passado. Flamengo reverteu uma expulsão que era um absurdo na Libertadores, que era um pênalti para o Flamengo e virou uma expulsão do jogador do Flamengo. Isso nunca tinha, não tinha O que tinha acontecido de todas as decisões. Dever ter uma expulsão é um negócio de maluco, assim, dificílimo. Sim, sim, exatamente. E aí, e aí o meu plato vai na fase seguinte e expulso de novo.
02:19:04 Tá aqui pariu. Mas, cara, isso daí, os bastidores, tem muito disso, né? Aquilo que tá na torcida, na brincadeira e tal, não sei o quê, e aquilo que pode se refletir no campo. Isso acontece muito, por exemplo, com os jogadores, né? Os jogadores ficam muito visados, que é o caso do Rascaeta, né? Agora nessa situação. Mas como acontece direto, há jogadores que reclamam sempre, jogadores que cavam muito peão. Então o que acontece? O árbitro passa a não marcar situações que são de falta. Que ele deveria marcar e ele não marca porque o cara vai cavar, porque o cara vai reclamar, porque o cara vai fazer isso e vai fazer aquilo. Então esse cuidado com os bastidores, isso eu acho que é da bola mesmo. Eu acho que tem que ser.
02:19:46 É claro, você não vai... Por exemplo, o Abel a todo momento, Até o momento em que se entendeu qual era a estratégia, de que o Palmeiras, com o investimento absurdo, não consegue jogar bola, não consegue jogar futebol. Não. E acaba o jogo, ele vai para a coletiva, enfrentar jornalista, enfrentar arbitraria. E ele... Vai ser machista, vai ser racista. Vai ser qualquer porra. Ele já foi. No caminhar dele, eu acho que ele tem um ponto que é louvável, se eu disser assim, para ele, na malandragem dele. Ele tirou o foco do trabalho dele, que é uma merda. O Palmeiras está dois... Passou com um investimento absurdo, transcendental. Dois anos sem ganhar nada, nem numa Copa do Brasil. O Palmeiras não ganhou. Então, assim, ele consegue desviar o Olofot.
02:20:33 Eu acho um mérito do cara. Quando sacaram que essa era a dele, porra, ele começou a ficar numa posição desconfortável. Que era o lance das expulsões, né? O cara, porra, se expulsa em jogo, que ele está ganhando. O Palmeiras está ganhando, o cara entra em campo... Aí tinha uma que era muito manjada, que tem um auxiliar dele, que era assim... O auxiliar gritava com o árbitro. E o auxiliar que era expulso, não era ele. Então ele mandava o careca ir lá, xingar o árbitro, e o maluco era expulso. Condicionava o jogo desde o início. A todo momento. Pilhava arbitragem a todo momento, e tal. E eu acho que esse é o jogo jogado. Então o lance do arrasca-peonte, eu acho que... Eu... Essas porra, cara. Eu acho que morra.
02:21:14 Mas o cuidado que eu acho maneiro também que se reaja porque isso tem reflexo no jogo, né? Mais a frente. Mas a TV institucional do clube não pode reagir a isso, mano. Ah não. Eu tenho problemas maiores que o meu João Guilherme. O João Guilherme é da TV institucional, né? Eu tenho problemas maiores que o meu João Guilherme. Eu acho que é pênalti eu tenho. É? Eu tenho. Ele entrou numas aí que, cara... é um de eleição, né, Marcelo? Ah, perfeito. Ele entrou numas que ele teve que apagar pra estágio o caralho. perfeito perfeito perfeito mas eu acho que nada precisou ser dito aqui e tudo a mensagem foi transmitida todo mundo entendeu tudo vamos para expectativa expectativa não é expectativa do jogo não não não antes disso você por favor
02:22:08 Eu falei três clássicos no caso do Flamengo e Vasco. Evidentemente, por favor, se atenha... O Vasco que bota fogo. Fez uns queme com o Rafael que foi interessante. Dois bons e dois ruins. Aí fodeu, calma. Aí é isso, é aberto. Não precisa ser o emblemático, a final da porra. É pra você. Tem um muito foda. Vai começar pelos bons. Com toda a certeza do mundo. Eu estou tomando porrada aqui, caralho. Flamengo depois do primeiro rebaixamento do Vasco. O Vasco e Flamengo de 2009. Que o indigitado... Tata Jefferson? É. Caralho, ah, horrível o camisa Vasco Champs. Que o... O assassino da uma voadora no Léo Pina. Lá no meio campo. Edu Pina. Edu Pina, é. Foi dois a zero. E a gente naquele dia, a gente A gente estava como maioria no Maracanã.
02:23:10 E... Isso foi brasileiro? Isso foi carioca. Não lembro. Carioca. O Bruno... Que o diabo tenha... Perfeito. Em um excelente lugar. Para o diabo. Para estar vivo. É. Enfim. Em algum momento vai ter. Enfim. Irmão, eu espero que mesmo... Ele está foradido, né? Perfeito. Está escondido. Nós estamos livres. Eu... Vai sair daqui e vai tomar cerveja. Ele tá igual... Já viveu mais, já bebeu pouco. Já viveu pouco, vamos beber mais. Ele tá igual um rato escondido em algum lugar. Ele deu uma voadora no Edupina, que o Edupina foi pro hospital, ele teve perda de memória recente, inclusive. Ele não lembrava do jogo. Eu lembro desse jogo, eu fui nesse jogo e esse jogo foi do caralho. E foi aquele jogo de catarse da torcida, que era uma...
02:23:58 Primeiro rebaixamento é uma porrada muito dolorosa, né? Não sei. Foda-se. Descoeça-se. Não, não, é palavrão não, palavrão não, não, não, não. Cara, eu estou... Rebaixar o nível a essa hora. Eu estou falando com a sua audiência, que é a audiência. Tá o qual eu não ouviu tu falar, xingou perdeu, xingou acabou. Xingou pra mim acabou. Xingou, falou. Eu tô falando com a tua audiência, porque a audiência do Fé é uma audiência que já transcedeu a magnética. Hoje é um podcast que alcança, como eu disse aqui antes, é... um... citei o nome de um torcedor vascaíno que ouve o fé. Perfeito. Então, a gente tem torcedores de outros times que ouvem vocês, porque vocês já estão num outro lugar, assim. Quando a gente quer se informar sobre o Flamengo, eu não vou no Diogo Dantas.
02:24:45 Eu vou em vocês. Aceito perguntar nada, caralho. Mas também o muro é esse chinelo que tu tá usando. Pois é. Não usei esse nome de propósito, assim. É, obrigado. É... à toa, no caso, né? Agora vai entrar no meu rabo. Mas, assim... é... Voltando, esse 2x0 de 2009 foi muito emblemático para a gente porque foi num momento de muita dor. E aí a gente ganha o maior rival dominando, jogando melhor com o uniforme da Champs, que dar uma coisa estética de puta que pariu a gente tá muito fudido assim então tudo entrou num balaio que foi muito foda
02:25:40 aí agora eu vou pra ruins assim qual fosse o jogo? não, eu vou terminar com bom por isso que você enxerga mais uma vez eu vou falar isso por isso que você constrói Tá vendo? Um arco narrativo. Exato. O gol roubado do Márcio Araújo é um jogo doloroso de ter visto. Eu estava lá e foi... Tu sentiu que o gol ia... Eu estava também. Mano, é muito esquisito assim. Eu estava no de 2001 e eu senti que ia ser gol do Pad. Eu tinha 18 anos. Eu senti que ia ser. Eu tenho vários amigos vascaínos, vários estavam nesse jogo e quase todos falam a mesma coisa. Falei, irmão. Ia ser. Eu senti que ia dar merda. Muito doido. No ano de 2014, não. Não. Eu fiquei puto depois com o Rodrigo Dedada. O... Cara, e porra... Eu tenho muita raiva do Rodrigo.
02:26:39 Mas que época maldita... Que ele faz cera. E ele sai do... Porque ele fez cera. Ele tá fora, né? Ele tá fora. Sai no espaço, proa. E era um escanteio contra a gente, pô. E a gente tem um zagueiro a menos. Porque esse imbecil, venceram, pô. É verdade, tem esse detalhe. Cara, e esse gol, ele tem requinte de crueldade. Esse gol, o Marca Aranjo tá impedido. Mas o Nixon tá atrás só pra fazer a mesma coisa. E tipo assim, o Marca Aranjo toma a frente em tempo de vá. É. O amigo perderia o título porque o idiota... Exatamente. Tomou a frente do cara que ia fazer o gol e impôs só legal. Exatamente. Incrível. Fantástico. É... Teve um... Teve um... Esse eu não fui. Mas é... E também não é um... Um... Um Vaste Flamengo que me deixa puto.
02:27:20 Mas é um erro que me deixa puto. Que é o árbitro castanheira. Que é aquele... Acho que é um gol de falta do Nenny. É mesmo o Elano. É o Douglas, né? Ah, não é. O Elano faz gol de falta. Que a bola bate no travessão e cai dentro do gol. E que o... O árbitro... Ele tá... Mano, ele tá de cócoras. Tinha essa porra, né? Que o maluco... O árbitro ficava do lado da travessão. E ele tá de cócoras, pô. Ele tá prestando toda a atenção do mundo. Ele morreu, sabia? Aí não. Morreu mesmo. E o seu último, Bom? O Bom... Aí eu foda, chefe de ouro. Tu vai dar bala de prata agora. Não, assim... É o grande mundo. Cara, então, é isso. Eu lembro da semifinal de 97 dos três golds do Edmundo, que ele humilha o Junior Baiano. final de 97 dos três gols do Edmundo, que ele humilha o Junior Baiano.
02:28:15 Mas eu lembro muito do 5 a 1, do chocolate. Eu acho que o 5 a 1 é muito foda. Num carioca que quem ganha é o Flamengo em cima do Vasco. Mas a gente não tá falando do campeonato, né? A gente tá falando do jogo. Caralho, você é contra o bom jornalismo? Você me pediu... Me disseram que o bom jornalista é aquele que incomoda. Leno, eu sou contra... Então, fomos jornalista agora. Eu sou contra o jornalista. Isso é importante também. Isso é um dever moral, assim. Só que o que mais me aproxima do bolsonarista é ser contra o jornalista. Parabéns. Agora é o momento. Eu sendo jornalista também. Esse é o momento que o Lucas faz o corte ou vai botando teu rabo. Caralho. Perfeito. Eu sei. Aí ele edita e fala, eu sou o bolsonarista.
02:28:56 Aí foda-se. Não faz isso, pelo amor de Deus. É esse corte do Lucas aí que vai botando teu rabo. É, pois é. A gente gerou corte. Na igual ele postou essa semana um corte que eu estava humilhando a torcida do Palmeiras A última vez que fizeram essa porra com o Leandro atorcendo o Santos no que ele falou o bagulho do Centro-Sul Chegaram a mandar DM pra ele O cara da Sangue Jove mandou DM Só que porra, o Santos e o Palmeiras não é escola de samba ou T-Bloco né? Aí fudeu né? Não, exatamente Aí botaram no meu colo o Palmeiras, aí é foda né? Isso que a gente não falou do Neymar né? Porque todo mundo fala, mas a gente não fala porque Mater cachorro morto né? A grande verdade é que a gente tinha que tirar do papel o nosso podcast.
02:29:32 Pra falar sobre tantas coisas aí. É verdade. Exatamente. A gente tem um projeto de um podcast que tem uma inspiração no Rock Bola, né? Exato. A gente pode dizer que é cada pessoa de um clube ou uma dupla de um clube. Lola Tricolor. Lola Tricolor, é Caju Batafoguense. Um bom representante. Você é do Vasco. do Vasco. E Leandro Lopes da Torça do Flamengo, que é o perfeito. Eu acho fantástico assim. Eu acho que se fosse um mesão redondo, tipo 8 pessoas, 2 de cada clube, foda-se. Eu em honorários, eu ia porra brincar. Mano. Não, participar eu não queria não, agora pingar um, entendeu? Comprar as 5 casas. Perfeitamente. Isso aí, comprar um... E acabar de ler... Comprar a casinha 1 na marra e eu ia comprar a outra. A mocidade tá ficando em pé agora, e acabar de ficar em pé de vez.
02:30:25 Escova de samba. coisa de maluco. 2 Flamengo e Vasco aí, rápido. 4 a 1 de 97 que ele falou. 3 de mundo lembra né? Esse agora é ruim ou é o bom? Não deixa ele escolher outro. É 2 bons e pronto. 17... Caralho, não vi o Flamengo e Vasco. Bom, isso aqui é foda. Esse? Aí, ó, que ele tava falando... Se tem aqui, ó, quando você ouvir o programa todo, vai... Antes de você chegar. A volta do Edirgin e o Fulmerdo na Tassariu, hein? 1999. O Juan, o Chico Xavier e o Santés se antecipou a você. Foi. Como diria Leno Lopes, é a dor, né? Não, ele foi absurdo. A dor é a delícia de estar à frente do tempo. Perfeito. Absurdo. E ele tinha isso, né? Eu falei antes de você chegar, o Edmundo não é meu ídolo, eu não acho... Que idolatria pessoal, né?
02:31:25 Mas ele tem uns momentos com a camisa do Vasco que são um negócio de maluco. É, exato. É minha vez? Fé no Vasco! Que virou agora, né? Durante dois minutos aqui. Incrível. É minha vez? Perfeito. Dois boas, dois menis. O pior é como eu tenho que pensar. Cara, mas é pra ser o... É pra ir no óbvio? É, né? Não, é o quê? Não tem como não ser um dos monstros de 2001 o gol do Pat. Esse aí foi foda, né? Meu pai fala que é o gol da vida dele, meu pai já tinha visto... Porra, viu o primeiro brasileiro, viu o primeiro Libertadores, viu o Mundial. Foi o gol da minha vida o gol do Pat. E eu acho que dimensiona muito... A gente estava falando da diminuição da rivalidade, aqui e das novas gerações não terem... a compreensão do que é um Flamengo e Vaz, do que é um clássico.
02:32:19 E também do que é o Campeonato Carioca. Está aí. É um bom exemplo. Sim. O gol do Pat. Cara... Acho que foi falta no Edilson, né? Perdão. Pode continuar. Queria agora fazer uma revisionismo histórico, que é a marca dele. É por isso que o Thiago fica puto com o tio. Perfeitamente. É por isso que tio Milo não é sensacional. Você realmente é um revisionista? É foda. Foda? Doente. Eu não falei o segundo. Não, tu falou o segundo bom. O segundo bom. O segundo... Toma essa tratorada aí. Esse rodo aí. Vai ficar ligendo. Cara, o 6 a 1. O 6 a 1 me deixou mais feliz que o... Pô... Pega a plaquinha aí, Boi. Pega o caralho. Pega a plaquinha aqui, rapidinho. Eu vou mijar. Porra, todo respeito. Posso ir no banheiro enquanto isso? Essa palhaçada.
02:33:07 Vocês conseguem ver? Vocês conseguem ver aqui o que é essa plaquinha? Eu estou tentando me ver, mas o Delay está foda, hein? Está na IPTV, Boi? Não dá para ver. Claro, o box está foda. Marcelo, você pode aproximar da câmera ali, por favor? Irmão, eu não vou encostar nesse quadro nunca. De elegância. Já aqui dá. Fica melhor. 6 a 1. Vocês mostraram isso aqui, ó. Vamos mostrar no final, calma aí. Perfeito. O 6 a 1, que inclusive eu estava... Furei do roteiro não, seu merda. Estava na auspiciosa presença, na luminescente presença de Marcelo David. Não fui no jogo primeiro, porque eu tive uma imensa preguiça de comprar no site do Vasco. Por que nós estávamos juntos? Nós vimos antes de ir para o show do Javan, na praia.
02:33:54 Exatamente. E o Marcelo, infelizmente, chegou só quando já estava 4 a 1. Então, na minha presença, o Marcelo só viu dois gols. Eu sou o Teiro, vendo o show do Javan sozinho, depois no Cezar 1. Imagina... Pra ele foi 2 a 0 só, Bui. Cara, a gente... Bui, a gente viu no bairro com a Pacabana que na caminhada eu fui contando de 1 até 6. Um! Foi, mano, foi o ferno. Dois! Eu tenho várias decisões erradas na vida, né? Ai, que momento gostoso, cara. E eu ficava pensando assim, cara, por que eu tô aqui? Por que eu vim? E você, enquanto o gentleman que é... Foi incapaz de xingar a gente. De uma grosseria. Eu xinguei meu... Eu xinguei minha... Eu xinguei minha... Mentalmente. É, não, eu xinguei, assim. Mentalmente você xingou.
02:34:37 Desejou coisas ruins. É. Ah, bastante. Eu xingou igual xinga pai e mãe quando tá dando esporro. Ele foi... Fala, pô, fala, puta... Fala baixo. Fala baixo. O seu velho que sou. Irãzinsa que um dia serei. Cara, a gente teve... Flamengo e Vasco que o Wallace senta com a bandeira. Nossa! Caralho. Mano, esse é... Mas esse não é orgulho nosso, é mais vergonha de vocês. Não, eu tava na casa do Abraão esse dia. Quando esse idiota entrar com a bandeira e fica no meio do campo, eu falei, a gente mamou. Tu sabe que a gente vai mamar. Tu sabe. E foi só um a zero. Pô, mas era muito nítido. Muito nítido que a gente ia se fuder. Essa porra é em Manaus, né? Foi em Manaus. É. E sai correndo, deixa as crianças para trás. Eu recebi essa pergunta essa semana, eu falei assim, qual o jogador que você mais odiou?
02:35:23 E não falei, foi o Wallace. E aí o cara falou assim, mas ele foi o pior? Eu falei, não. De longe não foi. Mas ele foi o que eu mais odiai. E eu citei esse exemplo. Fala assim, um filho da puta que entra com a banda e ele fica no meio do gramado, ele, a partir daquele momento, se ele não destruir o jogo, eu vou odiar ele perseguir por essa neve. Ele deixou as crianças para trás. As crianças... E mano, assim, é que o nenê não teve a presença de espírito. As crianças vestidas com a camisa do Flamengo ficaram para trás, porque o Flamengo entrou com um peroga atrás do álice, né? Se o nenê pega as crianças com a camisa do Flamengo e entra junto, isso é um absurdo, pô. Isso aí, Brian Kane ia fazer. Ele ia desenhar essa estratégia de máquina.
02:36:01 Isso ia ser muito foda, foda. Ele ia, incrível. O Brian ia fazer isso. O Brian ia fazer isso. Com certeza. Outro imundo de rua sujo. Não, isso é um lixo. Um lixo, um bagabundo. Cara, e o segundo? Chegou na reunião terça-feira no barracão, todo mundo normal, eu cheguei de casaco, falei, pô, veio de Londres, vim direto pra cá. Ele só anda assim, né? Caralho. Mas ele é o dono, né? Viu de Londres, é brincadeira. Não, o dono sente frio. É foda. Disco do acés. Fica na moral, pelo amor de Deus. Você vai embora da área, eu vou continuar aqui. Bray, eu estou vindo, né, Bray? É isso aí. Agora não vai. Manda o... aí. Manda o Corola Preto sem placa. E entrega a camisa da Moçadinho na casa dele lá. Não, foi isso. Cara, e o segundo, é...
02:36:43 Foi o jogo que eu desmaiei quando eu cheguei em casa, né? Pedro teve que me levar no hospital, porque abri cabeça, abri cotovelo, caí de costa no banheiro, no box. E não tinha bebido. Isso que é foda! Você é uma pessoa pior quando não bebe. Cara, era só um sentimento ruim, era só a falta de costume de ser eliminado pelo Vasco. A eliminação da Copa do Brasil, que é o Rafael Silva. Rafael Silva. Sai assim fazendo... Seifador. Seifador. Porra, que jogo maldito. Esse jogo foi foda também, verdade. Rafael Silva, que no ano seguinte estava no Figueirense, e o Flamengo elimina, que ele faz um gol e o Flamengo vira. Ficou 3 a 1, né? Que ele faz um gol e zaralha. Aí ele faz um taco foda, esse Flamengo vira, elimina e vai acabando que ia pegar ele na porrada ainda depois.
02:37:30 É. O cara já foi eliminado, agora nós vamos bater nele. Isso é 2016. Que ano seguinte? 2016. 2016. O meu professor Zé Ricardo. Cara. Gosto, tá? Pra gente entrar na pauta carnaval final. Zé Ricardo Manarino? E você, caralho? Eu vou falar. Nasceu de três meses, filho da puta? Não. A gente chega no final com palavras de paladino. Eu não tô entendendo vocês. Posso ir no banheiro? Todo o respeito do mundo. Os dois mais emblemáticos positivos... Foi isso. Um que eu não estava, que eu acho que não tem como ser diferente, que é o Tri, do M1, do Pat. O momento em que eu morava num apartamento, perto da Praça do 1º de Maio, e a varanda tinha um gradiado de madeira, e eu morava no Terceiro Andar. Por muito pouco. Não invertia a ordem natural das coisas.
02:38:21 E eu não caí lá na casa do caralho. E o que eu estive... Fui campeão em cima do Vasco em 2019, porém o gol do Marcio Araújo, porque Frixo Herazzo ficou muito próximo de dizer que eu ia ver na minha primeira final em loco, Flamengo e Vasco, o Vasco quebrar o jejum de um porrilhão de anos. E esse idiota entrou em campo e em cinco minutos ele fez um pênalti. E eu falei, impossível que foi isso que a espiritualidade reservou pra mim. Na minha primeira final, quebrar o jejum. Aí, obrigado, Marcelo Husch, que foi um dos caras que eu mais detestei, porém, eu sou um cara grato. Eu vou ser injusto. Injusto, perfeitamente. Então, obrigado, Marcelo Husch. Era o que depois jogou no Vasco, né? Aí, o que ele fez depois do Flamengo e não foi falecer, foda-se.
02:39:12 Mas agora ele ganhou um Masterchef. Então, pô, aos 50 anos, já milionário... Descobriu o que ia fazer. Descobriu a função dele na terra. Pena que não tinha descoberto antes. Que aí ele jogou no Flamengo nesse período. Parabéns, Herazzo. Mas os merdas... Cara, agora você citou essa Copa do Brasil. Eu estava nesse jogo. Eu também estava. Eu te esqueci dessa porra. Estava nesse jogo. Vou botar esse aí na conta que eu saí bolado. E vou botar um que não foi tão merda assim, porque no final o Flamengo foi campeão, mas que eu estava e eu saí frustrado, que foi o 4x4 2019. Porra, eu saí... Saii muito do Maracanã. que o Flamengo toma o gol de empate no último lance do jogo, mas depois o Flamengo gola a porra toda, então tudo se refeita.
02:39:54 Tem um muito emblemático na minha vida também. Qual que você falou? O Wim? Eu falei do Juiz, o 4 a 4 e o que a gente perde na Copa do Brasil, porque eu tinha esquecido que eu estava presente. Tem um muito emblemático na minha vida, o arrombado do Eurico. Não. O que é isso? O Doutor Eurico Andrade. O arrombado do Eurico Proibiu. O Doutor Rubro Negro. Era a mando do Vasco, o viado do... Viado não. O arrombado do Eurico... O arrombado do Eurico proibiu. Em tempo de sem live, tu ia falar, Renan, minuto tal. Corta a palavra viado. O arrombado do Eurico proibiu nas cadeiras especiais, ali do lado das tribunas, as antigas cadeiras azuis, a presença de quem estava de camisa do Flamengo. E meu tio bacana tinha acesso a duas tribunas pela Sudérgia.
02:40:46 A Sudérgia em forma, nós estamos ficando velhinho. Sudérgia não existe mais, né? É, não existe mais. E aí a gente chegou pra ir pro jogo, ficamos barrado. Eu, o grupo, um grupo pouco heterogêneo, pai. O Bui. Eu, meu pai, Tiago Lacerdo, o Giuseppe. E o menino, o moço que guardava carro em bambu, que ficava em cima de skate, que as pessoas apelidaram... Que andava sentado, vizinho. Apelidaram de... Ai meu Deus, ficou o nome da apelida dele, escangalhada. Aí ficou eu, meu pai, Thiago Laciado, escangalhado, tentando entrar. Quando fudeu 20 minutos pro jogo, que a gente viu que a gente não ia conseguir convencer o segurança a deixar entrar. O escangalhado rodou o rio inteiro. Ele roubou a gente na hora... Escuta, escuta essa.
02:41:41 Aí quando a gente se convenceu que a gente não ia entrar, foi assim, nós temos que ir até a bilheteria para convocar a ingressa. A gente foi correndo só com o escangalhado, tinha quatro rodas. Parou, parou, parou. Chega, chega, gente. Marcelo, ele disparou assim, ó. Gente, não, chega, chega. Falou o escangalhado e ele jogou muito. Agora acabou. Não tem mais como falar de pôr, Nilo. Farou. Farou agora. É verdade, mano. Leno, parou. Aqui a gente está vendo esse? Não, eu não estou inventando. Eu relato, eu relato. Não tem como. Como se essa porra não fosse o bastante, a gente perde isso, Flamengo. Vaz, gol de Marcos Brum. Horrível, né? Viver já foi. Cara...
02:42:29 Cara, antes da gente entrar na pauta do carnaval, nós vamos fazer só 10... Renan, coitado, vai voltar pra longe agora. Renan Casul tá morando longe. Vai dormir aí, não? Agora é pica. Tá morando aonde? Nós vamos para a reta final do programa, falar de carnaval. Mas antes da gente entrar nos últimos 10 minutos pra gente falar... Carnaval tem que ser curto, boi, porque se der muito espaço, vai falar merda. O pior é que tem pingo pra ler ainda, hein? Por favor. A gente tá chovendo pra caralho, tu sabe disso? Tá chovendo? Tá chovendo maneiro. Firmemente. Maneiro. Se o problema da porta de carnaval durar, é que se ela durar, não é que a gente vai preso assim. A gente vai ser muro. É. Perfeitamente. Não, ser preso talvez seja um alívio.
02:43:08 É a sorte. Não façamos isso. Agora tu... Leia o Espingurbu, por favor. E peça para as pessoas se inscreverem no nosso canal. A gente tem... Da outra vez a gente não teve o... Teve? Não tinha. Na época não tinha. Não tinha, né? Não tinha algum negócio. Cara, eu segurei pra ler os pingos porque a gente tava numa batida tão gostosa aqui, tão boa. Tá mesmo. Você tá à vontade? Eu tô muito. Muita coisa. Olha que eu tô descalço, tô... Você tá Maria Betânia pra caralho mesmo. Tô quase pegando aqui, ó, que meu Domec acabou de novo. Tô falando fora do microfone, né? Meu Domec acabou de novo, tá? Caralho. Cara, Júlia Bragança dos Santos mandou... Antes do podcast começar... Pô, ela falou que não precisa ler. Aí não adianta, tá mesmo?
02:43:51 Não, aí é loucura. Mas ela agradeceu por sempre ler as mensagens no Insta, mesmo ela não pingando. Foi isso. Muito obrigado, você sempre interage com a gente, meu bem. Muito obrigado mesmo. E sempre divulga, gente. José Graça Silva Júnior. Boisicos, como os amigos caminham pelas trilhas da espiritualidade, digo apenas três nomes. Davi Alcolumbre, Ezequiel Piovi e Piero Masa. Você quer fazer algum comentário? É essa altura do campeonato, o comentário que eu vou fazer, fodeu, caiu o canal. Boi, Francisco Caravela Newland Freire. Cara, esse teu sobrenome é muito pico, Chico, na moral mesmo. Novas Terras, Chico Novas Terras. Ele é impressionante, ele é impressionante. É por isso que você chega num evento... E Brasil inglês.
02:44:42 Esquece, mano. E toca piano. E é Chico. E é simples, né? simples, de uma simplicidade. É a simplicidade de um rei. Exatamente. Nós estamos torcendo para você morrer e virar enredo. E em breve. Caralho. Se você puder adiantar. A décima estrela é você. Nós vamos escrever você. Na frente de Jorge Ben. Preire, ensine o país analfabeto. Muito foda. É isso. Parabéns. Vai ser enredo antes de Jorge Ben. Isso que é foda. E aí tu não leu o que ele escreveu? Tu vou ler agora. pingando para dizer o Marcelo que legal é uma piada interna que depois que o Marcelo se fudeu na final da Copa do Brasil do ano passado talvez a gente tenha aloprado um pouco até da meia-noite segunda-feira talvez a gente tenha até na guerra você tem regras tem um pouco de ética
02:45:38 perfeitamente nós temos um grupo em comum e todos eles no dia da final todos eles me deixaram em paz mais ninguém encheu meu saco. É... Depois que acabou a final da Copa do Brasil no ano passado. Então... A gente foi com medo de você se matar no Maracanã, né? Não, matar não. Eu vou matar não, porque a vida é muito foda, assim. E nenhum daqueles 14 pé de rato me merece. Quando a gente viu que você... Eu não vou deixar você falar assim, do meu zagueiro Robert Renan, eu não vou deixar. É, foi o covarde mesmo. Pois é, né? Do meu zagueiro Carlos Cuesta. Do seu lateral Pumita. Isso é higiene da boa. O pai da pulmitinha? Isso é higiene da boa. É foda. E aí ele continua. Amo vocês, Bois. Amo você, Marcelo. Vasca o caralho, filho da puta.
02:46:22 Te amo, Chico. Te amo muito. Mas, pô, vai se foder, mano. Mas foi muito bem nesse final, Chico. Parabéns. Mas te amo muito. Muito, muito. Gabriel Pitanga, DS Rodrigues. Bois. Aí, fodeu. Numa escala entre velho brocha da sapuca e pichulé, o quanto vocês estão confiantes pro clássico Conta Baranga de São Cristóvão? Gente, isso dá problema mesmo, assim. A gente vai se foder, mano. Vamos tomar uns pipocos à toa. Não, mas olha só, o do vídeo... Qual é, gente? Não, não. O bicho ele é foda porque tu sabe que é ele. O Velho Brocha ninguém lembra. Perfeito. Em pés não tem um nome. Cara, não é possível que as pessoas não descobriram ainda. Não, quem é o Velho Brocha? Com certeza, pô. Tu sabe quem é? Com certeza, pô. Então no bar você vai dizer quem é.
02:47:04 Com certeza, pô. Pô, e o foda é... Pô, pior que eu já ouvi, mano. Não, o nome não, mas o... de onde está inserido, de onde é. Fica à vontade, pelo amor de Deus. Cara, é... O que eu ia falar? A gente, na época desse vídeo, a gente fez um comentário, né, Bui? Isso que passou... Talvez a gente tenha perdido um pouco a linha, né? Porque a gente fez uma observação, um reconhecimento do que estava acontecendo ali e a gente entendeu que foi aquele recorte da punhentinha do desespero, né, Bui? Tá bom. Cara, a punhetia do desespero, ela... Devolta aí. Ela é um bagulho de adolescente, mano. Tu já tá velho... Tu tá desesperado, né? Foi? Foi. Você tá velho, você tem que entender... O Juan tem usado uma expressão muito correta ultimamente, que é...
02:47:53 Que é raro. Você tem que entender onde a sua mão alcança. Por favor. E é isso. Mas a punhetia do desespero é algo democrático, né? É... Abraça todas as gerações Já abraçou todos nós em algum momento da vida Que é um momento desesperador mesmo Você sabe que é, você não consegue parar E você não consegue seguir E empurrar mole também não é pra qualquer um né Não, tem que vir com covardia Tem que vir com o metro Não dá, não dá Se ver com empurrar mole e botar de ladinho Se você ver com miséria vai passar vergonha Diante de 30 mil pessoas Cara, que bem ameaçado né cara Meu Deus do céu, por que ele fez isso, cara? Mas enfim, vamos continuar aqui. Aqui a gente ia agora prolongar por um lugar muito perigoso. Muito, muita coisa, gente.
02:48:42 Estávamos entrando num beco escuríssimo. Está chovendo para caralho. A gente vai ter que alongar, naturalmente, o programa. Arthur Rojal Silva dos Santos. Noite, bois. E Bacalhau. Noite. Traz o domínio de todos do samba e carnaval. Poderiam cravar aqui o campeão do carnaval de Porto Alegre de 2027? Imperadores. Ah... Tri campeão. Ele branca de... A gente foi lá no barracão deles no ano passado, né? A gente visitou a quadra do Bambas de Orgia. Lá eles têm uma... Carnaval deles é muito grande, é muito forte. Eles têm o Bambas, que era o maior campeão do Carnaval de Porto Alegre até o ano passado. Que foi quando o Imperadores empatou com eles. E esse ano o Imperadores passou à frente isoladamente. E a gente foi na quadra do Bambas, foi muito bem recebido.
02:49:37 A portela é a madrinha do Bambas. Inclusive o símbolo é uma águia. Enfim, as cores são azul e branco. E a gente também foi no barracão da Imperadores, que foi uma baita experiência. O complexo do Porto Seco, que é onde tem os desfiles de Porto Alegre, tem a passarela e todos os barracões são do lado da passarela. Então os carros já saem e já embicam, putz filha. Parece razoável. Uma coisa que, né, uma ideia que então... É, foi muito legal a gente ir lá, foi muito bacana. A gente conheceu a presidente, conheceu o... ...policiais desse bairro. Eu tenho um compromisso inadiável também com a cultura. Em primeiro lugar, inevitavelmente, Feira de São Cristóvão. De longe. De longe. Segundo lugar, Grêmio Recreativo Escola de São Paulo, Pará, Iru, Tuiti.
02:50:31 Terceiro lugar...
02:50:34 Não, nada. Abre o teu olho que você não viu. Não, não. Deixa eu falar. São Cristóvão, futebol e regalos. E quarto lugar, colégio Pedro II. E em quinto lugar, mais show da gama. Perfeito. Tu deixou a Quinta da Boa Vista de fora. Ah... O Museu Nacional. Eu sou contra bilharia. Entendi. Pra ele não é cultura. Não é, não gosto. Isso que tu tá vestindo tem 20 anos, né? Tá bom então. Cara, você tá muito... Ih, aqui ó. Luís Aleal do Nascimento, Costa. Tá com dinheiro. Pingando pra fortalecer o Domec, Mac e pra dar graça a Deus que o poder de persuasão do meu pai é mínimo caso contrário seria vasco mengo. Usou pra atacar né pra dar uma espesinhada, um chute na canela foi foi foi foi foi. Arthur caralho é muita água. Tô falando.
02:51:38 Arthur Ranjal Silva dos Santos. Sonhei essa noite com o Juan cantando o samba do Cajul da Moçidade. Confesso que fiquei de pipi duro. De roupa? Não sei. Pode ficar à vontade, foda-se. Estamos em casa, não tem ninguém vendo mais. Está vendo a live igual o Pato Donald, Bui. Mas o quadril... Da cintura para baixo, ele está... Está peladinho. Mas o quadril aqui. Vai tomar no cu. O Pato Donald. Caralho. Há três horas de programa, não tem mais ninguém assistindo essa porra. Ninguém. Eu não vi essa merda. Letícia, hit best. Mandou mensagem, agora está chovendo para caralho. Fala, ué, porra, você é de açúcar? Letícia, estou no nosso tabernáculo assistindo vocês. Beijo no coração. Agora fudeu. O Renan já está fechando antes de meia-noite e meia.
02:52:24 Com esse temporal, esquece. Mano, a quantidade de gente que assiste a live não cai, né? À medida que a gente vai avançando. No avançar das horas, a... Vai aumentando. As pessoas vão aumentando. Exatamente. E amanhã você vai ver a audiência crescendo. Quando você vai lá, a visualização é absurda. A galera ouve de manhã. Ele assiste de novo e tal. Caiu a live? Não é possível. Impossível. O Guilherme Dele botou aqui. Caiu. Não é possível. Estamos... Ah, não caiu não, pô. Caiu baixo da gama, né? Não, vai ser... Aí, tá vendo? É piada dele. É isso. Como é que é o nome dele? Guilherme... Ah, é uma piada dele. Então ele é um gênio. É uma piadoca! Ele é um gênio! O Guilherme. O Guilherme. O Guilherme. Que isso? Meu Deus do céu...
02:53:08 Guilherme. Não. Aí não. Cadê? Renan Melo Santos. Eu sou o Renan Zen, do Twitter. Fantástico. Deem... Fantástico mesmo. Deem boas-vidas para a nova rubro-negro Helena, que vai chegar esse ano junto com o Penta. Ô, Helena! Beijo, amo vocês. Vai chegar com o Penta e com a Enéia. A Leninha? É. Beijo, Helena. Maravilhosa. Mais uma grande rubro-negro. Tu me deu essa crítica pontual aí? Não quer reconhecer o 87? Eu só falei. Que covarde! Você percebeu! Eu pesquei, eu pesquei. Você percebeu. Helena, saúde pra ela, né? Fantástico. Nome lindo, nome lindo. Lindo mesmo, lindo. Vagabundo. Victor Gomes do Nascimento Ferreira de Mello. O... AKA Vitão? AKA Vitão. Que nome de nobre, né? Caralho, você... É vagabundo. ...32 sobrenome. Mas é gostoso.
02:54:04 Ele é um merda. Ele é um... Um perturbado. Pior que já trocamos flúdios corporais. Um desastrado. Mas ele é o meu merda. É o meu merda. Como diria Igor Trindade, fala assim, pode ter melhor agora igual você não tem. Que isso é foda. Que isso é foda. Teve um delei, né? Te teve um delei, né? Pode ter melhor agora. Que elogio é o Igor, né? O caralho foi ele que... Igor quer outro, né? Esse é genial. Você é fantástico. Houve boates. Amor da minha vida. Houve boates que não se confirmaram na noite de hoje. Infelizmente, o amigo foi abraçado pelos tentáculos do capitalismo e não conseguiu estar presente. Ou seja, o Maricá jogou dinheiro pra caralho na tua conta. Ah, ele vinha, né? O Coacuá te convocou, né, seu merda?
02:54:47 Rolou aquele pique espesado da Maricá na tua conta, né? É foda. O pertencimento que reluz no amuleto, né, irmão? Incrível. Tá tudo certo. Rolou aquele pique, segunda-feira o gerente vai entrar em contato. Fala qual é o seu perfil de investidor. Tá maluco. Parabéns, Vitão. Parabéns. Tá maluco. Mário Roque do Prado. Legal, Leno, trazer seu irmão vai ficar indo no programa. Cara, é inacreditável, mas as pessoas, não só aqui no chat, como no Twitter, estão falando que a gente se parece. Não, é a loucura. Aí, de fato, é a loucura. Devaneio. Seria uma honra. O Marcelo é mais um fragmentado do Leno Verso. Não é, não. Não, isso aí não. Isso não é impossível. Isso não. Isso não. Mas agora, não, beleza. Você, neste momento, não está mais empregado.
02:55:33 Vinculado à Escola Portela. Cisne e França. É um fragmentado de Leno Verso? É impressionante. Não, é impressionante. Gente, vamos lá. Não, ao vivo não é. Mas em foto, é loucura. E... Têntico. Não é só o Sidney França, não. Não, ele já contou aqui. Quer contar de novo? Tu ficou cobrado? Cara, eu fui cobrado. É verdade. Foi cobrado. Eu fui cobrado. Como se fosse o Carnavales da Mangueira. Eu fui cobrado na quadra do Salgueiro. Era o Salgueiro com vida. E a Mangueira tinha... A Mangueira tinha apresentado os protótipos no dia anterior, na sexta. Aí, porra, eu tinha... Cara, eu estava de sobre ainda. Coisa horrível é a sobriedade, né? Eu não tinha uma gota de água nas minhas correntes sanguíneas, nas minhas vezes. As suas entranhas.
02:56:19 Porra. Aí, só que cheguei apertado, fui no banheiro. Aí estou caminhando até chegar ao banheiro, me param a coroa. Sabe aqueles filmes que o Eddie Murphy faz todos os personagens? -"Parozona". -"Parozona". É isso. Parou a moça, tipo o Eddie Murphy. Nesses filmes. botou o dedo na minha cara, foi assim como é que você acha que eu vou ensaiar três meses e eu vou desfilar com a máscara nessa cara bonita aqui o que que você acha e o que que você pensa como é que minha mãe vai me ver na televisão ai eu fiquei olhando pra cara dela sem entender porra nenhuma do que tava acontecendo eu pagaria dinheiro com a cara de... mano eu daria um dedo assim uma falange que porra é essa o que está acontecendo? Aí a amiga dessa senhora falou assim, eu acho que ele não é o Sidney
02:57:10 França. Ela, você não é o Sidney França não? Eu falei, não senhora, então avisa ele. Perfeito. Sobre chegar e sobre sair. Ela teve um desfecho. Cara, muito... Eu, porra, já que eu tô contando histórias, conta a última. Você não estava presente nessa, né Marcelo? Qual? Eu acho que a grande parte, uma grande parcela dos ouvintes sabe que eu passei por uma quimioterapia recentemente. Terminou dia 13 de fevereiro, graças a Deus. Só que durante essa químio, já nos finalmente, eu fui, voltei ao taberno. Tu vai contar isso mesmo. Em pública. Aí... Vou contar, bui. Merece. Essa história merece ganhar o mundo. Aí é foda. Fomos para o ensaio, o último ensaio da mocidade, depois fomos para o taberno, aí cheguei lá. não vou citar nomes. Puta que pariu. Mano, pelo amor de Deus. Desagradável, desagradável.
02:58:08 Sentei lá, cheguei lá com os amigos, um homemzão. Gente, vocês vão se fuder um dia, mano. Lendo. Porra é, tu me lembra? Ele fez mesmo, Péraque, ele fez mesmo. Ontem eu contei. Lendo. Pra Pedro Gaspar e Guterres de Rodrigo Guretti. Por que? Você tá careca, sem sobrancelha, sem cílios, que porra é essa? Tá com câncer? Falei, tô. Aí, alô. É que era um pós-insai de rua da Moçada de Jeral, chegou alucinado no bar. E esse ensaio foi quente pra caralho. Ele simplesmente encerrou o bar, mano. Fechou o bar, acabou o clima do bar. Porque eu me queix... Ontem aconteceu essa história na minha casa, vendo o jogo, porque eles não tinham acesso a essa história. Pedro, Igor e... Pedro chorou de rir. Não, o Igor falou, não é possível que isso acontecesse.
02:58:53 Teve uma hora que eu me questionei, que eu falei assim... Ele sabia. Eu falei, não, o Garçom sabia. O Garçom... É uma piada interna dele. Só que a mesa ficou num silêncio tão grande que eu falei assim... Não, ele não sabia, não. Aí ele... Quando eu achei que tinha acabado, ele fez de novo, o Garçom fez de novo. Mas aí também faltou timidez do Garçom. Não é o tipo de parada que tu vai falar em voz alta. Perfeito? Mas depois o Garçom ficou voltando, né? Cara, não, ele fez de novo. Ele fez a segunda vez, pô. Ele não ouviu a primeira, pô. Não, ele não absorveu. O constrangimento tinha sido da mesa, não dele. Mas depois ele ficou voltando assim... Não, ele fingiu não, falou assim... Mas tu tá com cansa, ele falou...
02:59:31 Ué, caralho, tu não perguntou? Isso. E ele ficou tão envergonhado que ele parou de atender a mesa. Foi outra coisa. Mas enfim, enfim, coisas da vida. Coisas da vida. O aprendizado do... Como é que é? A pedagogia do... Do apalvore. Do apalvore. Esse cara foi do constrangimento. E a realidade... Tu sabe que ele saiu do taberna, no carnaval. Claro que saiu, né? Não, ele durante o carnaval... Vai citar nome não. Não, vou citar nome. Durante o carnaval ele foi pra Ilha Grande. No meio do carnaval ele ligou pro patrão e falou assim, ó, não vou voltar não. E ficou lá. E é isso? É. E ó, e... Muito foda. Simbolou, né, bui? É, maluco. Foi pra Ilha Grande e teve um contato lá. A rua acontece pra caralho, meu. A pior que a rua acontece.
03:00:15 Com o fute, corpo, aralho. Falo de você. Mas tá chovendo pra caralho! Mas tem que comer, porra! Dudu, tu veio de barco? Pra levar a gente pro barco? Gente, não, come aí, gente. Vocês, pelo amor de Deus. João Pedro Silva de Miranda. Agora eu vou mijar. Mensagem ficou grande, mandei na DM do Instagram do canal. Caralho. Aí, fudeu, calma aí. Aí tu tem que ir lá, perfeito. Você é capaz de cantar as melhores de Luiz Miguel enquanto eu tento achar aqui. Perfeito. Caramba, você é capaz de cantar as melhores de Luiz Miguel enquanto eu tento achar aqui. Você é capaz de cantar as melhores de Luiz Miguel enquanto eu tento achar aqui. Você é capaz de cantar as melhores de Luiz Miguel enquanto eu tento achar aqui. canal caralho aí fudeu com a mãe aí tem que lá perfeito você é capaz de
03:00:41 cantar de melhores luz miguel enquanto eu perfeito śm Caramba! Essa aí no barro? śm śm śm śm śm śm śm śm śm śm śm śm śm !
03:01:14 Vamos cobrar pendência no final do ano? Cara, sabe qual é a pica?
03:01:20 Afinal, vai ser contra o Atlético de Madrid e finalmente a gente vai ser campeão do mundo. Isso que vai ser foda. Ganhando do Felipe Luiz. Triste, né? O Felipe Luiz vai ser o técnico do atlete. Isso aqui não é informação, isso aqui é mediunidade. Ah, não é informa... Tá. Perfeito. Show Lucimione vai sair, e ele entrar. Victor Martins, da Mota Gomes. Pingando pra abençoar o melhor podcast da toa... Que isso? É verdade. Conhecendo o passado e tenho gostado cada vez mais. Vida longa os bois. Pô, obrigado. Eu sou vascaíno e eu venho só aqui. Imagina, é claro que é o melhor podcast da toa. Cara, você é um fofoa. Não, é claro. Já falo sempre. Carlos E.M. de Brito. Fala, bois. É um prazer acompanhar todos os programas desde 2020.
03:02:06 Um abraço a todos e um salve especial pro Leno, do John Leno da UNB. Cara, primeiramente um beijo pra você, Carlos. eu fiz uma postagem, se não me engano, na segunda-feira, falando... Porque no domingo, me marcaram, o podcast Sator Norte me marcou, depois que veio a tona... Eles são fofos, né? Eles são fantásticos, maravilhosos. Não conheço pessoalmente não, mas claramente são fofos. Não conheço, vale a pena. São foda. Mas depois que veio a tona, o processo... Apesar do Rafael falar que... Falou que vai, continua. Não, eu falei já, mas... Setor Norte. Ah não, Setor Norte é o Rafael Setor Sul. É verdade, confundi. É porque esse Maracanã novo, né? Que, enfim... Já não é Marbeline West, aí que confundem. Vocês desvirtuaram os lados?
03:03:02 Vocês não, quem desvirtuou foram os caras. Pegaram o lado dos outros? Mas... Caralho, me perdi. Desculpa, você tava falando do pessoal do setor norte? Ah, perfeito. Depois que veio a tono o processo de Ioko Ono e Lenon, o L7, os caras me marcaram e botaram assim, as próximas pessoas que têm que estar atento ao processo de Ioko Ono. O meio campo... Era meio campo ou lateral o Lenon, 2009? Bolante. Dei meio campo na engenheira. Fantástico. E eu, só que era minha foto no colo do macaco. Que eu amo, tá? E aí eu postei no story de segunda-feira, falei assim, ó, o que é o Twitter? Olha a merda que o Yoko Ono fez. E aí esse amigo, esse Carlos, ele me contou que dentro da ONB tem um estátua de John Lennon. É isso. Com o nome do arquiteto que pensou a barra da Tijuca?
03:04:10 É, Lúcio Costa. Exatamente. Foi ele que botou lá dentro, se não me engano. Foi ele mesmo. Doideira, doideira. Mas é isso. Esse Brasil é muito absurdo, né? É uma rosa, né? É uma imensa rosa. Esse Brasil é um fenômeno. Eu sou apaixonado muito.
03:04:26 Acabou o pingo? Acabou o pingo. Acabaram os pingos. Para finalizar... Flávia no... Flávia no... Porra, Flávia mandou uma mensagem muito bem lembrada. A Flávia me pediu pra falar... Sem dinheiro. Sem dinheiro. Tá com dinheiro pra caralho e não pegou nada. Não, pois é. A Flávia mandou aqui. Não esquecer de falar que a Leandrinha mandou um beijo pro Marcelo. Ah, perfeito. Tá. E continuou aqui. Falou assim que também tem outro beijo. Gabrielzinho de Irajá e Linnick. E acabou. É isso, rapaz. Você é muito saqueiro. Eu não vi a minha questão primeira. Você assumiu o risco também de... Porra, cheguei várias outras cinco litros, né, moé? Aí também, pô, foda-se. É isso. Mas, cara, finalizar... E Caíque e Fé. Incrível. Ah, Caíque é o da placa.
03:05:14 Sim. Incrível. Que é o nosso Chapolin. Mano, pelo amor de Deus... É, é o Chapolin de vocês. Que ele fica, exatamente. É o Chapolin de vocês. Eu já... E o peruca? Você gosta do peruca?
03:05:27 Gosta, não? classista cara agora tem uma criança se já repararam uma criança que é muito estriônica ela está reclamando muito gritando muito ela é mano queria muito conversar com os pais dela por não posso enveredar pra isso que aí foi infinito mas eu tenho dois dois grandes problemas na minha vida assim é Criança prodígio, tá? Sim, sim. Fato. Sim. E gato. São dois temas por lembre. Gato. Gato, tem. Uma vez que eu vou estar assim, dez coisas que você não gosta. Vou ter gato, né? Que gato. Aí a galera cagou, assim, falando de várias coisas, outras, porra, muito séria. Pô. Aí a galera me humilhou. Falei assim, pô, gato. Eu tenho um problema com gato. Um beijo pro nosso querido Farelli. Tá ouvindo aqui. Senhor? Me cobrou um beijo aqui agora.
03:06:19 Cara, te cobrou? Me cobrou um beijo. Ele tinha dado aqui um informe que eu esqueci de passar em relação ao Flamengo da Copa do Brasil, aliás, a maneira que Renata Augusto entra, vira titular. Ele falou assim... Afinal, é. Não, se firmou um time titular durante a Copa, depois de uma excursão, o Flamengo fez pelo Nordeste. Jogou muito, tá? Lembra dessa porra? Virou camisa da gente. Não lembro, mas... Incrível. Renata Augusto que meu pai odiou durante toda a carreira. Pô, jogou muita bola. É muito fiel ao ódio. É? Cara, meu pai... Meu pai odeia Marcelo, por exemplo. Não você. Você... Eu também teria... Até porque eu ajudei ele a encontrar o carro dele. Eu também! Você não é o Optimus Prime. Ele ia voltar o pé pra casa.
03:07:06 Cara... Aquela estreia da Copa do Mundo... Ainda é o Marocco, ser humano. O Marcelo fargou contra. Ele só olha pra minha cara e faz assim...
03:07:19 O outro que meu pai odeia, Casimiro. Miguel? O volante. O Eijo Brunedo. Aí, foda-se. Monique tá pedindo pra você mandar um beijo pro Menos é Mais. Não sei por quê. Essa pica eu lembro que tu entrou mesmo. Essa aí foi foda. Que o Dulzão falou que Deus abençoe você e a sua família. Foi grandioso, tá? Ele respondeu? Ele respondeu assim. Faltou essa grandeza em você. Ele teve. Farele, Monique. Monique, eu te amo. Talvez ela não ame você, que ela já botou você numa pica sinistra ao vivo, né? talvez ela tinha de uma forma diferente a Monique sempre faz isso é, é, é, cretina demais vale porra nenhuma, mas últimos dez minutos dez? pra gente poder comer por favor para as pessoas vamos, vamos come, come vocês, gente mas nós temos que caminhar rapidamente
03:08:07 o Marcelo, o dono da pizza é ele ele que trouxe, né? ele foi e voltou ele é o dono da pizzeria perfeito caraca eu ia fazer uma cara Aí a gente ia fazer a pergunta assim, pô, a relação com o carnaval e tal, mas uma coisa muito ampla. Pra três horas de programa não dá mais pra fazer esse tipo de pergunta. Perfeito. Pra entrar na sua mente, assim, pra você abrir o seu coração. A sua relação com o carnaval? Hoje, enquanto nos últimos anos. Excelente. Profissional do carnaval. Agora sim, abre seu... Por que a sua relação que você nasceu? Caralho, é beija-flúide e nilope. Foda-se, que todos nós somos, inclusive. Exatamente. A cidade é meu personagem, é importante e pontuais. Exatamente. Eu sou beija-flúide e nilope. E quem não é?
03:08:49 Perfeitamente. É... cheguei aqui cantando. Cantaram o Orlando. Oh meu Brasil! Incrível! Overdose de amor nos... Se espere na família, beija a ful. Muito forte, muito forte. Mas sua relação com o Carnaval nos últimos anos, hoje, para além da paixão, obviamente, mas o envolvimento profissional. Vocês sabem bem que eu... Eu tive uma honra que eu não consigo definir. Eu acho que assim, está em maio, né? Começa maio, já começou, agora, cinco minutos de maio. Então são quase três meses fora da Portela, mas eu ainda não consigo definir a sorte que foi fazer pesquisa e enredo da Portela nos últimos três carnavais. de coração assim. Eu sou beija flor desde sempre, desde antes de nascer. Minha mãe e meu pai sempre desfilaram na escola.
03:09:53 Mas nos últimos três anos, graças ao convite do André Rodrigues, meu amor, meu irmão, eu tive a honra de de construir os enredos da escola, dos últimos três carnavais e assim, é uma mistura de sentimentos, é uma loucura conhecer gente ídolos, gente que você admira de longe, acessar espaços que você jamais acessaria se não fosse o samba. Lá atrás, quando eu era criança, eu sempre sonhei em viver do que eu escrevo, em escrever e ganhar vida assim. Sempre sonhei com isso. E com o carnaval, eu além de fazer isso, além de ter conseguido viver do que eu escrevo, eu fiz isso dentro das coisas que eu mais amava na vida, que é a escola de samba. Então veja o tamanho do sonho, é um sonho que eu nunca ousei sonhar e que a vida me
03:10:57 fez realizar nesses três anos. e na Portela. Depois que eu saí da Portela surgiram algumas possibilidades, mas eu acho que esse ano de uma certa distância vai ser importante também porque foram anos muito intensos. Foram anos intensos também no enfrentamento de algumas coisas. Eu não quero me aprofundar no que aconteceu na Portela porque eu devo fidelidade, lealdade, principalmente a quem cumpriu essa função comigo na criação, sabe? Então ao André, a Lola, ao Tiago, a Raya, ao Mateus, ao João, meu irmão amado de pesquisa, se eles até agora não falaram nada publicamente é porque de fato isso não deve ser dito até aqui, mas acho que muita coisa precisa ser dito em algum momento e isso virar à tona. Mas o que precisa vir à tona agora é que, cara, foram anos maravilhosos
03:12:08 assim. Eu tive muito orgulho, tenho muito orgulho de dizer que eu escrevi Carnaval para Portela por três anos assim. Veja, a escola fez 103 anos agora. Durante três desses cem os enredos passaram por mim também. Então, isso não tem tamanho, sabe? Isso ser reconhecido pelos meus ídolos, a Selminha, sorriso, você me conhecer pelo nome, isso pra mim é uma maluquice, sabe? Não só ela, mas o Niguinho, enfim, outras tantas pessoas. Então, eu sou muito grato ao Carnaval, muito grato. Sou muito grato à Portela. O que eu vivi nesses anos dentro daquele barracão foi um negócio de maluco. A gente fez texto e construiu a narrativa dos três enredos. No Defeito de Cor a gente ganhou todos os prêmios possíveis do Carnaval.
03:13:10 Foi um desfile insensado pela crítica, pelo público. No Milton e no custódio no Rio Grande a gente teve alguns problemas de desenvolvimento, né? Mas eu tenho muito orgulho do processo e da história que a gente contou nesses anos. Muito orgulho, muito orgulho. Então o meu lugar no Carnaval esse ano é de volta para Arquibancada, que é o lugar onde eu sempre ocupei. Não desfilo em nenhuma escola. Todo ano eu não sou desses caras que... Acho que ritmista tem muito isso, né? Eu sou um ritmista de bloco, mas um dia serei de escola de samba, mas eu admiro muito o ritmista que desfila em 300 escolas. a gente é muito fominha mesmo, mas eu encontro componente, desfilo muito em uma, duas escolas, então agora não estou desfilando nenhuma, acho que o meu lugar de espectador, de admirador e
03:14:20 apaixonado pela festa, ele me vale, me contempla e eu sou apaixonado principalmente pela história que eu construí junto com os meus amigos, com meus irmãos, com meus parceiros nesses últimos anos. O Leandro estava lá com a gente, desfilou com a gente, segurou balão com a gente. Isso foi fortíssimo. O balão, gente, foi o seguinte, a gente no desfile do Milton, a gente precisava de gente para segurar balões inflados, assim, num setor específico da escola. E a escola não tinha essas pessoas, assim. E aí a gente olhou em volta e o Joãozinho falou assim Segura esses balões pra gente e o Leno tava no meio dessa galera que eram os nossos amigos e as pessoas mais íntimas mais próximas de Nossas então o Leno veio segurando balãozinho assim uma nuvem né?
03:15:16 Eu fui canetado né? Foi mano, mas enfim acontece, também fui e é a vida assim sabe
03:15:25 Acontece Foi lindo, foi lindo, lindo, lindo. Fazer carnaval na Portela é apaixonante. Fazer carnaval é apaixonante. Fazer isso numa escola do tamanho da Portela é um negócio indefinível. Então, o meu lugar hoje é um lugar de muita emoção, pensando no que a gente fez. Mas também é um lugar de muita certeza de que o que a gente fez foi muito além das nossas forças, muito além. além. A gente foi muito além do que a gente poderia ter ido. Muito além, muito além, muito além. E não há nenhum arrependimento nessa fala. A gente faria da mesma forma. Claro. Sabe? Você que é de escola de samba, vocês que são de escola de samba, vocês sabem exatamente o que eu estou falando. Sabe o tamanho dessa fala, sabe o tamanho dessa
03:16:16 entrega sem romantizar também a maneira como os trabalhadores de carnaval às vezes são encarados e são tratados. Eu acho que os trabalhadores de carnaval merecem mais cuidado, merecem mais respeito, merecem não estou falando de mim não, merecem ser melhor remunerados, merecem ter uma carga horária melhor respeitada. Melhores condições de trabalho. condições trabalham no todo, sim, exatamente. Mas eu fico... eu voltaria no tempo e faria tudo de novo, tudo de novo. A gente saiu agora da Portela de uma maneira que talvez não foi a mais confortável, mas a gente saiu com a certeza de que a gente deu muito mais do que o máximo para a escola. Isso deixa a gente muito seguro de que a gente está no caminho certo e de que a escola
03:17:25 vai se encontrar a contento em algum momento. Eu acho, Juan, que o lugar é esse lugar de contemplação, mas é também um lugar de lidar com o que aconteceu, lidar com os nossos sentimentos. Eu acho que quando a gente, na escola de samba principalmente, a gente lida com as nossas paixões de infância. Então, a gente também tem que lidar com os sentimentos de agora, mas também com os sentimentos que a gente já traz desde antes, desde sempre. Então, a gente está nesse cenário de botar a bola no chão, de ter calma e de voltar a enxergar a escola de samba não com o olhar profissional, mas agora com o olhar diante. o olhar de infância, o olhar de adolescência e o olhar de adulto apaixonado pelo que a escola de samba é capaz de fazer.
03:18:24 Sim. Quer ter esse algum comentário? Pô, eu não vou. Hoje não. A respeito de Portela, eu não vou ter esse comentário não, porque se não eu vou me perder e já tem... Quer isso? Três horas e vinte? Caraca. Tu não vai falar de Portela hoje? Você quer que eu fale? Eu gostaria que você falasse assim. Cara, assim... Eu gosto de ouvir o Porto Helense sempre falar. Eu fiquei muito feliz com a passagem de vocês, antes de vocês serem meus amigos, né? Você, João, o André, pessoas muito competentes.
03:19:02 Eu admiro o trabalho de vocês, todos vocês, e eu fiquei muito triste de... Não estive dentro do processo, mas eu fiquei muito triste em alguns momentos de ver o desleite da escola na maneira de não proteger o trabalho de vocês, principalmente. Eu vi carro há dois meses do carnaval já pronto, e eu vi esse carro entrando na Avenida Compoeira, por exemplo. Então, o que pode acontecer? O que tem que acontecer para as coisas funcionarem na Portela? Um trabalho bem executado, um barracão que acontece, tem dinheiro, o projeto flui, o projeto é executado, Ele é executado sem grande susto, sem grande correria. E aí quando ele termina, quando ele é concluído, chega o momento da escola tomar conta disso que foi construído, foi subido.
03:19:56 A escola não toma entrar com poeira, o carro é sacanagem, saco é? Eu falei da harmonia várias vezes aqui, eu acho que eu falei aqui algumas vezes. Porra, nesses três anos desfilando com vocês, que foi a harmonia da Portela, foi brincadeira, foi brincadeira. A frase emblemática desses três anos é, isso não é, isso a harmonia não faz. Se você chegasse na harmonia, pedisse uma bola na concentração, assim, pô, tem como você ajudar, tem como você dar uma bola aqui, porque eu falei, porra, infelizmente isso não é função da harmonia, a harmonia não faz isso. Você citou muito bem o Joãozinho resolvendo, João enquanto... Redista da Vila. Ajudando a gente na concentração naquele ano. Mostrando onde tinha que entrar,
03:20:49 porque a harmonia da Portela não fazia a menor ideia do projeto. Esse ano... Dois dias depois do meu último dia de quimioterapia, a Portela estava programada para entrar uma hora da manhã. Sete horas da noite era o combinado para a gente chegar na concentração. No fundo do meu coração, eu frequento... Eu estava retuitando aqui as coisas do nosso Instagram. Aí entrou a sua voz fantástica. Cara, o com merda você é uma coisa... Eu espero que as pessoas tenham de pensão. O que caiu aqui? É uma brefa. É a brefa do Renan. Tá. Cara, mas enfim. É isso, sabe? coisas são coisas de uma escola que infelizmente não tem pensamento grande não se estrutura para ganhar carnaval e magoa né e tem outra a gente sabe a gente tem uma ciência a gente sabe o que vocês passaram na internet nas redes
03:21:49 sociais no pera carnaval no pós carnaval e assim sou amigo de vocês eu Eu acho que quem está exposto, quem quer mostrar o seu trabalho no holofote, em algum momento tem que saber lidar com crítica, como você disse. Com certeza. Mas tem muitas coisas que foram colocadas nas costas de vocês que não era a responsabilidade de vocês. E a pessoa que era responsável, ninguém sabe o nome. A gente sabe o nome. Mas essas pessoas de Twitter, esses fakes, não fazem a menor ideia. Não entende qual responsabilidade está designada a cada caixa. e quem toma conta daquela caixa, sabe? Então, assim, e a escola também é um imenso foda-se nas redes sociais, também não protege vocês. Eu fiquei muito magoado durante esse processo,
03:22:39 nunca externei isso pra vocês, mas, enfim, eu espero que... Foi o primeiro ano da administração de Juni Escafura, espero que ele recalcule a rota, ele é um cara experimentado no mundo do samba, ele é um portenense de verdade, Espero que as coisas se alinem para a Portela voltar a disputar a Carnaval. E tem que mudar a mentalidade do Portelense também, que está acostumado com voltar no sábado das campeões. Ah, porra, fomos quinto lugar, que maravilha. Voltamos no sábado. Não, o Portelense tem que querer voltar a disputar a Carnaval. Ficar puto quando não ganha. É isso. Eu acho que esses anos, eles trouxeram para a gente Um processo muito doloroso de entrega e assim entrega perto do desfile entrega de 16 horas por dia de trabalho sabe
03:23:33 não é que a gente vê mais o barracão do que a nossa casa é que de fato a gente vive mais do barracão do que em casa e às vezes nem em casa a gente vai dorme no barracão mesmo assim
03:23:46 mas eu acho que a portela está eu acho que a portela está no caminho Eu acho que é um caminho muito longo para uma escola que esteve tanto tempo longe da disputa. Sabe? Então eu acho que a profissionalização desses processos, a depuração desses processos, todo esse caminho demora mesmo. Eu acho que a gente esteve nesses três anos dentro de um processo de melhora, de processos de caminhos. e a gente foi tragado por todo esse traço, por todo esse curso, pelo curso desse rio. Que é caudaloso, que é virulento, que é intenso e que a gente teve que lidar com todos esses sentimentos também. Nós estávamos lá e também somos responsáveis por tudo que aconteceu. Assumimos a nossa parcela de responsabilidade, mas só até essa parcela terminar.
03:24:51 Estamos pagando por isso e vamos seguir. Mas eu fico muito feliz quando eu olho para trás e vejo que a comunidade entende isso, olha pra trás e vejo que as pessoas entendem a nossa doação, entendem o que a gente entregou e entendem que mais do que nós, mais do que as pessoas que estão comandando a portela agora, entendem que a escola vai seguir, a escola sabe desfilar, a escola sabe se depurar, a escola sabe melhorar, uma escola de samba sempre sabe o melhor pra si mesma, sempre, mano. Isso é um ensinamento que eu tenho desde sempre. A escola de samba, ela sempre vai saber o melhor caminho para si mesma, sempre. E a Portela que inventou tudo não é diferente. Então, os ruídos que aconteceram nos últimos anos, na concentração desse
03:25:55 ano, eu acho que tudo isso é caminho para um aprendizado muito maior, não só para eles, mas para nós também. Não só para quem esteve lá naquela concentração, mas para quem vem depois, para as pessoas que ocuparam os cargos que foram vagos a partir do desfile desse ano, que estão lá agora. Tudo esse aprendizado. Acho que os erros que foram cometidos no desfile desse ano não serão mais cometidos porque já estão mapeados, já foram absorvidos e está tudo certo. O mais importante de tudo, de absolutamente tudo. A escola segui e o que eu fico, o que me deixa muito tranquilo é que a escola vai seguir, vai se encontrar, vai saber o melhor caminho para si. E a gente, eu me, eu falo que foi uma convivência muito intensa e essa
03:26:46 convivência me tornou um pouco, por ter lência, eu tenho um pouco, eu tenho simpatias e sentimentos por escolas específicas, assim, a mocidade é uma delas, por por exemplo, muito por essa coisa da gente ser muito longe do epicentro da festa, né? Sim. É, da gente meio que ter arrombado... Beijaflua é madrinha da Moçidade. E a gente arrombou a porta da festa, mano. Então, eu tô... a quadra mais próxima, né? Nem é Grande Rio, pra Beijaflua é a Moçidade. Moçidade. Então, eu sempre tive um carinho muito grande pela Moçidade por isso, assim. Eu vejo, eu venho pra cá, eu vejo as pessoas exercitando o amor delas e mostrando o amor delas pela homocidade e eu me reconheço muito nelas porque acho que é a maneira como a gente lida com o nosso amor em Nilópolis também.
03:27:35 Então, eu acho que esse sentimento pelas escolas, eles vão se ressignificando e pela Portela nesses últimos três anos. Tudo foi tão intenso, foi tudo tão... preencheu tanto a gente, que eu acho que eu falo tranquilamente que eu sou um pouco portelense hoje. Com toda a honra do mundo de poder dizer isso, sabe? não é um negócio que caiu do céu pra mim, a gente se esforçou muito pra poder dizer isso, pra poder dizer que a gente valoriza e se apaixonou por essa valorização e por essa devoção à Portela. Então acho que a Portela fará um grande desfile esse ano. Acho que a escola reconheceu os seus erros, entendeu os seus erros e vai melhorá-los a partir daqui. E espero que a escola e o carnaval trate melhor os profissionais da festa para além do todo,
03:28:46 os profissionais como um todo. Remunere melhor, respeite melhor as cargas horárias desses profissionais, respeite melhor o escopo profissional dessas pessoas, enfim. Eu queria mais zilhões de coisas para dizer, mas eu acho que o fundamental é isso. Espero que as coisas melhorem para todo mundo daqui em diante. E tenho certeza de que isso vai acontecer. É isso? Vamos fechar? Vamos. Aproveitar esse gancho só antes de encerrar, para pegar a fala de vocês. na... Claro, né? O conteúdo das reuniões a gente não fala. Na terça-feira tive uma reunião numa cidade de coordenação de segmentos e tal, em toda a reestruturação que a escola tem passado e está construída. Eu tenho muita honra de participar deste projeto. E
03:29:45 falei aos envolvidos, né? Aqueles que, de alguma maneira, a gente construiu e fazia parte do projeto que eles estivessem, fazia parte do projeto que eles estivessem no lugar onde estão. Foi uma das reuniões, acho que foi a reunião mais importante que eu tive na minha cidade, porque pela primeira vez as pessoas, as reações das pessoas eram muito importantes. E eu sou muito assim, né, Lendo sabe disso, eu estou nos lugares, às vezes eu entro até num momento de silêncio, porque eu gosto de observar os ambientes. os detalhes, porque eu acho que é aí que está a mensagem. O conteúdo da reunião eu sabia qual era, o que ia ser passado e tal, a atualização de tudo que tinha acontecido, do que vai acontecer, quais são os planos, qual é o projeto e tal.
03:30:36 E tinha uma copeira presente na reunião, que era Bebel, estava próxima lá para, depois que acabasse a reunião, todo mundo dando amendo. Todas as coisas que foram faladas, eu foquei só nela, ela sempre concordando com tudo assim, com um sorriso no rosto.
03:30:55 Tudo que estava sendo falado ali e isso lá atrás, quando a gente começou a escrever esse projeto de reconstrução da escola, a gente sempre falou isso daqui é o mínimo e a gente não pode se engrandecer por isso. Isso daqui é o básico. A gente começa do básico para depois ir além. Então, na nossa reunião, o que foi falado ali era o básico para a gente. Mas para muitas pessoas não era porque nem o básico foi feito ao longo de décadas Eu brinco e é uma brincadeira claro que eu brinco não gosta de carnaval gosta de uma cidade Mas essa infelizmente é uma realidade do carnaval Então assim quando eu falo que eu não gosto de carnaval gosta de uma cidade É porque eu olho para a cidade com uma cobrança muito maior do que olha pro resto eu eu consumo muito
03:31:44 Claro, samba em rede, a gente no setor sul até brincou com isso com o Mateus, no Charlotte e tal, eu falei assim, eu não lembro de desfiles, não tenho muitos na cabeça, qual foi o carro, qual foi a alegoria, qual foi a fantasia, realmente não lembro. Agora samba eu lembro, porque eu consumo isso todo dia, eu ouço todo dia samba em rede, todo dia, de qualquer escola, eu adoro, adoro, é a minha viagem, é a minha terapia, é o momento que algumas pessoas ouvem com rock pesado, né, com heavy metal e tal, o meu eu ouço a minha rede se eu tiver puto, se eu estiver transtornado eu ouço a minha rede muito alto com fone de ouvido para eu poder me reconectar. Então assim, infelizmente essa é a realidade do carnaval de profissionais, o trato, o respeito com a coisa.
03:32:29 Uma máquina, uma festa, um evento que movimenta milhões de reais, bilhões de reais e que trata os artistas da festa de uma forma subvalorizada. Então, assim, aproveitei só esse gancho para dizer que na terça-feira, e é um momento de desabafo mesmo, porque eu sei que tem gente que houve, que é da cidade, que me encontra às vezes na rua e tal, no primeiro momento que eu tive depois, mesmo tendo construído aquilo, mas pela primeira vez eu vi aquilo sendo passado para outras pessoas que não estavam lá atrás. Perspectiva. As pessoas precisam ser tratadas com respeito. Então não é assim, ah, a gente vai reformar o barracão, tá? Vai reformar onde? Começa por onde? Então assim, foi a primeira reunião de... Vai começar por ali, isso daqui já foi feito, isso daqui é tal.
03:33:20 Obras sociais sendo feitas, projetos sociais sendo tocados na moçada. Nos últimos dois meses que não foram tocados nos últimos dez anos. A gente conseguiu. A gente conseguiu, por exemplo, não vou citar empresa, mas... É, num projeto lá que a gente teve, implante dentário. de por exemplo isso na reunião foi falado gente que era representante da vera guarda situações que eram coisas que custavam 10 mil reais as pessoas fizeram de graça e agora vai ter revisão daqui a 30 dias assim a escola de samba num geral que eu acredito é essa escola então assim é muito vai muito além que eu falei cara desfilar você é um profissional do carnaval o desfilar eu sinto que eu contribuo nada agora o que A minha visão da escola de samba, da transformação, da influência social que ela tem,
03:34:09 acho que de alguma maneira eu posso contribuir. O desfile é um detalhe. É a ponta da cadeia. É um detalhe, assim. É um detalhe. Às vezes as pessoas não entendem isso. Eu sei que a gente vai terminar, mas só rapidinho. Claro. Às vezes as pessoas não entendem isso. E muita gente boa que gosta do hype, que gosta do que a escola de samba traz. É que é bom mesmo, né? É maravilhoso, tá maluco? Tu vai com a maior parte de todo dia, com a maior parte diferente, vai comer um arroz de alofe, um negocinho, vai beber um chopp maluco, um rocos pocos, todo mundo quer, pô. Mas a escola de samba é o... Mano, hoje é o quê? Primeiro de maio, né? A escola de samba é você estar aqui na quadra da mocidade, dia 29 de abril, servindo algum
03:35:02 tipo de serviço para a comunidade, sabe? Abrindo a quadra para alguma coisa que o entorno, a aldeia, precise. Com certeza. E isso tem muita gente boa, é uma molecada. Cara, eu volto no debate de idade porque eu acho que tem um marcador etário de deslumbramento que eu não consigo abandonar. Eu acho que ele Ele está no futebol, mas ele também está no samba, sabe? Pegando o teu gancho, a Moçada, dia 22 de maio, a gente conseguiu um projeto com o apoio da prefeitura e a gente vai fazer uma feira literária na quadra da Vintém. Com a estimativa de 2 mil pessoas, no caso, 2 mil alunos da rede pública entre crianças e adolescentes presentes na quadra. Para a gente fazer oficina e tal. Então, é o que eu te falo.
03:35:57 Essa é a Escola de Samba que eu acredito. Isso muda caminhos, mano. Perfeito, com certeza. Então as pessoas não entendem isso. Muita gente trata você ou trata a gente de uma maneira utilitarista, como se você só importasse, se você só importa se tiver um cargo, você só importa se tiver em um lugar. Mas o que importa na escola de samba e o que atrai a gente para a escola de samba é isso. é ver que uma vida foi transformada, a minha vida foi transformada pela beija flor, por exemplo. Eu fiz espanhol na beija flor, eu comecei um pré-vestibular na beija flor, no centro de atendimento comunitário na época, né? Antes do instituto, já tinha um caque lá. Então, a escola de samba salvou a minha vida, assim. E tem outras aldeias, outros espaços em que isso é ainda mais aprofundado,
03:36:56 que vai para a área dos esportes, a Mangueira tem uma vila olímpica tradicionalíssima de muitos anos a Portela tinha uma área de esportes Portela tem um pré-vestibular Tem um pré-vestibular Eu não sei se ainda tem, mas a Portela tinha um atendimento à velha guarda dentário, atendimento médico também Voltou agora com a administração do escafura Então assim, isso voltou, tá de graça pra todo mundo que quiser ir lá, chegar e apresentar o documento comprovante residência Enfim, eu fico muito feliz. Aí é que eu falo do caminho da Portela, assim, sabe? O caminho de desfile é um caminho, mano. A gente vai trocar o profissional e a coisa vai andar, assim. Mas o respeito ao profissional é também o respeito ao que se faz o ano todo.
03:37:43 E o que a escola faz o ano todo é o que importa, pô. A Portela tem um viés de proteção da sua comunidade, que é histórico. histórico, como todas as escolas têm, mas cada escola tem um viés específico. Diferente, claro. A Nilópolis tem um viés profissionalizante, uma coisa de formação da pessoa. A Mangueira tem uma coisa do esporte, principalmente por causa da Vila Olímpica nos últimos anos. Isso precisa ser respeitado e potencializado. Claro. Mas eu fico muito feliz vendo que a Escola de Samba segue e que, por exemplo, a Mocidade, que é um colosso da zona oeste, assim, e que durante tanto tempo esteve engasgando, tropeçando, nos últimos anos tem conseguido se colocar no lugar dela, sabe? Eu acho que quando uma escola de samba se coloca no lugar dela, absolutamente nada é
03:38:42 possível, nada é capaz de derrubar. Então, pra mim é isso. Antes da gente encerrar, fazer os agradecimentos, teve um pingo do Bernardo de Moura. Bernardo de Moura, que foi quem nos presenteou com... Isso aí. Bernardo de Moura foi quem nos presenteou com... Ele nos presenteou com isso aqui, e ainda tem um pingo. Eu estou chamando disso aqui porque eu não faço a menor ideia de qual o nome. É uma placa com LED, é isso o nome? Painel. Painel. Caralho, Manoel, você é muito vivido mesmo. Cara, quando ele traduziu com uma palavra, vocês se tornaram um bom burro. Exatamente, mas é o que eu sou, cara. Eu sou... É isso, chucro. No caso, eu fui mesmo de burro porque eu me omiti. Teve uma vez que a gente fez um... Mais do que burro, eu fui omisso. Eu fiquei em silêncio porque eu não sabia a palavra.
03:39:28 Você se escondeu. A gente fez uma apresentação uma vez de um enredo na Portela e o pessoal da grupo estava lá, entre eles, o Alex Escobar. Perfeito. O cara que é de bambu e tosse por América, ele não presta. Exatamente. Que dizem que é vascaíno. É a vascaíno. É a vascaíno. E ele colou pra caralho. O Carlos Gherlano disse que ele ia achar de um piroca. Ele colou pra caralho. O Carlos Gherlano entende é do Rodrigo Mendes, né? Ele entende. Perfeito. Aí é foda. Desculpa. Aí é foda. Aí alguém falou, ah, é porque é o painel, o painel vai apresentar isso aqui. Aí ele é painel e mãe neo, né? Meu Deus do céu. No meio da apresentação. Difícil. Aí é difícil. Vou ficar em silêncio. A gente tem uma ouvinte que provavelmente Raquel deve estar ouvindo a gente, uma amiga
03:40:09 nossa que ficou roxa de hippo de prender o riso né no caso então um beijo para Raquelzinho. Um beijo meu amor Raquel minha sobrinha. O nosso querido Bernardo de Mo... Boi você não sabe o Bernardo é irmão do Felipe. Do Felipe. Que nos deu este estacanga. Em 2019 ainda. Qual é o significado dessas cinco estrelas? Opentatriz? É. Exatamente. Cara vou ser muito flamengo assustador. O Bernardo de Moura... Nós somos Flasco. Incrível. Vou ler. Bernardo de Moura Correia. Boa noite, Bois. Poderiam mandar um beijo pra minha esposa. Eu não sei se é Maira ou Maira. Ela ama o podcast. Então um beijo pra Maira ou Maira. O cara deu esse painel, mandou um autógrafo. Cara... Porque autógrafo não vale porra nenhuma. Segunda-feira a gente vai gravar agora o podcast normal,
03:41:04 falando do jogo de ontem. Falando do Flamengo e o baixo já vai ter acontecido. 3 a 0 Flamengo por baixo. Vou mandar um áudio pra vocês, vocês vão ter que reproduzir aqui. E nós vamos reproduzir. Por favor. E o painel já estará instalado e nós agradeceremos, porra, infinitamente a esse belíssimo presente. Cara, muito lindo mesmo. Cara, inesperado. Vocês viram acesos? Não, tem que ver. Vamos ver segunda-feira. Teste de luz e som. Vamos ver segunda-feira. Que família, coisa linda. Muito obrigado, muito obrigado irmão. e um beijo pra Maíra ou pra Mayra. Com certeza. Beijo, querido. Antes da gente terminar, agora realmente antes, falar pra vocês que amanhã, ao meio-dia, estarei sendo vítima. Usado. Estarei sendo vítima do que o Marcelo está sofrendo agora.
03:41:53 Participarei de uma live com o meu querido Gustavo Mel no Expresso 1923 pra gente falar de Flamengo e Vasco, entre outras coisas. Uma vez Gustavo me pediu para gravar um vídeo num pré-flamengo e vasco, foi um zero a zero histórico. Eu falei assim, nunca mais me peça a porra. E era um jogo assim, Flamengo favoritíssimo. E aí foi zero a zero. Falei, cara, você nunca mais me mande mensagem. Porra, amaldiçoei o Flamengo. Incrível. Cara, tem um vagabundo aqui no chat chamado Victor Miana. Leandro, tem como mandar um abraço para minha escritora favorita, a saudosa Mia Couto. É foda. Porra! Mas essa eu vou deixar pra contar só se... Você não contou aqui ainda não? Não, mãe, não vou contar agora. Podemos? Essa é foda.
03:42:38 Podemos! Podemos. 3 de maio, em domingo, Flamengo e Vasco. Você acabou, Flamengo e Vasco. Você se direciona para a quadra da Vintém, para a apresentação dos novos contratados da nossa escola. Inclusive, o Dudu Casas está lá. Perfeito. Patrocinador da escola, né? Incrível. Estarei lá, inclusive. Quantas vezes estou em reunião do nada, chegam pizzas Para alimentar as pessoas. Isso manda muito, isso manda muito. Um tripé que sai na avenida dele. É tudo dele. Quanto é dele? Marcelo, muito obrigado pelo carinho. Cara, nós fizemos um programa de quase quatro horas. De novo, né? Inacreditável. Impressionante. E se botasse aqui um amendo se a gente tivesse que gravar oito horas, a gente ia gravar. Foda-se. E as pessoas iam ficar. Inacreditável.
03:43:22 Iam ficar. Agradecer a você. Agradecer antes a audiência que esteve conosco até agora. A vocês que vão nos ouvir depois. Porra, você vai pegar um feriadão agora, um dia do trabalhador amanhã. Antes, mais uma vez. Eu não sei se é oito ou oito e meia, se o presidente vai falar. Você liga a porra da televisão, você ouve o que o presidente vai falar. Que é importante, que em outubro você vai ter que votar nele de novo. Acho que essa porra foi hoje, viado. Cara, eu não sabia nem que tinha jogo do Vasco hoje. E você estava aqui porque você é profissional. E ganhamos o Olimpia! Pegamos o Olimpia! Pegamos! Outra vez tinha jogo do Vasco também. Sabe outro jogo que teve Bolívar e Fluminense? O que aconteceu? Infelizmente, o nosso Fluminense...
03:44:02 Flamengo é meu personagem, eu sou Fluminense. Infelizmente, não fomos para o altura de lá. Pegamos o Olympia. Aí é foda. Tiro lento. Obrigado a vocês que estiveram conosco até esta hora, até o avançar desta hora. E obrigado ao nosso Marcelo. Mais uma vez esteve conosco, aceitou este convite de estar aqui. Esperamos que você tenha ficado à vontade, que você tenha se sentindo em casa. Pra gente foi uma honra. Eu não vejo os comentários da como vocês estão com a live aberta. Eu estava, mas eu fechei. Mas eu estava recebendo uma série de inbox aqui de amigos que estão assistindo, parabenizando, elogiando pelo conteúdo que o programa foi muito bom, que a gente falou uma porrada de coisa, de temas sérios, de brincadeira e tal.
03:44:53 E que as pessoas não tenham noção das coisas que a gente filtrou pra não poder falar ao vivo. E que a gente vai falar agora. Perfeitamente. Nós vamos beber? Nós vamos beber, né? Ah, vamos beber. Eu ainda nem bebi. Não, isso é mentira. Dudu, vai? Hoje eu cheguei fodido. Vamos tomar uma. Uma é feriada. E é isso. Marcelo, muito obrigado. A casa é sua. Volte sempre. Se sinta à vontade. Mas também não toma à vontade. Hoje você ficou à vontade demais. Descalço. Eu estou descalço. E mamarra de Maria Bethany. Eu vou vir... Não, é uma promessa minha de vir e ficar ali só ouvindo vocês. Agora eu vou ser da Zona Oeste. Ah, não, Zona Sul 2. Zona Sul, exatamente. Tá nessa? Eu tô... Que parada, né? Te contar depois, que pica. Amigos, eu fico honradíssimo com convites do tipo, assim, eu não gosto de fazer podcast.
03:45:48 Eu também não. Eu também não. Tô aqui porque... Deixei pra falar isso no final, assim. Eu não gosto de fazer podcast porque eu acho que... Muitas vezes a gente fica rodando atrás do próprio rabo, mas eu acho que aqui vocês fogem disso e é divertidíssimo escutar vocês. E veja, eu escuto vocês mesmo vocês não... Vocês não torcem pro meu time, né? Que se foda então, assim. Isso não é verdade. Você faltou pra sociedade. É meu segundo time. O segundo? Mas ainda assim eu escuto vocês. E eu acho que é fundamental escutar. Porque falo isso pro Leno sempre, Juan. A capacidade de comunicação de vocês é um negócio fora da curva. E eu acho que isso não pode se perder nunca. Vocês não podem deixar de fazer isso aqui nunca.
03:46:44 sempre que vocês tiveram a oportunidade de dar mais um passo, subir mais um degrau ou façam, porque o caminho de vocês é esse, vocês nasceram para isso, é tudo muito foda, vocês são muito bons no que fazem, obrigado pelo espaço mais uma vez, obrigado pela audiência por ficarem até essa hora, não vou falar hora mas essa hora ouvindo a gente que honra que alegria obrigado aos amigos pra mim é uma alegria muito grande poder falar da minha paixão do meu amor no lugar onde eu sou respeitado no lugar onde esse amor é respeitado no lugar onde essa construção porque isso aqui construiu a minha vida eu sou o que eu sou por causa disso aqui, por causa do Vasco. Então estar num lugar onde eu consigo falar sobre essa construção,
03:47:44 onde eu consigo falar sobre o meu primeiro amigo, que é como a gente chama o Vasco, é reconfortante, é maravilhoso. Então muito obrigado. Eu só posso agradecer e voltarei mais vezes. Voltarei para ficar de cantinho ali. Não, e você voltará mais vezes ainda. Se você não dividir o podcast conosco, você não tem a menção. A gente vai fazer aquele nosso projeto lá. O nosso a gente vai sair do papel. Agradecer a vocês por terem ficado aqui quase quatro horas conosco, se já não bateu quatro horas. Falar para vocês que segunda-feira tem a gravação normal, no mesmo horário, no mesmo banco, no mesmo canal. E segunda-feira, Finalmente, a gente vai render homenagens ao nosso querido Arthur Mullenberg, que nasceu no show semana passada.
03:48:36 E ele merece, ele merece. E manda as beijoca que a gente não mandou, né? Perfeito. Ficaram as beijoca todas para... A gente guardou intencionalmente para mandar na segunda-feira, né? Que a gente vai fazer o nosso programa tradicional, falando sobre os últimos jogos, sobre as perspectivas aí do Caminhar. E é isso. Cerebrar Arthur Mullenberg, assim. Exatamente. Perfeito, com certeza. Faremos isso. Ele é maravilhoso, perfeito. Dito isto. Fé no Mengo, fé na Mulambada, rapaziada. Fé no Mengo, fé na Mulambada. Saudações, Brunegas. Muito obrigada. Até a segunda. Vai, puta gama! E vamos pegar eles de pau.
03:49:17 Puta que pariu! Foi?
FenaMulambada